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Bom dia ♥♥
You smell a thousand dead frogs. // P.O.V - Missão
O corredor era tão escuro quanto porão da casa grande durante a noite, uma péssima comparação, mas depois de tanto tempo tendo veneno injetado em suas veias ela acabou perdendo seu filtro mental que a impedia de pensar e dizer coisas sem sentido. A mulher continuava ali, dizendo coisas sobre Elizabeth que apenas ela sabia e a única coisa que conseguia fazer era tentar se manter acordada. Horas e horas se passavam e a mulher não fazia nada além de tentar mostrar para a filha de Quione o quão bom era o “Lado correto da luta”. Circe. A mulher a sua frente era Circe. A única que conseguiria manusear venenos e falar tão precisamente sobre a vida dela. Ela só conseguia imaginar em como seria bom estar no chalé de Hermes, deitada na cama do garoto que estava apaixonada e com seu gato preguiçoso tentando escalar sua torre, ou como seria agradável estar com Letícia tentando a convencer que as estrelas são amarelas. Daria tudo para conseguir ver o sol novamente, ter os sentidos novamente. Seus ombros estavam pesados, o veneno já estava em todo seu corpo, casa partícula de seu corpo estava em estado crítico e a unica coisa que a deixava viva era o líquido desconhecido que a mulher tinha.
As mãos dela se esticavam para tocar as algemas mágicas mas nem os dedos conseguia mover, mais e mais veneno sendo espalhado pelo corpo dela, seu corpo já estava mole e seus olhos pesavam mais que os ombros, os lábios rachados pelo uso do “remédio” da deusa, manchas debaixo de seus olhos. Circe continuava a falar sem pausa alguma, Lizzie permanecia ali, imóvel e juntando energia.
- Agora, seja boazinha e diga como as armas são fabricadas lá? - Circe tentou soar doce e amigável, mas sua voz permanecia assustadora.-Como entram e como saem, com que frequência os deuses vão até lá?
-Eu não vou…-Tentou completar a frase e acabou por desistir ao sentir as unhas da mulher fincarem suas mãos.
-Diga. Agora. -Murmurou num tom não tão simpático como na outra vez.
-Não. -Sussurrou num fio de voz.
A menina já estava se tornando tolerante a investidas contra o corpo, tortura-la se tornou mais difícil depois de ter “conhecido” Ajay, mas quando seu próprio corpo se tortura e recebe o auxílio de uma deusa nada amigável é claro que tudo piora. A moça de cabelos negros apertou seu resto e se aproximou, olhos fixos nos dela como se os invadisse; movimentos desesperados dispararam no corpo da semideusa, e assim como fez com o garoto que outra vez a machucou, ela cuspiu sobre a face da mulher o sangue o veneno que seu corpo recusava. Tentou levar a cabeça novamente mas a mão firme da mulher a jogou contra o chão, onde não conseguiria mais se levantar.
Azul, verde musgo e branco. Só se via isso. Lizzie conseguiu se livrar de uma das algemas, em compensação o veneno em que estava recebendo parou e foi modificado, algo mais denso e forte escorria em seus machucados, pingava no chão imundo e lhe causava uma forte, insuportável dor. Se contorcia no chão tentando se livrar das correntes, o único som que produzia era ruídos em pânico que de uma hora para outra pararam. Nada. Nem fechar os olhos. Estava petrificada e disso tinha quase certeza. Da forma em que estava ela ficou, um homem a pegou e a colocou sobre o ombro, voltando a senta-la na cadeira de madeira. Os olhos azuis caçavam por algo. Caçavam em vão. Sua mão voltou bruscamente e de alguma forma ela conseguiu retirar a adaga do homem que acabará de carrega-la e cortado seu pescoço, Circe sorriu satisfeita e se voltou a garota. O sangue do homem jorrou em seu rosto e seu corpo caiu de joelhos ao lado da menina. Provavelmente um semideus de no mínimo vinte e seis anos, os olhos castanhos lembrava o mármore de algum dos chalés.
De forma doentia ela estalou o pescoço e voltou a ter controle do corpo, porém os sentidos permaneciam acabados. Sobreviver a um veneno com tamanha facilidade era resultado de vários testes do chalé de Hermes com suas especiarias estranhas, o único efeito que permaneceu foi a tontura e a fortíssima dor de cabeça.
