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todas as vozes do mundo se calam nos olhos de poemas
nuvens carregadas de segundas e primeiras chances coragem dentro da mochila do sorriso-despedida dos passos largos pro caminho ao novo trabalho e o aperto que fica a aprender alfabetos de novos poemas sozinho. medo de ser casa quando se vive desmoronando. alegria de ter fases como a lua e amanhecer nascendo um sol. todas as vozes do mundo gritam dentro dos corpos que não têm voz gritos gestos em gestação gritos nascendo pequenos grandes todos em seu tempo de virar tempestade a luta dos olhos é líquida lágrimas são exercícios de força o corpo que divide seu corpo com outro ensina a verdadeira revolução
se ontem fosse menos coubesse nos passos nos riscos do sorriso te desguardaria desse agora vazio da vida das lembranças o passo alonga ir rápido pra jogar mais um ontem nas mãos do amanhã
esconde mas não demora a beirar olhos ou encher de grito a boca é tudo meio desde que te cobre o corpo grande tem circos aqui dentro de vez em meses olás aquarelados e papéis poemas da mão rebocada de tempo e rotina falta ao asfalto desenhos de gizes que a chuva apagava saudade viver você
seus pedaços os meus a gente se di vi de monta corpos novos regenera essa fome de nós
sem aversão a sangue mistura as vidas na liquidez de medos seu suor encontra sóis entardecidos - espectros medos brilham lindos te vejo bonita com o lado de fora dos olhos
mastiga a gente o tempo perdido há tantos no depois quandos achados no asfalto. dentro dos endereços de si a gente se perde não se vê mais
não vê mais a si no olho do outro
nesses chãos que a gente pisa igual, me sinto em casa. aquele vento nascendo uma criança nova na mente que chora vontade, ri seu sono sem se importar voltar pra onde mora, na rua das Flores sem flores. nesses chãos que a gente pisa longe, às vezes costuram poemas em mim. frouxos, sem nós. os perco. morar em lugar, não quero. o mundo tá cheio, corpo já não aguenta corações tantos em cima e embaixo da terra. corações velhos
quando tudo renascer será lindo uma chuva vermelha de espaço entre nós nesses chãos que a gente não vai pisar a mãe Terra espera reclamar sua parte. seu prêmio de morte: ganhar a vida