O sapo-pitanga é extremamente pequeno, com os machos medindo apenas 11 milímetros e as fêmeas 13 milímetros de comprimento.
A vontade de conseguir registrar o sapinho junto da fruta era antiga, mas o pesquisador não queria coletar o pequeno anfíbio na natureza e produzir a foto em um laboratório. O plano era não causar estresse ao animal e utilizar a própria floresta como plano de fundo.
“Eu trabalho com esta espécie desde 2011 e, há muitos anos, venho pensando em fazer um ‘ensaio’ com uma pitanga, já que é o fruto que deu nome a espécie. O desafio sempre foi encontrar um pé de pitanga na região para que o pequeno fruto chegasse integro até as elevadas montanhas da Serra do Mar”.
Em Janeiro de 2025, em Ubatuba, enquanto estava em mais uma expedição para registrar esta e outras espécies de anfíbios na Serra do Mar, o pesquisador encontrou, em uma casa na estrada, uma árvore cheia de pitangas. “Parei o carro e pedi para a senhora da casa para colher algumas frutas. Então, levei o saco de pitanga para o mato junto com o equipamento fotográfico”, relembra.