oh i dont mind clau/qye, any of those two works for me 😗 but.....i guess you could use Qye when reblogging from my sideblog 👀
(btw qye is pronounced like key lol just in case you might be confused)
Ok sure!!!!! :D

seen from United States
seen from Türkiye
seen from United Kingdom
seen from Türkiye

seen from United Kingdom
seen from China

seen from United States
seen from United States

seen from Bangladesh
seen from United States

seen from United Kingdom
seen from United States
seen from Malaysia
seen from Slovakia
seen from United States
seen from United States

seen from Malaysia

seen from United Kingdom

seen from United States
seen from Türkiye
oh i dont mind clau/qye, any of those two works for me 😗 but.....i guess you could use Qye when reblogging from my sideblog 👀
(btw qye is pronounced like key lol just in case you might be confused)
Ok sure!!!!! :D
Bleu Blanc Rouge
A mulher no pântano (Parte 30)
Quando mais dois dias se passaram na vivência de toda aquela aventura, mais uma vez se sentia dos ares do pântano, o sussurro de uma preocupação quase inevitável. Agora, três dias depois da súbita invasão ao acampamento, a resistência e os invasores se colocavam a frente de mais um desafio, uma experiência que se mostraria tanto esclarecedora, como responsável por destruir muitos dos conceitos que se construíram tempos atrás. A manhã de nuvens velozes tinha o que prometer.
Na Casa Amarela uma pequena multidão de pessoas se colocava em frente a entrada da grande construção. Frantzers, Margers, Brints e outras mais famílias, gente diversa, que agora, não se limitava apenas a soldados, aguardavam os pronunciamento dos líderes, que também se preparavam para partir. Armados de todos jeitos, inclusive de coragem, eles sentiam a ansiedade a cada pequena onda que o rio fazia acertar os barcos, o meio que os levaria até o grande destino do dia.
No templo principal, na densa floresta, os olheiros de Catorze, há dias de prontidão, levavam a notícia que o plano já tinha começado e que agora, era a grande chance de ascensão para todos. Como se não bastasse terem de competir entre si, agora os soldados de branco, ou quase todos eles, tinham de lidar com as massas e isso podia ser mais difícil que lidar com os próprios moradores.
____________________________________
De frente para uma multidão, Donibel e Sabrina, sobre a escadaria do refúgio, se preparavam para promover a coragem que nem eles tinham de muito. Diferente de muitas vezes, nenhum dos dois tinham os pés completamente no chão para encarar as responsabilidades do que viria a seguir.
- Bem... hoje é um grande dia! - Sabrina, que na noite passada não tinha dormido e tentava esconder ao máximo o nervosismo do cansaço, anunciou. - Nós, gente do pântano, já enfrentamos coisas piores!... Podemos fazer isso!
- Eu sei que muitos de vocês podem ser novos nesse tipo de coisa... novos em lutas... tiroteios... principalmente numa coisa séria e perigosa... - Donibel disse. - Mas, se trabalharmos juntos nessa nova missão, teremos tanto sucesso quanto nas outras! Só precisamos confiar em nós mesmos, nos outros e no plano! - Ele anunciou, levando todos a responderem com um grito.
- Isso! Temos que trabalhar em equipe! Sem heroísmo! Sem essa coisa de “independência”! Ninguém vai ficar sozinho! - Sabrina continuou. - Quem está desprotegido, sem traje, fica longe dos contaminados e perto de quem tem! Lembrem-se, viver com Putrefação pode ser pior que morrer! E vocês tem gente esperando em casa... Sejam cuidadosos ao máximo!
_________________________________________
Sobre as águas do pântano um barco diferenciado levava a elite dos fiéis. Sentado sobre uma cadeira e protegido por uma manta, o Grande líder esperava ansioso o encontro que lhe era devido e seus guerreiros tiravam o tempo para paparicá-lo.
- Daqui a meia hora vamos chegar, meu Senhor... - Um disse, trazendo uma xícara de café.
- Nossos homens já estão de prontidão... - Dezoito comentou. - É um bom momento para planejar a conversa que tanto queria! E talvez negociar a minha promoção...
- Só quando eu ver ela! - O líder respondeu. - Você ainda não tem certeza que a guardiã do elixir da vida vai pra essa missão...
- Sim, meu senhor, mas é quase certeza... como eu fiz... é um cenário impossível de ignorar! - Dezoito respondeu, tentando aliviar a pressão de tantas promessas.
_______________________________
- Lucas, você tem certeza disso? Você pode ficar aqui com a gente! Não que esqueça que tem uma filhinha! - Maria comentou, vendo o filho descer para o barco.
- Não posso ter esse luxo, mãe... Se eles invadirem nosso acampamento, a Casa amarela pode ficar em perigo! - Lucas respondeu. - Não tem lugar como aqui! Não posso arriscar ver vocês andando por esse lugar com esses caras!
- Eu sei, desculpa... é que não estou feliz em ver seu pai e seus tios indo também! Eu sei do que Donibel é capaz... mas eu temo por vocês todos! - Maria respondeu.
