Message in a bottle
As noites em que ouço o mar da minha janela são as piores. Comi (e comeste-me...) tão bem naquela casa junto à praia. Peço desculpa por tudo na mesma.
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Message in a bottle
As noites em que ouço o mar da minha janela são as piores. Comi (e comeste-me...) tão bem naquela casa junto à praia. Peço desculpa por tudo na mesma.
Se Deus me deu a sorte de viver, que posso eu fazer?
Dor de Domingo de manhã
Desaprendí a sobreviver à falta do teu calor.
The art of letting go #1
quando era miúda tinha um medo horrível de tudo o que fosse relacionado com a morte. a minha mãe proibia me de ir a funerais e havia uma coisa qualquer inerente na situação que até me fazia ter medo de passar entre as campas nos cemitérios. e o cheiro do arbusto que há em todos eles ficava me sempre na memória como algo morto. o cheiro de algo morto. depois morreram me pessoas próximas e comecei a ter razão e a querer ir para estar junto delas. a ilusão que continuam lá, falo com eles, digo como vai a vida, insuportável, e que os sortudos são eles. hoje a morte não me mete medo nem tem uma mística de cheiros e de proibições. hoje quero-a para mim. hoje, um futuro próximo, quero ir fazer companhia aos sortudos dos meus.
sou aquilo que não queres, sou o que não quero ser nem tenho forças para me mudar. sou reles e sinto me nojenta todos os dias por o ser o que sou. e fico nesta estagnação que já cheira mal e ao qual não consigo fazer nada.
(Tenho saudade do tempo que tínhamos como somente nosso. De todos os anoiteceres e amanheceres só nossos. Tenho saudades de te ter.)
quero sempre sair de mim própria no doce ébrio do ser. largar o que sou, inventar. porque o que sou simplesmente não aguento. também porque efectivamente nunca chegou para nada. apenas fui existindo pelo mero facto de existir.
porque sim. ou porque não. basicamente porque não sei.