O pitaco que faz questionar
Uma vez me falaram que nunca dará para superar 100% um término, e a pessoa ainda citou a poesia RESQUÍCIOS, do meu amado poeta Drummonds: “de tudo fica um pouco”. A pessoa que me falou isso, não apenas jogou a bomba e saiu correndo, pois deu uma solução: “ Há como assimilar ausências e prosseguir, a partir da aceitação. Todos nós podemos e temos direito de prosseguir. ” Isso foi impactante. Palavras fortes, dicas incisivas. Entretanto como assimilar as ausências de alguém que nunca imaginou ficar sem? Assimilar ausências ... quando ouço a palavra assimilar, automaticamente penso em juntar tudo em um ponto só, como se fosse vários pedaços de papéis picados, e fazendo a junção, forma um monte no qual você pode analisar os tipos de papéis. Papéis pardos, branco, recicláveis, e depois da análise, achar a solução. Então fui ao dicionário, assimilar, assimilar, Pronto! Muitos significados, e podendo ter muitas interpretações. Eu posso comparar essas ausências que a pessoa me deixou, com o estado que estou agora, então assimilo que agora estou melhor, mesmo com todo amor do mundo. Eu posso fazer com que as ausências se tornem uma substância própria, e essa reversão faz com que mude o foco da falta, para a autoafirmação de que sou completo sozinho. Outra possibilidade, também é entender a ausência, saber que ela está ali, e não é o fim do mundo. Quantas alternativas para conseguir o tal de: “SEGUIR EM FRENTE”. Eu aceitei esse conselho, da melhor forma, tanto é que lembro das palavras, e as tenho anotadas no bloco de notas do celular. No fim de tudo, sabemos que cada um é de um jeito, só que arrisco em dizer que a base é essa. Agora se vai focar em si, em sair, em escrever, em se permitir apaixonar, beijar, sair, é tão pessoal! Temos a permissão do universo de sentir o que quiser, independente do que ainda sentimos por outro alguém. O passado vai assombrar muitas vezes, e só se livra de fantasmas os enfrentando e buscando uma solução. Ligar as luzes pode ser uma opção. Bruna Valle