- Eu prometo que vou tomar cuidado e cuidar dos outros... - Lucas disse.
De longe, Maria, apreensiva, via o conjunto de barcos partir do pier, levando o melhor da Casa Amarela. Compartilhando do sentimento da neta, que ainda nem sabia falar ou andar, a mulher se sentia presa num profundo estado de preocupação e junto a outros que também admiravam a cena, ela podia sentir um vazio no coração pela súbita saudade.
___________________________
Nas águas do rio, os barcos da Casa Amarela se aventuravam e nisso os novos e inexperientes voluntários eram expostos a outro tipo de conflito. Diante da profunda e irritante calmaria da missão, que desestabilizava qualquer pensamento íntegro de um novato, cada expressão de vida que se podia ver, mesmo que ínfima, tinha a função de salvar os guerreiros das inquietantes perguntas e suposições que chegavam com o decorrer do avanço. Os peixes a nadar, ou as raposas correndo pela mata e tatus em seus abrigos, mesmo que não lutam-se ou compreendessem a situação, ajudavam como podiam, aliando-se a seus vizinhos humanos para defender seu lar. Protegendo a si mesmos de perder a cabeça, os navegantes faziam o que conseguiam para manter a consistência de suas identidades.
- Então você se lembra daquele trem? Ah, aquela droga de trem passava a cada uma hora! - Mirela perguntou ao irmão, enquanto os dois tentavam se distrair da navegação.
- Eu lembro um pouco... Lembro de sempre me assustar com aquilo e cair por aí... - Ernesto respondeu, puxando lembranças bem profundas.
- E da chuva? Todo dia chovia! Era aquele calor infernal pra depois vir a chuva... - Mirela continuou, se lembrando do primeiro lar que tinha tido, um lugar não tão acolhedor como o pântano.
- Vagamente... - Ernesto respondeu. - Lembro de ver a chuva pela janela da cozinha e da mamãe me levar pra trocar a fralda... Eu nem sei se isso realmente aconteceu!
- Né, hahaha! - Mirela riu.
- Hã, Mi, mudando de assunto... Por que você tá se candidatando nessa missão? - Ernesto perguntou, checando os explosivos que seu pai tinha lhe dado.
- Argh... pra ajudar em alguma coisa que tenha códigos... e, claro, pra cuidar de você... Esqueceu que eu sou a mais velha? - Mirela respondeu. - E também.. eu preciso encontrar algum sistema de comunicação pra gente!
- Argh, ainda nisso? - Ernesto perguntou.
- Eu não vou desistir! - Mirela respondeu, admirando o horizonte de águas.
_____________________________________
- Meus seguidores, nós estamos aqui para dar um grande passo na direção de nossa ascensão nesse mundo! E talvez em outros mais - O Grande líder, diante de uma multidão no acampamento, um ato incomum, anunciou, quase não escondendo a ansiedade. - Há muito tempo se diz que a Putrefação é um castigo! Uma forma penalizar os indigentes de seus comportamentos desonrosos! E as grandes corporações e governos, que deviam nos proteger, insistem nessa história pra controlar a população! - Ele fez uma pausa. - Pois então... Eu digo que essa “doença” é um teste! Um prova de nossa integridade! Um forma do divino de saber se somos dignos de nós nos unirmos a ele! - O líder fez mais uma pausa. - Não há prova maior de que somos dignos que achar a cura! Que atravessarmos esse teste e mostrarmos o quão grande somos e o quão longe podemos ir pra cumprir essa missão! Então, meus caros, hoje, é o dia de mostrar o que podemos fazer! Passar a mensagem! Ascender! - O líder concluiu, sendo seguido de palmas e aplausos.
______________________________________________________
Na casa de Felícia, mesmo que os ares do conflito que estava por vir não pudessem chegar ao seu território, havia o que sentir de toda a situação.
- Conseguiu falar com sua amiga hoje? Eu consegui mais uns mapas... - Jessie disse.
- Não... desde ontem não tenho contato... Diz ela que está muito ocupada pra ver isso agora... - Júlio respondeu. - Parece que uma bela merda vai acontecer...
____________________________________________
Quando o Sol chegava ao ápice, as expectativas soavam com a velocidade das densas nuvens sobre a cúpula. Conforme o plano, tão minucioso, mas tão improvisado e apressado, os heróis da resistência aguardavam as primeiras instruções não tão longe do lugar da missão. Agachados e encolhidos, todos se certificavam pela última vez sua prontidão.
- Estamos agora na boca do jacaré, não dá mais pra vacilar! - Sabrina, tentando ajustar o traje de proteção ao corpo, anunciou.
- Isso! Antes de ir pra luta, vejam se estão prontos pra lidar com o que pode acontecer! - Donibel, enrolando ataduras de couro sobre as luvas de seu traje, concordou. - Vamos recapitular o principal! Vocês tem que ser discretos! Essa é a chave! Se eles não souberem que tem alguma coisa errada, não vão ter motivos pra lutar! Além do mais, estamos numa área de risco, bem na frente das portas de uma represa! Se ela abrir, vai inundar tudo isso aqui!
