Com a chegada do Festival de Primavera, os serviços de Dayir eram mais requisitados do que nunca. O Metalúrgico estava, definitivamente, afundado em trabalho e apressando-se para concluir seus afazeres o mais rápido que conseguia. Entretanto, sentia-se culpado por não dar tanta atenção a Mitra, o que fez com que decidisse levá-la consigo enquanto trabalhava. — Você só precisa apertar o botão e quando as engrenagens começarem a girar... — explicava o funcionamento do aparelho para o Grisha quando, de repente, notou que Mitra não estava ao seu lado. Rapidamente olhou para os lados, encontrando a garotinha a alguns metros de si, puxando o kefta de outre Grisha para baixo. Em passos rápidos, Dayir foi até a filha, abaixando-se para ficar próximo de seu rosto. — Wǒ yǐjīng gàosùguò nǐ, zhèyàng zuò shì bù lǐmào de¹ — murmurou para a menina em shu, com o timbre repreensivo. Só então levantou as costas e fitou a pessoa que Mitra havia abordado, pousando a mão nos cabelos escuros da menininha. — Eu sinto muito por isso. Mitra, meu amor, peça desculpas — agora, falava com ela em ravkano, esperando que a garota fizesse o que pedia.