( p a r t i c i p a ç õ e s ) Akin Alamieyeseigha, Narcissus Ariessen,
Juliana Nikaule, Fleur Deveraux.
Poças acumulavam-se nas calçadas e vias de acesso da academia, resquícios da chuva que havia caído mais cedo. Caminhando da forma altiva que outros geralmente lhe atribuíam, a herdeira brasileira voltava ao dormitório mais tarde após um pequeno desvio de caminho, seguida de perto pelo daemon pavão, na seguinte ocasião mantendo as penas fechadas. Distraída com o próprio reflexo distorcido que a água lhe revelava, parou por um momento ao perceber que, conforme seu avanço, a água semitransparente adquiria tons dourados, um estranho pó brilhante flutuando em sua superfície. A calçada ainda exibia parte das homenagens dadas aos príncipes galeses na semana passada, pétalas de flores monocromáticas agora tingidas com ouro, tal qual as manchas de tinta deixadas pelos artistas mais desajeitados, e o pó parecia espalhar-se por todo canto. O Forte Dourado poderia ser visto como a fonte de toda aquela poeira, mas o Centro das Artes não era tão próximo... Quando as últimas notícias vieram à sua mente e o medo a assomou, já era tarde.
De olhos vermelhos e pele pálida, aquela criatura não poderia ser humana. Saída de lugar nenhum, os dentes longos e as garras imundas brilhando quando a luz da lua, muito mais clara naquela noite, pousava sobre os mesmos. Não houve tempo para utilizar os poderes para defender-se ou correr para longe e buscar ajuda: Juliana Nikaule, herdeira do Brasil e rainha consorte do Congo, estava morta quando os dígitos frios foram pousadas em sua pele. Como se o próprio céu estivesse enlutado pela princesa, a chuva recomeçou, as estrelas chorando a perda de uma futura rainha com tanto potencial. As gotas pesadas e os relâmpagos acompanharam os discentes recolhendo-se a seus aposentos, confortavelmente se aconchegando sob os cobertores, e escondendo os passos silenciosos das criaturas que se esgueiravam pelo campus.
Sanguinários seres deixaram uma trilha de pessoas atrás de si: Fleur Deveraux jazia em sua sala com o cálice de vinho tombado ao seu lado. Se não pelas marcas rubras em sua jugular, qualquer um poderia julgar que apenas tivesse caído de bêbada após uma noite particularmente agitada. Akin Alamieyeseigha necessitara de alguma briga para ser rendido, mas acabara apenas desfigurado e jogado em uma das esquinas de Avalon. Já Narcissus Ariessen fora pego de surpresa em meio a escuridão, o pescoço rapidamente quebrado antes do corpo cair ao chão sem vida. Apenas algumas das vítimas daquela noite.
Porém, continuaram avançando. Invadindo os quartos, recobertos pela noite, e matando os guardas que ousavam ameaçá-los. Eles estavam em todos os prédios, em todos os corredores, escondidos, aguardando as melhores oportunidades. Após muito tempo presos em uma dimensão de miséria e sofrimento, conseguir uma forma de fugir e encontrar um local recheado pelo alimento que mais lhes agradava era uma benção. Não deixariam que tal chance fosse desperdiçada.
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Mais um plot drop, gente! Esse é sobre vampiros. Um portal dourado, do mesmo tipo que apareceu no início da nossa trama no País de Gales, foi aberto em um algum lugar da academia e dele saíram as criaturas loucas por sangue. O problema é que elas são traiçoeiras e silenciosas, e agora estão invadindo o castelo enquanto todos dormem, de madrugada. Ninguém conseguiu dar um alarme, então a maioria das pessoas estão desprotegidas em suas camas.
Como agir nesse plot drop? Vocês podem fazer com que seus personagens sofram ataques dos vampiros e utilizem seus poderes das formas mais criativas (e/ou desesperadas) para se livrar dos mesmos. Eles estão entrando em quartos pelas janelas para atacar as pessoas em suas camas, enforcando transeuntes inocentes que apenas foram buscar um copo de água no térreo do Forte Dourado e cortando pescoços dos que já sabem da existência dos mesmos e apenas buscam pelos seus amigos. A moral disso é: desenvolvam os poderes de seus personagens e mostrem o uso dos mesmos, seja defensivo ou ofensivo (a melhor defesa é o ataque, lembrem-se), e consigam sobreviver a essa noite escura em Avalon.