- Sim e nem todo mundo aqui sabem nadar! - Sabrina concordou. - Então, sejam cuidadosos, porque eles tem isso a favor deles! E lembrando, vocês não precisam de armas pra lutar! Vocês tem martelos, facas, canos e esses trecos que o Gregor fez! Não tem dano crítico como um revólver, mas são silenciosos! Então, às vezes pode ser a melhor alternativa! E mais uma coisa, quem não tá protegido, nem olha pra um contaminado! Eu sei que plástico ajuda a proteger, mas não é completamente seguro, e além do mais, tem muitos outros jeitos de machucar eles! Agora vamos, não temos tempo a perder!
- Ei, Donibel! - Luner, sussurrando para o irmão, chamou.
- O que foi? - Donibel, também sussurrando, respondeu, enquanto Sabrina dava outros anunciamentos.
- Eu e Enor descobrimos uma coisa! - Luner, que parecia inusitadamente animado, respondeu. - Achamos que tem uma toca de javalis verdes!
- Como? - Donibel perguntou.
- Olha, tem rastros deles! - Enor, apontando para perto de aglomerado de arbustos, respondeu. - Quase que não deu pra perceber! Eu tive que derrubar minha mochila pra ver... Estamos tão distraídos com esse plano!
- É e não tá sentindo esse cheiro? É urina! - Luner respondeu. - Eu pensei que fosse a gente! Ou algum esquema de guerra seu... ou da Sabrina...
- Bem, faz sentido... - Donibel, que agora estava mais esclarecido, respondeu, notando alguns detalhes além do terreno caótico que se encontrava. - Aqui tem muitos arbustos de frutinhas destruídos... Só eles fazem isso...
- Sim! Lembra de quando eu, você e o Ronald fizemos aquela aposta? E jogamos fumaça pra dentro de um ninho? Então... - Luner, malicioso, respondeu.
- Faça isso! - Donibel respondeu.
- A gente vai junto! - Wagner, junto à Lenneu, disse, invadindo a conversa.
- Ei! - Luner respondeu.
- Vocês não foram os únicos a fazer isso e se for o que estamos pensando, vão precisar de pernas boas pra correr! A de vocês já estão gastas! - Lenneu comentou. - Javalis verdes podem ser velozes!
_______________________________________
Pelo terreno acidentado, cheio de barrancos e buracos, antes o lar de um profundo rio, os heróis de trajes prosseguiam lentamente pelas bordas do novo acampamento. Impedidos de combater como tanto gostavam de fazer, eles, mesmo que sem muita experiencia, derrubavam os primeiros oponentes conforme avançavam pelas primeiras tendas, ainda longe das grandes armas e alarmes. Silenciosamente, Donibel e sua equipe, atraía e combatia os inimigos sem usar nenhum tipo do arma. De sufocamentos e pauladas, os desavisados sumiam do cenário.
_______________________________
Numa tenda quase isolada de tão segura, em meio ao emaranhado de construções improvisadas no centro do acampamento, as notícias chegavam.
- Meu, Senhor, eles já devem ter chegado... - Dezoito anunciou. - Já começou...
_________________________________
- Pessoal sem traje, quero que fiquem escondidos entre as falhas dos barrancos! - Sabrina, que escalava o ponto mais alto do barranco, anunciou. - Quando o pessoal com traje for visto e o tiroteio começar, vocês vão pegar os inimigos de surpresa! E não deixem que os contaminados toquem em vocês!
- Sabrina, se nos permite, nós aqui tivemos outra ideia! - Mirela, junto ao pai e ao irmão, anunciou. - Acho que dá pra usar esses barrancos além de um esconderijo!
- Então façam! - Sabrina, sumindo em meio ao alto, respondeu.
_________________________________
- Então, de onde tiraram essa ideia primeiramente? - Wagner, em frente a toca dos javalis verdes, perguntou ao pai, que junto à Enor, se preparava para fazer a terceira maior idiotice do plano.
- A gente fez uma aposta pra ver quem ia sair com uma garota bonita chama Sally... ninguém conseguiu... - Luner, sobre a pequena caverna onde a toca ficava, respondeu, enquanto o irmão fazia um buraco por onde a tocha de fumaça cairia. - Agora, menos papo e mais fôlego! E não se esqueçam de fechar a boca... - Ele anunciou, lançando a tocha no furo e provocando um grande alvoroço de grunhidos na toca.
- Melhor correr! - Lenneu gritou.
____________________________________
De tempos em tempos, atravessando as áreas mais vulneráveis do acampamento, a resistência se aproximava de um ponto em que perderia as noções impostas pelo plano. Coisa que também fazia parte de ambos os esquemas. Mesmo que para o bem ou para o mal, a situação chegava a linha que todos almejavam, mas que tinham seus temores. Escondidos numa tenda recém tomada, Donibel e seu grupo encaravam o desafio do dia. E do mesmo modo o líder da Renascença e seus soldados brancos, esperavam pelas grandes revelações que lhe eram prometidas.
