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Eu sinto muito.
Sinto muito que os ame,
sinto muito que os odeie.
E apesar de ter tentado,
não me sinto capaz de entender
como sinto as duas coisas
simultaneamente;
tal como não sou capaz de entender
como são tão dignos de ódio quanto o são de amor.
Falo como se não pertencesse ao mesmo grupo.
Falo porque me sinto dessa forma.
E nas poucas vezes em que acredito pertencer,
pertenço à desgraça.
Tão digna de ódio quanto poderia ser
na mais pura expressão do potencial que nós temos —
o extremo oposto do potencial que eles têm,
mas que todos os dias escolhem ignorar.
Se os vejo com outros olhos, gentis,
não mais pertenço.
Prometi não me expressar.
Prometi por achar tão sem sentido quanto o resto de tudo que somos.
Somos uma desgraça,
e temos consciência disso em algum grau.
Tudo que foi e segue sendo criado
parece ter como única finalidade
adiar a descoberta de que não existe propósito algum.
Tudo parece existir pra bagunçar a percepção de tempo;
tempo que sozinho não trazia aflição,
bastou ser representado,
ser tocado por essa raça,
pra que se tornasse uma jaula.
Tenho a sensação
de que a busca por sentido
é, no seu cerne,
sem sentido algum.
A mais pura expressão do desespero.
Existe porque tudo aquilo que poderia fazer sentido,
na pura simplicidade,
fizemos questão de destruir.
Não que sejamos criaturas ridículas o tempo todo;
ou que todas sejam.
Existem os que parecem valer a pena,
mas tudo que faz com que valham a pena
causa sofrimento.
E quem pode julgar àqueles que quebram
antes da tortura parar?
E que raça criativa...
são tantas maneiras de quebrar.
Nunca sei se torço pela redenção,
ou pra que não notem que quebraram
a tempo de quererem consertar.
Frustração e dor maiores ainda
esperam os que vivem na intenção de reparar.
Serão açoitados pelo chicote que bradamos,
por ter, como reflexo da criatividade mencionada,
quebrado a capacidade de visão.
Como erram!
Mas com a mão firme que aponta,
sem notar que três vezes o fazem pra si mesmo.
Vamos acelerar por aqui.
Tenho pressa.
A constante sensação de atraso.
Quantos anos você tem?
O que pretende fazer?
Como acelerar conquistas
que não servirão de nada
quando a real liberdade chegar?
Vivemos correndo atrás do tempo,
contra o tempo...
tempo que deveria ser nosso sem esforço,
que já fora nosso sem esforço,
e que fizemos questão de tornar uma prisão.
Lutamos por direitos que nós mesmos tiramos.
Temos o título de seres racionais,
e usamos disso pra criar um ciclo que prende,
enfraquece, distancia,
nos faz brigar pela sobrevivência
que termina sendo dolorosa o suficiente
pra que cogitemos abrir mão.
Qual o ponto de sofrer em busca de algo
que era pra ser teu por direito?
Qual o ponto de tentar reaver essa perda
de uma forma que faz com que você se perca?
Prometi não escrever merda nenhuma.
Expressão não é mais do que uma masturbação mental!
Não resolve,
não melhora,
só faz com que, talvez, outro filho da puta
se perceba miserável
e tenha que;
não só correr atrás dessa merda toda,
mas consciente o suficiente pra se sentir mal durante o processo.
Talvez o ódio não seja, de fato,
aquilo que se opõe ao amor.
Penso que seja quase seu complemento.
Parece existir na brecha
que é criada pela frustração
ao perceber que aquilo que se ama
talvez só exista em partes,
ou pior,
só exista como um potencial.
Você vê,
se inunda de esperança,
quase pode tocar,
e então, você descobre como é odiar.
E descobre como é odiar a si mesmo por ser capaz disso.
Desculpe tomar seu tempo.
Voltemos os dois pra essa correria tão importante
pela qual cedemos a vida
na esperança de um dia sermos capazes de viver.
Kern, Rin
* THEN WHY WOULD YOU WORD IT LIKE THAT???
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não sou coisa alguma.
por outro lado,
sou alguma coisa.
já fui outras várias,
hei de ser outras tantas.
o sim,
o não,
todas as possibilidades,
ou nenhuma.
espie.
deixe que ele seja,
e que logo deixe de ser.
a realidade
é apenas
um conjunto de momentos.
lá se foi mais um,
outro está chegando.
reflexo de quem observa,
simplificada ou não
pelo observador capaz de refletir.
tudo é real,
nada é real.
dê forma,
tome forma.
se é inevitável,
tolerável precisa ser.
quando tudo e nada
ocupam o mesmo espaço,
a pergunta fica.
que realidade
vai arranhar amanhã?
vai lá,
espie,
veja tomar forma.
e aí?
vivo?
Kern, Rin
Entre vales e picos, diferentes ritmos em diferentes épocas, com mais ou menos ânimo, nem sempre tão firme, mas sempre resistindo.
Das múltiplas forças, contemplo aquela que me permite seguir em busca de outras tantas e alguns sonhos mais.
Força forjada do nascimento à morte, muitas vezes emprestada por aqueles que cruzam nossa jornada, múltiplas forças, pessoas, vivências.
Que meus joelhos calejem suportando meu corpo enquanto respiro pra levantar mais uma vez.
Que minhas mãos suportem a pressão do constante cerrar dos punhos, indignados, odiosos, inconformados.
Que atlas suporte o peso de tantos pensamentos e siga me permitindo mirar o horizonte, com o corpo dormente, mas sempre desperta, com coragem, força e fé suficientes pra seguir buscando aquilo que me faz sentir viva.
Que corpo e mente se alinhem, que a forja nunca se complete, mas siga constante.
Ode à busca eterna. Ode às forças existentes. Ode a ser não apenas da espécie, mas humano.
Em frente. 99
- Kern, Rin
Seven Deadly Sins Challenge Day 4
Sloth:
Exercise. I always tell myself I will, but never wind up doing it. It sucks too. I want to start swimming again, but I'm neglecting to look for my swimsuit. I hate this feeling.
Washing my face everyday. Sometimes I just get too tired to do it, but I know I should still wash my face.
Getting a job. Right now I'm really short on money and I'm scouring around trying to find money. I have a bunch of concerts I'm supposed to go to and don't have the money to because I don't have a job.
Homework. Most of the time I leave homework or projects to the last minute. I hate doing this and I've been trying to improve on doing it. It's slowly working but half the time I just don't want to do it because it's so boring.
Laundry. I hate doing it. Most of the time I'll do laundry after two weeks, and it's only because I'm running out of the clothes I actually want to wear.
Video games. I recently got two new games, and I've had plenty of time to play them, I just don't. I love the games with a passion, I'm just never home or doing something else.
Telling people how I feel. I completely avoid it, think up reasons to not say it, and just flat out don't do it. I'm scared of looking like a fool or losing a friend.