Aaron Swartz: pelo conhecimento e internet livre
O ativista Aaron Swartz foi encontrado morto em seu apartamento, em Nova York, na última sexta-feira. Aparentemente, ele se suicidou.
É uma grande perda para todos que valorizam a luta por uma internet livre, pela democracia e pelo conhecimento livre a todos. São teclas em que o programador sempre bateu. E arranjou muitos inimigos por isto, inclusive o FBI. Era dono de um currículo impressionante: foi um dos criadores do RSS 1.0, membro do Harvard University Center for Ethics, cofundou o grupo Demand Progress e também trabalhou com os grupos de ativismo Rootstrikers e Avaaz. Quando de sua morte, ele lutava na justiça (com a ajuda de, entre outros, Lawrence Lessig) para não ter de pagar cerca de U$1 milhão em multas, além de pegar 35 anos de prisão, por distribuir artigos e livros acadêmicos pagos online. Na sua opinião, conhecimento não podia ficar restrito daquela forma, barrado por preços altos, ainda mais quando a remuneração dos portais de artigos não chegava aos autores, mas sim às editoras.
As homenagens são muitas. No site Remembering Aaron é possível postar e ler palavras de condolência, e até contribuir com código no GitHub.
Mas talvez a homenagem mais interessante seja o #PDFTribute. Aqui você encontra reunidos tweets de várias pessoas liberando seus arquivos de livros, artigos e textos, para que estas informações circulem mais, e que o conhecimento seja, cada vez mais, livre, como sonhava Aaron.
Após a sua morte, o que fica é a pergunta feita por Lessig: o que o governo precisa responder é por que é tão necessário que Aaron Swartz seja considerado um "criminoso".