- Quando a gente matar aquele cara, o alarme vai tocar e todos vão saber que estamos aqui... então tenham as armas em mãos! Sabrina já deve estar pronta! - Donibel anunciou, vigiando o alvo através de uma fresta na janela. - Quando isso acontecer, mantenham-se juntos, tomem posições e avancem... Precisamos deixar essa área limpa pra aqueles que não estão de traje, incluindo Selena... ela tem que conseguir pegar aquela máquina lá!
Dito e feito, quando o primeiro tiro foi disparado pela resistência e o primeiro fiel caiu, os dois lados sabiam que seus verdadeiros papéis já tinham começado.
_________________________________
- Cadê o povo? - Sabrina, que do alto de uma árvore, preparava sua arma de alta precisão, perguntou, notando que todos os sem-traje haviam sumido.
_____________________________________
Poucos segundos tinham se passado depois do primeiro tiro e agora tudo o que se podia ver no acampamento era um nevoeiro de fumaça e disparos por todos os lados. Dentro de uma situação que de certa forma já tinha virado comum, o resistência se via diante de um nova dificuldade. Protegidos atrás de boas barreiras e usando dos novos modelos de armas, Donibel e seu grupo percebia estar numa situação nada convencional. De tiros em tiros nada se acertava.
- Eu realmente não entendo! Um hora esses caras estão ai e na outra não! Que porra tá acontecendo! - Russel comentou ao contar o décimo alvo perdido.
- É esse lugar, ele parece um labirinto! - Lucas respondeu, percebendo a organização desconectada das tendas.
- Eles aprenderam! - Donibel comentou, se juntando ao raciocínio do segundo filho mais velho. - Essas tendas não são perfeitas, estão usando ilusões de sombras! Vamos ter que entender esse truque! Segurem essa posição.
_________________________________
Em presença no cenário da resistência, o grupo dos não-protegidos não eram os únicos agir de forma inusitada. Estratégia que lhes daria uma opção sobre uma força oposta e intocável. Seguindo o plano dos três Brints, os soldados improvisados agora tinham uma nova função naquele meio. Mesmo que isso não estivesse nos planejamentos gerais e nem nas especulações dos inimigos.
- Lá vem eles! - Selena, Wanessa e Paola gritaram enquanto eram perseguidas por alguns contaminados.
Como mágica, as três sumiam em meio as falhas dos barrancos.
- Esticando! - Gregor e um pequeno grupo de gente variada gritou, tensionando uma corda numa simples armadilha, derrubando o alvo.
Mesmo que esporadicamente, sem compromisso de reais danos aos inimigos, o vulnerável grupo marcava sua participação em pequenas ofensivas. Sob o combinado, os pequenos grupos de contaminados, atraídos por presas saborosas como mulheres indefesas, se perdiam após a fracassada perseguição e isolados, eram almejados pelas armas brancas da população. Facas de cozinha até rochas mostravam o poder de uma gente disposta a sobreviver.
- Acho que agora não dá mais pra se esconder, pai! - Ernesto, que junto a outro grupo, salvava as iscas dos labirintos, comentou ao notar que o número de alvos da vez não se podia mais combater da forma usual.
Puxando a irmã para o alto dos barrancos, Ernesto via os inimigos de cima, aos pés da formação geológica e nisso uma preocupação surgia. O tremor do chão indicava uma baixa para o esquema. Agora, os contaminados, não tão inocentes e nem tão poucos assim, partiam em direção ao grupo. Zangados, dispostos e conscientes da vulnerabilidade dessa fatia da resistência, o grupo uivante era liderados por Doze, um soldado branco de não muito renome, mas que como os outros, longe do olhar do Grande Líder, via na situação uma forma de ascensão.
- E quem disse? - Ulisses, acendendo um pequeno aglomerado de fios explosivos, respondeu, arremessando a bomba no pé de um dos barrancos por onde o inimigo vinha.
Quando o explosivo tocou o alvo, não muito de Doze sobrou para prosseguir. Numa grande movimentação de terra pelo impacto da explosão bem planejada, o barranco se desfez e todo o peso de um solo de milhões de anos veio a baixo, esmagando o grupo. De longe e por ambos os lados, o soldado branco, Doze, já não era mais uma ameaça.
- Vamos avançar! - Mirela, ofegante, gritou, notando que a ação do pai tinha aberto um caminho seguro para o grupo, além de intimidar os inimigos.
_____________________________________________
- Isso vai ser divertido! - Quinze, dentro de umas das tendas estratégicas, na segurança das ilusões, disse, admirando o grupo mais perigoso da resistência.
- Você não vai fazer isso sozinho! - Catorze respondeu, preparando a arma de projéteis elétricos que tanto queria usar.
- Então é melhor você se esforçar! - Quinze respondeu, enquanto os dois saiam dos esconderijos, prontos para atacar o grupo de Donibel.
Dentro da confusão, a dupla de soldados brancos se destacava em meio a fumaçaria do tiroteio e preparados para provar muito de seu valor, eles não perderam tempo em demonstrar. Era difícil acertar o grupo da resistência, mas era mais difícil ainda para Donibel e qualquer um do grupo conseguir desviar.
Não muito longe dali, outra pessoa também se aprontava para mostrar o que poderia fazer e num dilema, ela se colocava em ação.
