Tentando sair do papel de espectadora da própria vida.
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Tentando sair do papel de espectadora da própria vida.
Tem coisas que realmente doem. Algumas perdas merecem luto, algumas oportunidades fazem falta, alguns caminhos deixam a sensação de que poderiam ter mudado tudo. Mas por que, tantas vezes, prolongamos o sofrimento para além da própria perda? Aquela oportunidade era boa. Foi perdida. E isso pode ser triste. Mas será que ela merece ocupar tanto espaço a ponto de nos fazer desperdiçar todas as outras? Talvez a dor faça parte da vida. O que nem sempre precisa fazer parte é a permanência nela. Há um momento em que seguir em frente não significa esquecer. Significa apenas aceitar que a vida continua acontecendo, mesmo depois daquilo que não aconteceu.
Ultimamente percebi o quanto sinto falta de algumas pessoas. Poderia enviar mensagem, mas ainda não aprendi a lidar com a sensação de oferecer o meu melhor e receber frieza.
Só que essa é a história que eu conto para mim. Do outro lado, talvez exista alguém tentando oferecer o melhor que consegue também.
Talvez não exista uma conclusão para essa complexidade da vida.
A maioria das nossas insatisfações têm origem nas nossas ações ou na falta delas.
Recomeçando mais uma vez, e espero não me perder na performance, no querer agradar e na vontade de ser sempre mais para o outro.