ANÁLISE DO DISCURSO - Parte 3
Para o linguista inglês Norman Fairclough o discurso tem efeitos constitutivos, pois as pessoas vivenciam realidades sociais a partir do discurso. O discurso cria realidade e isso se torna natural.
Prática discursiva: discursos envolvidos no texto. ex: religioso, social, ambiental, econômico, etc.
Prática social: discurso compreendido pelo leitor dentro do texto.
Marcas ideológicas na mídia
Roger Fowler vai analisar marcas ideológicas na mídia como o apagamento do agente (sujeito) da ação envolvendo voz passiva e ativa.
ex: O jornal publicou a notícia.
Agente no começo da frase, sendo assim, voz ativa.
ex: A notícia foi publicada pelo jornal.
Agente no final da frase, portanto, voz passiva.
ex: Publicou-se a notícia.
Utilização do pronome, ocultando o agente, sendo assim, voz passiva sintética. A voz passiva é uma estratégia de deslocalização do agente da ação.
Também há a nominalização (mecanismo sintético de paráfrase que utiliza um substantivo para que o verbo seja alterado) para ocultar o autor.
ex: "Paralização de obras no Rio de Janeiro" (Ao invés de "Governo paralisa obras no Rio de Janeiro."
ex: "Infelizmente a operação teve danos colaterais" (ao invés de dizer que vários civis foram mortos)
Uso de denotativos da oralidade
ex: "Deputados e senadores recém-eleitos já começaram a troca de partidos".
já - adjetivo de tempo que denota recorrência do fato: denúncia de um problema antigo.
Gunther Kress (1940-2019), pesquisou a análise crítica do discurso e a Multimodalidade. Foi ele que trouxe o estudo sobre texto com restrições discursivas, que são narrativas que se pode contar hoje, ás pessoas que podem contá-las e as formas apropriadas de contá-las. Exemplo é o Coming Out Story, em que há identidade entre autor, narrador e personagem.
Atrator: é a motivação em direção a qual um sistema evolui. São eles: