☹ My muse is visiting your muse on their death bed
Cruzou o quarto a passos hesitantes, como se temesse que suas pernas fossem falhar com ela a qualquer instante, e ajoelhou-se ao lado da cama em que jazia Raja. Mesmo à meia luz, as fatigadas marcas da idade eram visíveis nas feições do homem. Após anos observando processo similar em tantos outros, estudando-o, não havia como negar a si mesma: não restava muito tempo a ele. Um momento que, hora ou outra, haveria de chegar, inescapável a todos os homens, Aliye sabia. Ela própria haveria de trilhar o mesmo caminho; já não era tão jovem como um dia fora. Nada daquilo, porém, tinha eficiência em amenizar o pesar que se acumulava em seu peito ante a iminente perda de alguém tão amado.
— Abi — cumprimentou-o, tomando uma mão na sua. Pai. Havia tanto que gostaria de dizer. Agradecimentos a despejar sobre ele; agradecimentos por tudo que fora para ela, tudo que continuaria sempre a ser. Por podê-lo chamar por tal nome. A necessidade de assegurar que ele soubesse de sua importância, de todo o amor que possuía por ele, chegava a ser dolorosa. Seria sequer capaz de colocar tudo aquilo em palavras? Seriam suficientes? Ela duvidava. Bem, cada coisa em seu tempo, não? Não haveria de despejar mais angústia sobre ele tão cedo. — Como está? — continuou. — Em paz?










