Pena que os tempos mudaram e não se encontra mais paixões avassaladoras nas pratileiras, só um punhado de sexo entediante.
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Pena que os tempos mudaram e não se encontra mais paixões avassaladoras nas pratileiras, só um punhado de sexo entediante.
não consigo evitar o sentimento de não merecimento, de que qualquer coisa boa está por um fio e a qualquer momento tudo vai ser desintegrado e varrido de mim, deixando apenas aquele vazio sangrento e silêncio desesperador
o que fica?
A morte trás consigo sempre algo amargo e esperançoso. A dor da frustração de não se poder fazer mais nada por alguém que era vida pura... e que agora vira uma casca que parece dormir pela eternidade a fora. Eles sussurram: viva! Como diz minha vó, "pra morrer basta estar vivo" e o que tenho feito da vida? Se agora a morte me leva eu terei orgulho do que tenho feito? Ou arrependimentos? Qual o sentido da real importância de tudo? hoje penso que o sentido é VIVER. primeiro saiba quem você é e o que você REALMENTE quer. depois, vá buscar e conquistar o seu querer. não importa pelo que você passe não importa o que digam. apenas siga. apenas viva. Que a morte me encontre vivendo. Plena e sem arrependimentos.
Carta ao Amor que Não Foi, Mas Permanece
Eu segui.
E ainda assim, há em mim um lugar onde tu continuas.
Não como espera —
não te espero.
A vida tomou seus rumos, e eu caminhei.
Construí dias, ocupei minhas mãos, amadureci meus silêncios.
Mas existe um canto.
Um espaço que não faz ruído,
não implora retorno,
não reclama destino.
Apenas existe.
Tu foste o amor que não pediu o mundo.
Foste química sem encontro,
carinho sem casa,
presença que nunca se tornou corpo —
e talvez por isso mesmo tenha se tornado raiz.
Eu sei:
não nos veremos.
Não há tragédia nisso.
Há verdade.
E a verdade, quando aceita, não fere —
ela molda.
Houve um tempo em que eu me derretia.
Bastava teu gesto mínimo, tua palavra breve,
e eu era chama rendida.
Hoje não.
Hoje sou fogo que se conhece.
Ainda há ternura quando penso em ti.
Ainda há uma doçura serena ao lembrar do que fomos —
ou do que quase fomos.
Mas não há vazio.
Há saudade — e a saudade é digna.
Se um dia tua memória me visitar com mais força,
ela me encontrará inteira,
não suspensa,
não à espera.
Tu não és ausência em mim.
És camada.
E camadas não impedem o passo —
aprofundam a mulher que caminha.
Eu segui.
Mas não precisei apagar-te para isso.
Porque há amores que não vêm para ficar —
vêm para nos ensinar a permanecer em nós mesmas.
É triste perceber que quem tá perto de você não valoriza quem você é, nas suas peculiares. É atordoante e desconfortável sentir que não pertenço. E ainda assim me liberta pra procura de um lugar onde eu possa me encaixar
foi minha primeira vez em muitas coisas.
você era uma tatuagem sem tinta que levarei em minha alma para sempre.
Pois é lá...
Ele me quis com todas as forças. Mas não queria quem eu era, mas sim quem ele achava que fosse. Ou ainda quem ele queria que fosse. E eu na minha ingenuidade de jovem ainda estacionada na adolescência, tentei. Me esforcei, ajustei aqui e ali. Detalhes, algumas podas, só uns ajustes. Pra que ele ficasse feliz. Mas ele nunca estava. Eu, tampouco. E então... qual o sentido? A motivação base seria a felicidade de ambos, não? Se ninguém está feliz nem satisfeito. É hora de ir embora. Mas agora ele quer. Tudo de volta, todo o apoio, carinho e cuidado. Pois eu lhe desejo sorte, se você ainda sonha algum dia ter aquela moça em seus braços. Aquela já não era eu. E hoje eu já não sou a mesma que era na semana passada, quanto mais há meses atrás. Quem você procura existe apenas na sua cabeça... Lamento.