Tropeço no embaraço da constatação da velhice que encerra o não esquecimento das sombras das ruas e da luz, olhando-as como o todo da sistemática do poente. A cultura estabelece a pedra angular, o lúmiar, o pórtico do que se consegue ser na rua, mal iluminada (sempre!) do tempo e dos tempos. O céu tem sempre as nuances das variações do que os olhos interiorizam sem refletir: inverter e deixar processar. Olhar para cima é o que mais custa mas o que mais se tem de fazer. Olhar para cima para deixar claro o que está para se abater: mesmo que não seja claro (a penumbra nunca o deixa). As nortadas são barulhentas: talvez tragam o rufar das hostes do cansaço. Mas não é isso que se tem quando se deixa o tempo passar no silêncio da entropia? Talvez o tempo seja feito por marcos temporais, por bandeiras que batem forte consoante o vento (sempre mais forte!). Talvez os marcos temporais sejam postos de interposição entre o nada e coisa nenhuma: mas perde-se algo sempre por ai. Batendo, de rompante, na porta do quarto gélido onde se guarda a imutabilidade do Homem: só muda a exterioridade de se querer diferente, mantém o cerne insoçobre. O Leviatã que pode surgir na depressão da própria acreditação, da própria premissa de conseguir segurar o copo de água nas mãos tem a espada vincada no coração: que o dos outros não sangre. Não porque o não mereçam, mas porque mais vale manter a ilusão do que as lentes convexas de se prenderem à projeção do que se pretende e diz para não ter nada a se abater sobre si: maior negação é negar que se nega. Maior negação é continuar a dizer que se não tem que olhar para cima, afinal é para baixo que se tem de olhar: mesmo que já se sinta que o chão está lá.