O evento acontece imediatamente após o baile dos namorados, então a maioria do pessoal pode estar bem cansado, caso tenham aproveitado o evento até o último minuto. Também tomem cuidado com seus daemons e lembrem-se que eles possuem o natural instinto de proteger seu humano, mas quaisquer danos causados aos mesmos irão se refletir no scion (e vice-versa).
Seria interessante plotar com pessoas de quem você nunca se aproveitou - afinal, nunca se sabe quem você pode encontrar enquanto está correndo pela sua vida, desesperado, pelo castelo, certo?
Os vampiros possuem aparências diferentes, então podem imaginá-los como melhor lhes aprouver e descrevê-los da forma que acharem melhor. Eles podem ter habilidades relacionadas à sangue e escuridão: por exemplo, alguns conseguem manipular as sombras, outros viajam pelo breu, e ainda existem os que podem esquentar o sangue de alguém em suas veias ou simplesmente explodi-las. A única coisa em comum é que parecem criaturas bastante esfomeadas, com costelas à mostra e bochechas secas, indicando que há muito tempo não se alimentam decentemente. As fraquezas também seguem nossas lendas, mas podem morrer desmembrados, tendo a cabeça arrancada ou algo fincado no coração.
Esse plot drop irá durar até sábado (dia 25 de fevereiro). Até lá, aproveitem e se divirtam! Quaisquer dúvidas podem ser encaminhadas à inbox ou chat privado da central.
O lema dos guardas de Avalon era recitado a cada novo membro recebido e significava algo diferente para cada um dos funcionários. Somos guardiões de nosso povo. Poderia lembrar as famílias e nações das quais haviam abdicado para dedicar-se à proteção dos herdeiros de diferentes países, ou simplesmente ao patriotismo que possuíam ao ponto de se oferecerem para dar a vida pela monarquia de suas terras natais. Dever é nosso escudo, a ordem nossa espada. Encravada no peito de cada um dos homens e mulheres que compunham a guarda de Avalon, existia a vontade de proteger. Fosse por traumas do passado ou objetivos do futuro, todos eles estavam ali por um motivo, influenciados apenas pela coragem de seus corações. Ao proteger os fracos, somos imortais.
Dentre os guardas, o mais honrável entre eles poderia ser Edward Campbell. O General, afinal, não recebera o cargo por nada. Enquanto sanguinolentas criaturas invadiam os corredores da escola que jurou proteger, ele agiu como imagem reanimadora para cada guarda com quem cruzava caminho, contrapondo os corpos de companheiros mortos que espalhavam-se pelas esquinas. Era um constante lembrete do dever de cada um deles e da missão que possuíam. Confiantes nas próprias habilidades e em seu líder, avançaram sobre as criaturas sem misericórdia. Responderam a violência com ferocidade maior ainda, defendendo a casa da realeza com afinco, cada habitante do castelo dando seu máximo.
Não demorou para que o General resolvesse o problema. Utilizando a geocinese cedida por seu patrono, rapidamente rastreou e localizou o portal que cedia entrada àquelas criaturas. Auxiliado pelos capazes guerreiros sob seu comando, ergueu uma barreira fortificada ao redor do estranho artefato, impedindo entrada ou saída pelo mesmo. Forte como diamante, nenhum sanguessuga seria capaz de passar por tal escudo. E conforme a manhã chegava, o sol lentamente arrastando-se sobre os terrenos do local, sua revigorante luz se provou capaz de facilmente dar fim às criaturas com maior facilidade. Os raios, ao entrar em contato com as peles pálidas, as colocava imediatamente em chamas. Os gritos dos vampiros serviram como réquiem para os mortos, terminando apenas no horário de almoço.
Cansados e abatidos, mas incapazes de dormir pela adrenalina ainda correndo em suas veias, os herdeiros saíram dos abrigos nucleares abaixo dos prédios do educandário. Os mais corajosos, que haviam escolhido lutar, foram rapidamente escoltados para a enfermaria para ter quaisquer possíveis ferimentos tratados. Através dos cadáveres e do cheiro cáustico de podridão que começava a tomar o ar ao redor do Forte Dourado, era difícil caminhar. A equipe de limpeza, ao menos o que havia sobrado da mesma, foi rápida em construir uma enorme pira no centro do campus. Os corpos de herdeiros e funcionários, contudo, foram separados em sacos pretos e seriam levados para seus devidos países, enterrados e cremados, dependendo de suas escolhas ou tradições.
