Piscadelas: Ao amigo que não vem
Por Renata Lins Meu amigo, meu querido, queria te dizer que é melhor dizer. Sei, dói. Dói em mim, quem sabe até em você. Mas diz que não vem. Não deixa a gente esperando. Não deixa a ansiedade se instalar, a dúvida. Hoje em dia é fácil: excesso de formas de comunicação é que é o problema. Não a falta. Então dá o toque, faz um sinal, manda uma fumaça, uma batida de tambor. “Olha, não vai dar pra mim”. E a gente fica com pena, a gente que gosta tanto de você. Mas é sempre melhor saber. Mesmo que doa. Até porque o silêncio dói também. Até porque o silêncio talvez doa até mais.











