Eu não ia comentar nada sobre o Malafaia. Principalmente por achar desnecessário, sua opinião parecia tão equivocada que não merecia resposta alguma.
Mas me enganei, e fortemente. Um personagem público como ele deve ser questionado, pois suas palavras ecoam para outras pessoas, outras almas. Ele levantou ânimos, sejam aqueles contra, sejam aqueles a favor de suas palavras.
Mas eu não, realmente, comentar nada pois acabaria por falar de mim. E compreendam, eu não sou de falar muito sobre mim em público - diga-se de passagem, o público virtual. Porém, me enganei novamente. Porque falar do Malafaia não é falar sobre a minha pessoa e certamente não é falar sobre Cristo. Malafaia não o representa, apenas suas megalomanias. E ele não representa os Cristãos.
Se alguém, ao ver a entrevista, o confundiu com algum cristão, esqueça. Ele não os representa… Se você confundiu, talvez seja porque você não anda com os cristãos que eu ando. Conheço cristãos incríveis, maravilhosos, que mudam e moldam a minha vida e me fazem sentir a necessidade de ser alguém melhor.
Assim como se você usou o Malafaia para falar algo contra ateus, você também não os conhece, Pois assim como os cristãos incríveis que eu conheço, conheço ateus extraordinários. No final, conheço pessoas extraordinárias. E se você se vale apenas em esteriótipos e só conhece pessoas que relembram o ódio, bom, isso não fiz muito sobre elas, mas sim sobre você.
Então a história aqui é que o Malafaia não representa ninguém. Seu discurso sem embasamento lógico e cientifico não me surpreende. Me surpreende é a falta de amor ao próximo, algo que qualquer um espera de um cristão. Ou não era o Cristo que constrangia a todos com seu amor?
Perguntar se as respostas cientificas trariam sanidade ao homem em questão ou perguntar se o homem em questão não está em sã consciência e, portanto, não consegue ver as respostas, acaba por não eliminar o cerne da questão. A questão é: Ou nos perguntamos onde enfiamos o amor, ou não perguntamos mais nada.
Parafraseando Rubem Alves, certamente eu não tenho medo do que o Malafaia pensa de Deus, pois o que todos nós pensamos sobre Ele não muda quem Ele o é, mas sim a quem somos.