Não é justo uma construção de risco comportar amores. Uma hora ou outra desaba. Acho que sou uma construção de risco. Apesar das reformas... Às vezes penso que chegou a hora de tudo desmoronar. Mas continuo forte. Sustento. Sustento aos solavancos. O coração, apertado. Na parede, as marcas. O interior, oco. Só restante o cheiro de lembranças impregnado ao ar. Não é justo comigo. Pesado demais. Sempre pesa demais.
Suzana Coral















