Mata essa minha curiosidade e responde baixinho: você não tem saudade não? Jogada no sofá, na pilha de livros ou no meio de uma oração, eu apareço em algum momento ou é muita pretensão, achar que daquele amor jovem sobrou qualquer loucura a ser guardada? De você eu garanto que não sobrou quase nada, um pouco de cheiro nas minhas camisas e talvez num filme na madrugada. Sério, não sobrou nada. Só numa manhã dessas que eu queria um colo de alguém e quando liguei pra qualquer alguém percebi que tinha que ser o seu, desliguei na mesma hora dizendo que era engano. Era engano. Lembro da série que você gostava, da minha amiga que você odiava e até hoje eu encontro seus prendedores de cabelo pela casa. Tem também essa minha curiosidade, três músicas sobre nós dois e uma saudade danada. Tá vendo, quase nada.
Bruno Fontes.