-Desista. Se não me der o que quero vai virar pó. -Circe caminhou para a porta de madeira e saiu.
-Um bom soldado cai, mas cai atirando. -Sussurrou voltando a pegar a adaga.
Como se era de esperar mais uma dose de um líquido estranho foi liberada e novamente ela caiu. As correntes a mantiveram com o corpo erguido e após minutos se contorcendo escolheu deixar. Deixar a sensação de morte, adrenalina, ódio e a frieza a domar apenas uma vez, permitir que a Elizabeth nascesse novamente enquanto a doce menina se encolhia após o nocaute. Esse poderia ser seu ponto de fuga. Assim ela sonhava. Elizabeth sempre sonhava alto demais para que conseguisse alcançar.
Tentava, tentava e tentava romper aquilo que a prendia, mesmo sabendo que era impossível. Dentes serrados puxando o pulso e aprofundando ainda mais os espinhos, novamente piorando a situação, agora havia descansado o corpo e de pouco em pouco foi tentando congelar o gancho que a prendia na parede, sendo apenas lançada para a parede. Suas forças voltaram a escapar entre os dedos, a última e pior opção era esperar por ajuda.
Será que sentiriam falta dela, iriam a sua procura ou ao menos fariam um funeral em sua homenagem? Será que se Ethan quisesse conseguiria encontra-la de alguma forma? Com tantas perguntas ela finalmente notou que estava sozinha. Ela e ela mesma, se entregando a morte possivelmente. A porta se abriu novamente e uma silhueta clara levantou a Kane, colocando o mesmo líquido da deusa mas em maior quantidade em sua boca.
-Ela vai dar um jeito de te fazer falar. Precisa resistir a isso menina. -A voz masculina murmurou- Os venenos em suas veias vão te matar em horas se não faze-la dar o antídoto mais poderoso. Se deite e tente manter acordada. Faça isso. -Ele a encostou na parede imunda e a deitou, dobrou seus joelhos e fingiu verificar suas algemas.- Vai começar a delirar com o excesso de venenos em seu corpo, independente do que ver, NÃO SE MEXA.
Conversas estranhas, tudo acontecendo rápido demais e ao mesmo tempo muito devagar, aquilo estava acabando com a mente da loira e, como se já não bastasse, alucinações. Fortes alucinações. Dizem que só vemos o que queremos ver, no caso da garota a única coisa que enxergava era seus amigos, os rostos conhecidos a quem poderia pedir socorro enquanto se encolhia mais e mais.
[...]
- Elizabeth acorde, vamos conversar. -Sutilmente a menina despertou, seu estômago se revirava de fome e todos o resto de tensão- Cartas na mesa. Sabe quem sou eu, não sabe? Me chamo Circe, filha de Hécate. Sou uma deusa e como minha aura mostra sou extremamente poderos...
-Fede a pântano.
- Eu não tenho paciência para crianças idiotas. Converse com ela Theodore. - Um homem que estava ao lado dela segurou o riso e forçou uma tosse alta- Nossos planos com você são os melhores. Sabemos que não está e nunca esteve satisfeita com a vida que é obrigada a levar, sempre inferior, sempre trabalhando para deuses fortes o suficiente para destruir todos os monstros e problemas que essa terra contém. Essa oferta poderá parecer absurda, mas te quero do meu lado, uma garota resistente porém com habilidades assustadoras.
-Não obrigada.
-Desista Circe. -O senhor comentou baixo e sua cabeça foi empurrada contra a mesa, puxando sua gravata até que seu rosto ficasse roxo.
-Não acha mais fácil quebrar o pescoço dele, ó grande e poderosa Circe. -Caçoou chutando a cadeira do homem e recebendo um tapa forte no rosto vindo de um garoto qualquer. - Eu vou matar você, eu vou te matar de uma forma que terão que recolher os pedaços de seus órgãos por todos os lados.
-Gosto desse tipo de ameaça.
-Gosta? Pelo jeito gosta também de nadar com sapos e ter relações sexuais com eles. -Se arrumou na cadeira e mais um tapa em seu rosto foi dado.
-Vamos ter uma conversinha e de preferência você ficará com a boca colada. Pode ser?
Anjo
taaanta gente on e ninguem vem falar cmg? Booooom dia pra vcs, como estao?
bommm dia
BOOOOOOOOOOOOOOM DIA