Welcome to where time stands still No one leaves and no one will
Moon is full, never seems to change Just labeled mentally deranged
Dream the same thing every night I see our freedom in my sight
No locked doors, no windows barred No things to make my brain seem scarred
Como isso pode estar acontecendo? Era a única pergunta que estava em sua mente, que por enquanto, estava livre. Os olhos da loira estavam vedado, para ser mais especifica, estava com um saco na cabeça. Não pode ver o nome daquele Sanatório na Polônia, o Witamy. Bem-vindo, um nome que chegava a ser um absurdo. O local um dia foi muito usado com meios justos e fazia seu trabalho de forma favorável, mas a Segunda Guerra Mundial acabou com aquele lugar. Os alemães podiam usar o lugar como quisessem naquela época, isso foi a decadência do lugar. Localizado em uma parte rural da Polônia, muito longe de alguma pequena cidade, ou de algumas simples e tipica vila que sobreviveu através dos tempos na Polônia. Era um bosque fechado, silencioso e abraçado pela neblina fria. O diretor de Witany dizia que o local ajudava no tratamento dos doentes, dizia que o silencio era um remédio natural. Para outros, um tormento.
Que mudança estranha de cenário, o objetivo de Ravena era visitar Killua, mas teve o infortúnio de ser pega por homens da HYDRA, o temível símbolo foi a última coisa que ela viu antes de ter um saco de pano colocado na cabeça e mãos amarradas. Ela era leve, pegava pelos braços não era dificil para os homens, só que eles apertavam com tanta força que ela tinha certeza que ficaria com roxos no local. Por quanto tempo ficou em movimento até o homem da Hydra tirar o saco de sua cabeça e desatar suas mãos e joga-la no chão úmido? Ela não tinha noção, contar os minutos mal passou em sua cabeça. O cabelo ficou sobre o rosto assim que atingiu o chão, e ficou ali com o corpo tremendo, como se estivesse processando o que acabou de acontecer. Agora sentia a dor dos braços, levantou um pouco o corpo até ficar sentada e se arrastar para trás, até sentir a parede velha cheia de falhas.
A porta estava fechada, em seu tempo no chão não tinha percebido quando a porta foi fechada. Leonis, pensou em seu guarda principal. Agora olhava em sua volta, era uma cela fechada, paredes de metal ou algo muito mais forte que ela não sabia distinguir. Na parede de sua frente tinha uma abertura retangular perto do teto, se perguntava se ali era outra cela. Queria perguntar se tinha alguém ali, mas nenhuma vontade era provida das suas cordas vocais. Um lugar novo e indesejável, era como ver sua mente dois anos atrás, só faltava as correntes. A sensação terrível de se lembrar do que fez resultou em Ravena segurando a cabeça com as mãos, soltando um gemido triste e em seguida um ataque lágrimas, caindo novamente no chão despedaçando-se em lágrimas.
Um dia se passou, e ela tinha despertado com um grito, um homem, tinha certeza! Levantou o corpo até ficar sentada. Os gritos dele rasgavam seus ouvidos, as mãos tamparam os mesmo mas nada lhe adiantou. Faça parar, pediu em sua mente. Parou sim, mas parecia que tinha demorado tanto tempo, e outras o grito de Barnes ecoava naquela parede e no silencio de Witamy.
No dia seguinte foi sua vez de gritar, pois eles tinham pegado ela. Feito perguntas demais que ela não queria responder pelo bem da sua própria mentalidade. Por negar-se, recebeu um golpe de um dos homens, a cabeça batida contra a mesa apenas uma mesa. Tonta, mal sentiu o sangue escorrer pela lateral do rosto, vindo do pequeno corte. Era isso, tortura. Injusto para ela que era uma mulher importante, atualmente um simbolo para um país. Quem a reconheceria assim? Nem mais usava suas roupas, a regata branca e a calça da mesma bem bem encardidas era seu traje. Nada bom contra o frio, por isso as vezes recebia um manto.
Mais uma semana ouvindo gritos alheios, de um homem em sua terrível dor, ouvia também rápidas conversas vagas. Ravena estava cansada de gritos e mais gritos e se perguntava se ele estava cansada dos seus. Encostada na outra parede, longe da abertura e olhando para ela a loira respirou fundo. Será que ela teria uma resposta?
--- Eles chamam você de Soldado.......Soldado Invernal. Qual o seu nome? Me diga, por favor. --- Diga qualquer coisa em um tom de voz normal.