Ele me dava um tesão do caralho. Era algo fora do comum, olhava pra ele e minha mente se fantasiava dos pensamentos mais safados. Eu delirava no seu cheiro, no modo com que me olhava, naquela respirada profunda enquanto as suas mãos me envolviam. Mas o vazio estava lá. Foi ai que eu vi que, tesão nenhum satisfaz vindo de alguém que não me completa, aquela frase que diz “com amor tudo é mais gostoso” nunca fez tanto sentido. A gente se usava como dois objetos. Talvez a ‘safadeza’ fosse uma saída pro nosso coração cheio de carência. Um falso olhar, um falso beijo, um falso amasso, um falso prazer. Ele me dava um tesão do caralho. Mas não me dava mais nada além disso.
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