A ruiva balançou a cabeça e engoliu seco. “E também existem muitas coisas que nós poderíamos ter feito. Muitas coisas que você poderia ter feito, muitas coisas que eu poderia ter feito...” Mordeu o lábio inferior e não se permitiu chorar. Já havia derramado muitas lágrimas por Rafaelo, não iria chorar. Não daquela vez. “Eu estou fazendo algo que eu já deveria ter feito há muito tempo.” Levantou-se de onde estava sentada e respirou fundo. “Acabou.” Disse de forma seca e clara. “O sentimento acabou, a minha euforia acabou.” Explicou gesticulando rapidamente. “Eu cansei da montanha russa, eu não quero uma montanha russa, eu quero calmaria!” Colocou uma mecha de seu cabelo atrás da orelha e novamente mordeu o lábio. “Eu quero algo maduro e concreto, quero alguém que se preocupe com as coisas certas.” Levou as mãos até a face e respirou fundo. Não tinha a intenção de magoar Rafaelo, também era doloroso para ela. “Nós insistimos tantas vezes e só agora eu percebi que não importa o quanto nós tentemos, nós nunca seremos bons um para o outro.” Sorriu de forma triste para o irlandês. “Você me machuca e eu finjo que não me dói e tento te machucar de volta, mas me dói te ver machucado...” Levantou as mãos e riu fraco. “Isso não é amor, não pode ser amor.” Cruzou os braços abaixo do busto e umedeceu os lábios o encarando de forma firme. “E se é amor, o seu amor machuca.”