Os dias seguintes foram de renovação. O ataque causou severos danos ao patrimônio e ainda existiam os funerais. As aulas, novamente, foram interrompidas. Contudo, as portas de Avalon continuaram abertas para todos que desejassem permanecer na escola, que pudessem ou desejassem, ajudar em seus reparos e cuidar dos enfermos.
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Acabou o ataque! Coloquem seus turnos e interações durante o mesmo em flashback, por favor.
Como foi dito acima, as aulas pararam, mas os alunos e funcionários que desejarem permanecer na escola para auxiliar a reconstruir o patrimônio destruído e tudo mais, serão bem-vindos. Ao resto, podem fingir que seus personagens viajaram para os países de origem por um momento, talvez discutindo a permanência em Avalon, para tranquilizar os pais ou comparecer aos funerais de entes queridos.
O portal foi totalmente lacrado, então não tem mais como nada sair ou entrar lá. Por enquanto, ao menos. Ele está bem perto do lago, caso haja necessidade de guia.
E é isso, esperemos pela próxima atualização da trama!
Diz a lenda que um rei malvado chamado Hiranyakashipu era o rei dos demônios; imortal e arrogante, ele fazia com que todos os seus súditos o idolatrassem como a um Deus. Ele tinha uma irmã de nome Holika que, de maldade, não ficava atrás. Ele proibiu seu filho Prahlad de adorar o Deus Vishnu, mas ele continuou devoto e fazendo orações à deidade. Um dia o rei ficou zangado e decidiu, com a ajuda de sua irmã, matar seu filho. Hiranuakashipu desafiou Prahlad a entrar em meio as chamas com sua tia Holika, que acreditava ser imune ao fogo. Prahlad aceitou o desafio e orou a Vishnu para mantê-lo seguro. Quando o fogo começou, todos ficaram espantados ao ver que Holika foi queimando até a morte, enquanto Prahlad sobreviveu sem uma cicatriz. De acordo com alguns relatos, Vishnu pôs fim a imortalidade de Hiranyakashipu, enquanto Holika antes de sua morte implorou por perdão, então ele decretou que ela seria lembrada todos os anos no Holi através da fogueira.
Seguindo o costume, uma grande fogueira foi erguida ao lado do lago, continuando a queimar mesmo quando todos já haviam se recolhido aos seus aposentos. Alguns permaneceram até tarde da noite ao redor do fogo, com cadernos nos colos enquanto brincavam de algum jogo sugerido por um brasileiro. As últimas risadas da noite se fundiram ao manto de Nix e o silêncio imperou nas vias do instituto, exceto pelos passos dos seguranças patrulhando o perímetro, o barulho de suas lanternas acendendo e apagando e as mensagens de rádio.
A maioria da população de Avalon se encontrava cansada da celebração e queria apenas descanso. Não havia discentes rebeldes fora de suas camas, querendo visitar os amantes em outros aposentos, e até mesmo os monitores tiraram folga das rondas noturnas. Ninguém percebeu quando o herdeiro galês, Rhianon, lentamente deixou seu quarto em meio ao breu. Encaminhou-se ao mural de avisos, com os pés descalços, colando na parede uma carta. Ao voltar para seu quarto, sem ninguém para lhe impedir, colocou a corda ao redor do pescoço. E enquanto isso, do outro lado do Forte Dourado, Siwan imitava o gesto do irmão. Ambos fecharam os olhos ao mesmo tempo.
Não foi o cálido calor da manhã que acordou os alunos, resquícios do festival do dia passado, mas sim um grito. Enquanto os ocupantes do dormitório masculino e feminino corriam para descobrir a procedência de tal barulho. O que encontraram foi a diretora Inoue abraçando o corpo frio de Siwan Griffin, seus lamentos e lágrimas indicando que a garota era muito mais do que uma simples discente para si. Por muitos minutos, o que puderam fazer foi observar a cena, estarrecidos demais para tomar quaisquer atitudes. Os enfermeiros logo chegaram, apesar de ser tarde demais, durante o tempo que Meredith forçava passagem por entre os estudantes e abraçava a amiga desconsolada. Eles removeram o corpo da garota e de seu daemon, assim como invadiram o dormitório de Rhianon para retirá-lo de lá também.