- Tudo bem, Sabrina, eu sei que você não dormiu bem... você não ouviu suas fitas, mas você consegue! - Sabrina disse à si mesma, tentando focalizar algum alvo no rifle de precisão. - Pensa, você tem que sobreviver a essa... e bem... Você não pode deixar seu marido saber disso, se não já sabe, né? Terapia! Psicólogo! - Ela concluiu, acionando a arma.
- Cuidado! Um acerto desse choques e vocês caem duro! - Donibel, atrás de uma barricadam anunciou.
- Deixa que eu dou um jeito! Minha roupa tem bastante borracha! - Freddy comentou, saltando para fora do esconderijo em direção ao combate corpo a corpo.
- Ah, olha, o rapaz veio brincar! - Catorze comentou, bloqueando com a arma um ataque de Freddy. - Que ousadia!
- Vai ser eu ou você, Catorze? - Quinze perguntou, apontando a arma para Freddy. - Ah, o que foi isso?! - Ele, assustado, disse, notando que um projétil acertara seu ombro.
- Franco- atirador! - Catorze gritou, revelando a ameaça escondida.
Com o tiro de Sabrina e a imagem que isso formava, o fiéis voltavam às tendas. Quinze, ainda implacável, era marcado tanto pelo seu sangue amarronzado na roupa branca, ferimento que pouco o preocupava, quanto pela grande aproximação com um Frantzer, o que indicava que o plano de Dezoito e do Grande Líder estava a poucos passos do desfecho tão esperado.
- Isso, otários! - Sabrina riu, acertando mais alvos com o rifle.
Mesmo distante, a mulher não menosprezava os perigos da situação.
_______________________________________
Mostrando toda a força do povo do pântano os dois grupos finalmente se encontraram e mesmo que os sem-trajes não pudessem encarar a situação diretamente, seus arremessos de coisas letais tinham seus danos. Cercados pelo grupo com traje de proteção, os moradores invadiam o centro do acampamento. O caos aumentava.
- Eles chegaram ao círculo principal! - Um anunciou.
- Segurem a briga... Deem tempo para a guardiã chegar. - O líder respondeu. - E um caminho livre!
- Sim, senhor! - Dezoito anunciou. - Se permite...
_______________________________
Descendo a inclinação do terreno até o nível dos pés dos barrancos, Lenneu e Wagner corriam até o ponto da grande confusão. A dupla, ofegante de uma obsessiva fuga, trazia consigo um exercício nem da resistência, nem dos fiéis, e sim um aglomerado raivoso e de uma arma única, a força.
- Javalis! - Lenneu, que mais tinha fôlego, gritou, esvaziando os pulmões.
Ecoando até por toda a extensão até o centro do acampamento, as palavras tiveram a força de disparo.
Quase como uma palavra mágica, ou mesmo uma ordem, os moradores, presos a suas diversas funções, abandonaram o que tanto faziam e partiam para uma espontânea ação. Abismados, confusos e um tanto humilhados, do chão, os invasores viam seus oponentes fugirem para os locais mais altos ao redor, preocupados com um perigo ainda oculto. Árvores, telhados e buracos eram rapidamente ocupados por um motivo que estava cada vez mais próximo de se explicar.
- Gregor, sobe logo! - Russel gritou, puxando o irmão para cima da árvore.
- Espera, a Selena não tá aqui! - Gregor respondeu, procurando a mulher pelos ares da correria.
Mesmo íntegro, era difícil em meio a uma intensa correia e um tiroteio de um lado do, o grupo se manter unido e Gregor via isso com o súbito desaparecimento da amiga. Selena, movida por interesses além da compreensão de seu grupo, aproveitava o momento para tentar algo atrevido.
- Deixa pra lá, ela sabe se virar! - Russel disse, puxando de vez o irmão. - Vai ser pior se você estiver no chão!
Ainda empenhados, os contaminados faziam o que podiam para derrubar os inimigos, porém, poucos segundos após o sinal, quando a tensão do ambiente revelava o majestoso inimigo em aproximação, esse empenho não teve mais prioridade. Sobre o chão em tremor, os fiéis admiravam uma massa gigantesca e caótica tomar os limites da região. Uma nuvem verde se aproximava do acampamento e aos poucos levava a coragem de qualquer um ali.
Exceto de alguém que tinha mais o que temer.
- O que foi isso? - Selena, que compartilhava da mesma dúvida dos invasores, perguntou, preocupada. - Ah, deixa pra lá! Não tenho tempo pra isso! - Ela concluiu, se distanciando ainda mais do grupo e da confusão, enquanto adentrava o sombrio labirinto de cabanas, em direção ao seu destino.
Quando os inimigos sem-lado tomavam o horizonte, os invasores ganharam outra preocupação para cuidar
- Corram! - Dez, que gerenciava parte da operação através de uma torre de comando, anunciou, percebendo real problema. - São javalis verdes!
- Não, ataquem! Afastem esses bichos! - Quinze, do chão, interveio. - Não podemos deixar essa distração desviar a gente!
Indecisos, os fiéis obedeceram quem estava mais perto e conforme a nuvem de javalis verdes tomava o espaço, a munição das várias armas se esvaía com os frenéticos disparos.
