Finalmente eu vejo
Ultimamente tenho registrado na galeria do celular pequenos instantes, quase aleatórios. No começo eu não entendia o porquê desse impulso de fotografar, apenas sentia uma necessidade arrebatadora de guardar aquilo que meus olhos viam e que, de alguma forma, aquecia meu coração.
Hoje compreendi: eram sinais do meu Senhor. Tenho me perguntado onde enxergo o Divino, em que momentos me permito viver, sentir e contemplar Sua presença. E percebi que minhas fotos são como janelas: nelas cabem os lugares onde Ele se revela a mim.
Descobri que Ele está muito mais presente na minha rotina do que eu imaginava. Ele se mostra nas árvores que dançam ao vento, nas flores que se abrem discretas, no céu em constante mudança, no trânsito apressado, no meu lar, nos instantes de lazer…
Quando deixei de buscar explicações, passei a simplesmente sentir. E sentindo, comecei a ver.
Como é bom redescobrir o olhar e perceber que Ele sempre esteve ali, esperando que eu o notasse.