Foram apenas horas mais tarde que encontraram uma carta no mural da ala masculina dos dormitórios. O conteúdo explicitava o motivo do suicídio dos gêmeos galeses: carregar a coroa era um peso que não desejavam. Rhianon não queria ser rei e Siwan não queria ser escrava de ninguém. A história de ambos, porém, não era a primeira e não seria a última daquele tipo, de herdeiros que haviam preferido a morte ao destino que o sangue azul lhes garantia. Infelizmente, mais de um daqueles herdeiros nutria pensamentos parecidos ou já tinha ao menos deixado coisas do tipo passarem por suas cabeças. Não era algo que pudesse ser evitado, por mais que os trabalhadores de Avalon tentassem incutir confiança e responsabilidade nos corações dos mesmos.
O cálido sentimento deixado pelo Holi foi completamente drenado dos corpos dos Scions. Não havia muito o que chorar pelos gêmeos, visto que costumavam ser reclusos: Rhianon era muito antissocial e Siwan era muito agressiva. Ainda assim, constituíam a última linhagem real do País de Gales e eram uma parte importante de Avalon, assim como todas as pessoas da escola, que faziam o lugar ser o que era. Suas mortes impediram que a grade de aulas continuasse normalmente, sendo parada por uma semana em respeito ao luto, e um altar foi formado em frente ao Centro de Artes, local conhecido como o coração da Academia devido sua localização centralizada, para que estudantes e funcionários pudessem prestar homenagens.
O drama do País de Gales teve um fim trágico. Professores se engajaram em reunir grupos de alunos para conversas sobre o assunto e desabafos sobre suas inseguranças; enquanto isso, o escritório do psicólogo da Academia nunca ficou tão cheio, o que abriu a dúvida se necessitariam abrir mais vagas e contratar mais alguns profissionais do ramo, visto que alguns jornais ousaram culpar a própria Avalon por não ter oferecido o devido acompanhamento psicológico aos herdeiros galeses. Mas no final não havia sido culpa de ninguém.
Estudantes e funcionários poderiam apenas lidar com o funeral dos gêmeos durante os dias vindouros e esperar que seus espíritos descansassem em paz, seja lá em qual mundo pós-morte estivessem.
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Resumidamente: Rhianon e Siwan cometeram suicídio. A família Griffin foi, literalmente, extinta. O Arquiduque do País de Gales tomará o poder no próximo mês. Uma semana foi dada para que os alunos pudessem lidar com a morte dos herdeiros, interrompendo o cronograma de aulas. É um tempo de reflexão, então sugerimos que desenvolvem os sentimentos e inseguranças de seus personagens sobre isso, principalmente interagindo com os funcionários de Avalon, que estão ali justamente para ajudar os herdeiros com suas dificuldades. Pode ser uma forma de fortalecer o emocional de cada um dos discentes, visto que inseguranças como estas são comuns na juventude (ainda mais em jovens com tanta responsabilidade nos ombros).
Interações durante o Holi podem ser mantidas como flashback.
Apesar dos portais não terem aparecido neste plot drop, serão abordados no próximo, que provavelmente sairá no final da semana que vem ou depois.
Dúvidas? Lembrem-se que nossa inbox está sempre aberta.
( p a r t i c i p a ç õ e s ) Sofia Romero, princesa do México.
O incêndio na Ala dos Diplomatas foi rapidamente resolvido e o que correu nos dias vindouros não foi fogo, mas notícias sobre o desaparecimento de alguns Scions durante a balbúrdia. As multidões nos portões do palácio do País de Gales mal importavam para a mídia, julgando que a perspectiva de perder muitos dos futuros herdeiros de vários países para um portal estranho era algo muito mais importante. Para os Scions, poucas horas se passaram; para a Terra de onde vieram, foram três dias de preocupação. Entre a organização de uma equipe de busca e investigações sobre a misteriosa morte da rainha galesa, já considerada como um caso sem solução, o povo acabou se dispersando e abandonando o castelo, julgando como uma causa perdida, exceto por alguns poucos grupos que insistiram em permanecer, logo desmontados durante investidas dos guardas reais.