- Não façam isso imbecis, isso só vai deixar eles mais bravos! - Dez, desesperada, gritou, observando seu exército ser derrubado pelos bichos furiosos.
Profetizado pela lógica, os disparos deixavam as criaturas ainda mais iradas criando uma situação insustentável. Mesmo que dois javalis fossem abatidos pelas forças dos invasores, seis vinham para atacar seus indivíduos.
______________________________
Das árvores, os moradores não perdiam tempo em combater os inimigos que podiam, da forma que podiam.
- Gregor, você quer relaxar? Por que não se preocupa com algo diferente? Tipo aqui? - Russel, agachado sobre um tronco de árvore, disparando contra o inimigos distraídos, perguntou ao irmão, afastado do chão e da situação.
- Eu não posso! Não consigo ver Selena em nenhum canto! Essa invasão já-já vai acabar e ai ela pode ter problemas! - Gregor respondeu, também acertando alguns poucos inimigos.
- Para com essa obsessão! - Russel gritou.
- Não é! - Gregor, irritado e preocupado, respondeu.
- Não é o que?! - Lucas, num galho mais próximo do chão, perguntou, notando a conversa paralela.
- Nada, é que a Selena não tá aqui! - Russel respondeu.
- O que?! Mas que droga! - Lucas respondeu, descendo para o chão. - Fiquem aí!
- Onde você vai? - Gregor e Russel perguntaram.
- Achar aquela imbecil! Prometi que deixaria todos seguros! - Lucas respondeu, sumindo em meio ao tiroteio.
___________________
- Ah, não! - Mirela gritou enquanto rolava barranco abaixo depois de seu esconderijo de terra se desfazer.
- Mirela! - Ernesto, junto ao pai no esconderijo, gritou, admirando a irmã sozinha em um território caótico.
- Vá para outro lugar, Mirela, rápido! - Ulisses gritou, ocupado arremessando bombas nas tendas dos inimigos.
- Argh, eu tenho outra ideia... - Mirela sussurrou, partindo para uma abordagem diferente.
___________________________________
- Ok, Ma, você já fez muito disso! É como andar de bicicleta! Só que essa tem doze metros de altura! - Dez disse a si mesma, enquanto repetia um hobbie de há muitos anos atrás.
O acerto foi não foi certeiro, mas quando a bomba de fluído incendiário e uma pequena tocha chegaram a torre vizinha, um incêndio começou na construção. Brilhando numa bola de fogo, tudo por perto se esvaziou e como também profetizado pela fiel, os javalis perceberam o real inimigo, só que dessa vez, não tinham como vencê-lo. Da mesma forma como entraram, só que rápidos e desesperados, as criaturas selvagens deixaram o acampamento preservando muitos dos seus, diferentes dos contaminados, bem mais poucos e que permaneciam.
- Agora voltem ao que estavam fazendo! - Dez, cansada, gritou, deixando sua torre por segurança.
- Com prazer! - Dezoito respondeu, surgindo, pomposo, no cenário.
__________________________________
Caminhando por um trecho escuro e estranhamente vazio, Selena se distanciava da segurança de um lar e da confiança de amigos. Sorrateiramente, a mulher, que não levava consigo nada além de vergonha, avançava dentre o aglomerado de tendas, na esperança de achar um ponto seguro para algo mais mais importante que ela própria. Algo que valeria as mentiras. E sua vida.
- Argh, eu realmente espero que isso dê certo... - Ela sussurrou, enquanto se arrastava pelas tendas vazias como um fantasma. - Eu preciso que você fique seguro... - Ela prosseguiu, tirando suavemente da manga longa do vestido, um misterioso frasco, artefato que protegia desde sua queda no pântano. - Foi mal, Gregor...
De fato, Selena não estava bem, na verdade, ela fazia exatamente o oposto do esperava de si mesma. A mulher estava se arriscando em algo que podia matá-la e mais revelante, ela sentia culpa ao mentir, culpa ao iludir aqueles que a acolheram. De fato, ela não tava bem e nem sua apatia, comum de todos os dias, conseguia conter a explosão de sentimentos que a atropelava.
Enquanto deixava a culpa esmagar seu ser, Selena partia rumo ao laboratório do acampamento, deixando seus companheiros para trás.
________________________________
Dentre explosões das bombas de Ulisses e Ernesto, o acampamento atravessava um momento de grande desorientação. Sem inimigo nítidos, tanto os moradores quanto os invasores, atiravam em qualquer ponto que se sobressaísse da nuvem de poeira. De cima de uma arvore, procurando alvos, Gregor, de olhos cerrados e focado, se deparava com a aproximação de um conhecido.
- Advinha quem voltou? - Dezoito, se pondo diante de um dos Frantzers que o derrubara, anunciou.
- O quê?! - Flinn, de traje, gritou, abismado.
- Eu falei que ele tava vivo, Flinn! - Gregor descendo da arvore, respondeu, se juntando ao primo.
- Primeiro eu vou acabar com vocês... e depois eu vou brincar com aquela velha! - Dezoito respondeu.