Quando os Scions voltaram, era noite. Um à um, foram literalmente cuspidos para fora do portal. Sofia Romero, a herdeira mexicana, foi a primeira a chegar. A viagem de volta fora ainda mais turbulenta do que a primeira, beirando a violência. Sem ter o apoio necessário, acabou pousando em meio às roseiras do palácio, nos últimos tempos conhecidas como perigosas pelos espinhos afiados como lâminas que Rhianon havia lhes colocado. Sua voz foi a responsável por chamar a atenção dos guardas, agora prostrados do lado de fora das portas dos herdeiros. Embora o socorro tenha vindo rapidamente, não foi rápido o suficiente. Ela não morreria, mas precisava urgentemente de transfusão de sangue e foi levada ao hospital mais próximo às pressas.
Jornalistas foram rápidos em pedir passagem nos minutos seguintes, tentando filmar em tempo real a chegada dos herdeiros e lhes arrancar alguma informação sobre o que haviam vivido do outro lado do portal. A maioria exibia ferimentos pequenos, poucos arranhões sofridos durante as quedas, mas nada grave. Nenhum repórter ou fotógrafo foi capaz de alcançá-los, no entanto, reservando o direito de privacidade aos jovens pelo menos naquele momento. Alguns encontraram seus pais ali mesmo, enquanto outros foram encaminhados em jatinhos particulares para suas nações o mais rápido possível. Quando o sol se mostrou novamente, o portal desapareceu, deixando apenas uma nuvem de pó dourado para trás, como se nunca houvesse estado ali. De forma rápida, tudo terminou.
Duas semanas depois, o ano letivo em Avalon foi iniciado, mormente a agitação diante da recuperação de Sofia. Cada herdeiro possuía sua história para contar: fosse durante a aventura em outra dimensão ou pelo incêndio que alguns ajudaram a apagar. Havia um novo ano pela frente, prometendo, finalmente, alguma folga. As paredes de Avalon os acolheram como velhos amigos, como já era de praxe, e o calendário do ano letivo já prometia eventos para se relaxar logo nos primeiros dias: o Hori aconteceria no início da semana, uma tradicional festa indiana, visando trazer maior conhecimento cultural a todos. Enquanto caminhões chegavam à academia a toda hora, cheios com sacos e mais sacos de pós coloridos e mantimentos, os alunos desfaziam as malas e conheciam os novos funcionários e discentes do local, preparando-se para o dia seguinte, durante o qual a festa não iria parar e poderia lavar suas almas das preocupações das férias.
Pela primeira vez, todos estavam aliviados e relaxados com o início de mais um ano de estudos.
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Esse não é o fim dessa parte da trama, pois ainda teremos mais um plot drop no final de semana. Como citado na postagem, todos os herdeiros voltaram sãos e salvos (exceto a Sofia, coitada). E quando aos funcionários? Eles foram devidamente parabenizados, considerados salvadores, recebendo até mesmo medalhas pelo seu altruísmo. O portal sumiu de uma hora para outra e a multidão se dispersou ao não receber atenção por tantos dias seguidos. Também demos um pulo no tempo para duas semanas depois, indicando que o início do ano letivo chegou e já é fevereiro.
A narração foi cancelada, infelizmente, devido o atraso e por muitos jogadores estarem em hiatus/terem pedido unfollow. Pedimos a compreensão de todos neste sentido.
A partir de agora, as interações podem acontecer dentro de Avalon, mas estejam livres para continuar as anteriores em flashback, caso seja da vontade de vocês.
Os sintomas se iniciaram após a festa de aniversário dos gêmeos, mas tardaram a piorar e adquirir maior visibilidade, tendo atingido apenas a família real em um primeiro momento, mas espalhando-se para serviçais. A aura sombria instalou-se rapidamente sobre o palácio, apagando a vida que o inverno não conseguira levar antes. Embora todos fingissem ignorar e não escutar nada, os pesadelos que acordavam Siwan durante as madrugadas já não eram nenhuma novidade. Os gritos da princesa ecoavam pelos dormitórios, infernizando o sono alheio e fazendo com que fosse necessário trocá-la de quarto. Não foi possível encontrar um alento para seu sofrimento, porém, nem mesmo quando chamaram os mais hábeis curandeiros para tratar da garota.
Rhianon, nervoso pelo perjúrio de sua gêmea, tornou-se raivoso. Na estufa, local onde passava maior parte do tempo, as espécimes de plantas mais perigosas começaram a crescer, impedindo que outras pessoas adentrassem o local sem sofrer sérios danos. Por mais que o regente e a rainha tentassem acalmar os gêmeos e os visitantes, o caos lentamente tomava conta dos corredores. Tentaram ao máximo manter segredo sobre a situação, pediram para que ninguém falasse de tais incômodos à impressa, pois logo seriam resolvidos. Porém, um herdeiro de boca particularmente grande acabou chamando atenção para o terror noturno de Siwan e o comportamento estranho de Rhianon.
Então foi a vez do povo. A revolta espalhou-se como uma mazela indomável, fazendo os galeses tomarem as ruas em busca de respostas e soluções. Ninguém parecia entender que era impossível, que todas as pedras já haviam sido viradas e nada tinha sido encontrado debaixo das mesmas. O circo que havia sido montado com o anúncio da Seleção teve a lona queimada em velocidade absurda. Ela foi cancelada sem nem ao menos ter iniciado, pois não poderiam arriscar ter a atenção voltada a outras coisas se não a turba que ocupava seus portões aos urros, impedindo que saíssem ou entrassem do castelo. Se insistissem em continuar a Seleção, a fúria da nação poderia aumentar.
Um ataque rebelde era iminente, pois o cenário perfeito havia sido montado. E, em uma manhã, o desespero se tornou maior, quando uma alta vibração soou pelo País de Gales. Até mesmo a dimensão etérea deveria ter sido capaz de escutar o incômodo barulho. Após o irritante ruído ter cessado, uma forte ventania abateu-se sobre a multidão reunida nos portões do palácio, trazendo consigo minúsculos fragmentos do que se parecia muito com poeira... Poeira dourada. A mesma poeira, aos poucos, condensou-se. Milhares de pedaços translúcidos adquiriram cores e textura, tomando a forma de um estranho portal, aberto no meio do pátio do palácio galês, com altos pilares dourados para sustentá-lo e um círculo que mostrava uma estranha mistura de tons, recheado de pontos brilhantes como um céu estrelado.
Um portal. No meio do jardim do palácio.
Em uma hora, não estava. Na seguinte, era sólido como pedra. Enquanto pessoas se reuniam ao redor do estranho objeto, sem dúvidas, de procedência mágica, a aia pessoal da rainha gritava de horror. Ao adentrar o quarto da mulher, encontrou-a morta... Sem seu daemon. O animal foi procurado pelo castelo inteiro, mas ninguém foi capaz de encontrar a ave do paraíso, viva ou morta. Quanto ao corpo da rainha morta, não havia sinal de violência ou envenenamento. Não poderia ter sido suicídio ou assassinato. Ela simplesmente tinha morrido, com a expressão mais calma do mundo, facilmente interpretada como a expressão de alguém adormecido. E, recobrindo-a dos pés à cabeça, havia poeira. Poeira dourada.
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Então, esse é o início da nossa maravilhosa trama! Um portal misterioso se abriu no meio do jardim do palácio sem explicação. Ninguém sabe da onde veio e/ou para onde vai. Ainda que ele esteja ali para todo mundo ver, os guardas estão mantendo os herdeiros longe e em breve irão isolar a área (além do mais, é perigoso sair do palácio de Gales pela multidão nos portões).
Além disso, a rainha está morta e os herdeiros atormentados por estranhos acontecimentos. Ninguém sabe qual será o futuro disso.
A Seleção foi cancelada, como especificado na postagem, devido aos infortúnios dos herdeiros e o povo insatisfeito, querendo saber o que estava acontecendo com seus futuros monarcas.
Seus personagens podem participar ativamente da trama caso tenham alguma ideia. Querem entrar no portal para dar uma olhada? Querem correr o castelo para ver se está tudo bem com os monarcas galeses? Querem tentar acalmar a multidão? Não é obrigatório participar, mas o desenvolvimento afetará a todos.
Lembrando que o plot drop não é um evento. É simplesmente algo que aconteceu, cabe a vocês decidirem qual será a reação de seus personagens. Podem transformar um chat que já está em andamento numa interação para ver o que é o tal barulho misterioso (parecido com o som de tambores) que escutaram ou talvez ir atrás de seus irmãos para saber se estão bem. Ou seja, continuem as interações sobre isso até quando bem desejarem.