__________________________________
- Droga, eu não consigo ver nada! - Sabrina, cega em meio à nuvem de poeria, reclamou, deixando sua posição para uma abordagem mais direta.
__________________________
- Vamos, vamos, vamos, espero que não tenha ninguém! - Mirela, frenética, sussurrou, enquanto entrava na torre de comando não incendiada.
A Brint, brevemente aliviada depois de atravessar a nuvem de tiroteio, agora se colocava diante de mais um desafio, mais mortal que desviar dos disparos do inimigo. Escondida no cenário, um ponto seguro, que de tempos em tempos era visitado pelos contaminados que recarregavam sua munição, aproveitando a calmaria, Mirela ia em busca de um de seus grandes objetivos naquela missão. A mulher, que mesmo que não conseguisse conter a ansiedade de estar tão perto da morte, cometia a segunda maior idiotisse naquele dia.
- Cadê, cadê, cadê? - Ela, ansiosa, perguntou, agachada em meio ao mobiliário do posto. - Tem que estar aqui!
Mirela procurava por algum sistema de comunicação do inimigo.
__________________________________
- Não dá pra acertar ele! - Gregor, que procurava manter distância do alvo, comentou, errando mais um disparo.
- Ah, então vamos correr! - Flinn, mais perto do alvo, disse, puxando Gregor para longe.
- Pra que a pressa? - Dezoito perguntou, admirando a dupla fugir.
__________________________
Chegando ao vazio laboratório, Selena se aproximava se um profundo sentimento de nostalgia. Desfrutando da brecha em meio à vergonha que não podia deixar de sentir, a mulher se perdia em memórias ao se lembrar de seus tempos como participante de um glorioso projeto.
- Nossa, que triturador de frutas que bom! - Selena disse, notando alguns eletrodomésticos de grande interesse para seu pobre cotidiano. - Um forninho! É melhor que o da minha casa! Esses caras tem bom gosto...
Selena desbravava o escuro ambiente, fascinada de como tudo parecia se encaixar para ela.
- Foco, Selena! - Ela disse a si mesma. - Onde está o sintetizador?
- Não tenha pressa, Selena, você nunca deixou de fazer uma batida de frutas pra você! - Uma voz familiar, ecoou das sombras, atrapalhando o raciocínio da mulher..
- Você... - Selena, contraindo o corpo, disse, petrificada.
- Sabe que não precisa me tratar assim... - O Grande líder, que nunca tinha se sentido tão a vontade, disse, junto a Um. - Nós somos amigos, lembra?
- Seu.. lunático! - Selena gritou.
- Você gosta dessa palavra, né? Fico triste, porque eu nunca fiquei te chamando de “depressiva” ! Que nem o Vinícius... e todos os outros... - O Grande líder respondeu, se aproximando.
- Eu.. te odeio, Oliver! - Selena respondeu, tirando da manga o frasco misterioso e ameaçando quebrá-lo no chão.
-Eu sei que não vai fazer isso... Você quer essa cura tanto quanto eu! - O Grande líder, Oliver, respondeu, pleno. - Só que você decidiu estragar tudo pra gente... como sempre faz na sua vida...
- Eu?! Você estragou tudo, Oliver! - Selena, furiosa, respondeu. - Nós tínhamos tudo pra dar certo! Tudo! Mas você decidiu começar com essa merda toda! Podíamos ter feito tanto... se não fosse... um idiota! Se não tivesse inventado tudo isso!
- Ah, e Vinícius era muito inocente, né? - Oliver perguntou. - Nosso grupo todo era um lixo!
- Mas ninguém mais quis virar um “deus”! - Selena respondeu.
- Não me considero um deus, Selena, sou só um mensageiro para o divino! - Oliver respondeu. - Todos nós temos nossos papéis! Meus soldados brancos, protegem, os fiéis são a base e... Você é minha guardiã...
- Eu sou porra nenhuma sua! - Selena respondeu. - Eu sou só uma imbecil que foi trouxa demais pra cair nessa história toda!
- Sim e achou a cura para a Putrefação! Você nunca foi qualquer uma... por isso é tão importante pra mim... - Oliver respondeu, tomando o espaço de Selena, o bastante para contê-la, mas o suficiente para não contaminá-la. - Você não pertence a essas pessoas... e logo eles vão ver isso...
Ofegante, mais alguém chegava na conversa.
- Selena! - Lucas gritou, entrando, confuso, na cena. - O que tá acontecendo aqui?!
- Uma prova! - Um, que quase se escondia em meio a escuridão, disse, atacando Lucas de surpresa num combate corpo a corpo.
- Lucas! - Selena gritou.
Imediatamente, o mero Frantzer lutava contra o melhor dos soldados brancos e disso bons presságios não saiam.
- Você sabe que eles não precisam brigar! Vamos ver o quão o quanto aqueles que te acolheram são importantes para você... - Oliver anunciou. - Venha comigo, se junte a mim, que eu deixo seu amigo, no máximo, inconsciente!
- Eu... - Selena, estática, sussurrou, comprimindo o misterioso frasco contra o peito, no que se mostraria a maior idiotisse do dia. - Não...
- Eu sabia que não ia dar! Seus pais estão olhando, hahaha... - Oliver sorriu da hesitação da mulher. - Um, abra o palco!
De repente, em meio ao tiroteio incessante, o centro do acampamento vinha abaixo num movimento único e calculado. Diante de tal amostra de imponência, os fieis abaixavam suas armas em repeito ao grande momento de revelações que lhe era prometidos. O tiroteio chegava ao fim e aos olhos de todos, inclusive dos Frantzers, abismados e confusos, um palco no centro do acampamento se tornava o único ponto de atenção.
- Senhores, meus amigos, venho anunciar a chegada de mais uma ascensão ao divino! Mais uma prova de nossa integridade! - O Grande líder anunciou. - Essa ascensão... é a verdade! Aquilo que move as reais intensões! E o que não só vai nos libertar de velhos preconceitos, como vai libertar vocês, Frantzers! - Ele fez uma pausa, admirando Selena. - Essa mulher, que vocês julgam ser inofensiva, por ser tão pequena. é o razão pra estarmos aqui! Para tudo que está acontecendo a vocês! Ela é a razão de sermos assim! Selena é o motivo de eu ser assim!
- Mentira! - Selena gritou, hesitando de se aproximar de Oliver para não se contaminar. - Não pode me tornar culpada por você enlouquecer!
A briga entre Um e Lucas continuava, e cada vez mais o Frantzer sentia sua chances fugirem.
- Pode parecer exagero meu! Pode ser... Mas eu não deixaria de me preocupar com o que ela pode fazer! - Oliver continuou. - Vejam, ela prefere salvar a criação dela que um de vocês! E ela está certa! Ela cuida daquilo que é realmente importante! Como nós fazemos! Como eu faço! Por isso ela, mesmo que não queira, é uma de nós! - Ele concluiu. - Ela é minha guardiã do Elixir da vida! E não uma amiga de vocês! Agora, Selena, vai vir comigo?
- Não vai... - Gregor, assustado, sussurrou.
Selena recusou, deixando todos mais abismados ainda.
- Viu, agora, uma prova real ao divino! - Oliver anunciou. - Selena é minha guardiã! Mas para se manter assim, ela atrai morte! Primeiro, foram os pais dela, grandes cientistas! Depois a tia, da nobreza... A Doutora Vitória, amada líder... Vinícius, nosso amigo, e agora, um de vocês! - Ele concluiu, sorrindo.
Como uma rajada de vento, Lucas, já machucado e bastante atordoado da briga, foi empurrado para Oliver, e num rápido movimento, coisa que só alguém com força sobre-humana poderia fazer, o Grande líder, cravou uma lâmina no peito do Frantzer, oferecendo o sangue derramado a seus fieis e a ao divino.
- Argh! - Lucas, sem mesmo saber o que acontecia, grunhiu caindo ao chão.
- Lucas! - Selena e toda a resistência gritaram, desesperados.
- Que a morte de um de vocês tenha valor ao divino e que ele, como muitos de nós, possa se unir as grandes luzes! - Oliver por fim anunciou, admirando Selena ir socorrer o Frantzer.
- Lucas! Lucas! Por favor! - Selena gritava, checando os pulsos do homem, enquanto todos os moradores corriam na direção do homem caído.
Como os javalis selvagens de antes, a resistência foi ao resgate da dupla e enquanto tanto o líder e seus fiéis deixavam a cena com as revelações que lhe eram prometidas, algo mais teve de acontecer para dar um basta na situação.
- Alguém está abrindo a represa! - Dez, da torre de comando, uma das poucas coisa de pé, gritou, notando que água tomava os território.
__________________________________
Como num dilúvio, a água de todo um rio varreu violentamente o acampamento e a todos que estavam nele. Contaminados se afogaram nas águas profundas e os moradores, experientes, logo tomavam os entulhos como pequenos botes, para não sofrer do mesmo destino. O Grande líder e seus soldados sumiam em meio ao caos aquático, levando o orgulho de todo um povo.
- Fica longe dele! - Freddy e Russel gritaram, empurrando Selena para longe de Lucas, inconsciente.
- Eu sinto muito! - Selena disse.
- Saia daqui, por favor! - Donibel, que mal podia olhar para a mulher, disse, expulsando-a para outro bote, sozinha.
Surgindo num barco, Sabrina, que se revelava como aquela que tinha aberto a represa, socorria o grande ferido e a aqueles que precisavam. A mulher sentia um pequeno alívio de um grande mal pressentimento.
Derrotados, os moradores voltavam para casa, deixando o caos do acampamento, mas não o caos que viria a seguir.
:)) La hueá bonita-tierna
Juncker Says Qye Not Talk About Suspension Of Payment Of Greece Or Exit From The Euro : http://newish.info/20176-juncker-says-qye-not-talk-about-suspension-of-payment-of-greece-or-exit-from-the-euro
Juncker Says Qye Not Talk About Suspension Of Payment Of Greece Or Exit From The Euro ! http://newish.info/20176-juncker-says-qye-not-talk-about-suspension-of-payment-of-greece-or-exit-from-the-euro