“please… please don’t go.” sydney
Respirou fundo mais uma vez, os olhosclaros não deixando o rosto da garota. Como se estivesse buscando memoriza-lo, temendoser a última vez em que se veriam. Nada poderia ser pior do que isso. “Eupreciso ir, Sydney...” Murmurou, embora os pés permanecessem firmes no chão,sem a coragem de realmente se virar e ir embora dali. Pois realmente nãodesejava fazê-lo. “Não podemos continuar assim; não podemos fazer isso. Nosesconder como adolescentes... Como vamos fazer tudo funcionar? Vamos realmenteficar juntos algum dia? Eu não consigo deixar de me perguntar... E se eles estãocertos? E se o que estivermos fazendo for errado com eles?” Se referia aosmates de ambos, embora nem sequer ele soubesse quem era o seu. Já ouvira falar sobreinúmeros casos de casais formados por não-mates, como todos sempre apelavampara as verdadeiras almas gêmeas destes e de como seriam privadas de terem o caminhoque lhe fora traçado apenas por egoístas quererem brincar com o destino. Eraisso mesmo que estavam sendo? Egoístas? “Nós não podemos ficar juntos... Vocênão sabe como é difícil para mim falar isso, queria que tudo fosse diferente,queria que vivêssemos em um mundo em que tudo fosse simples e em que ninguém falariade nós apenas por estarmos apaixonados. E estou tão apaixonado por você...” Asúltimas palavras saíram em uma espécie de sussurro, admitindo aquilo que estavamuito claro para si desde o começo. Que estava verdadeiramente apaixonado porela. “Só queria que tudo fosse mais fácil. Só queria nunca ter que meafastar de você... Sydney, você é uma pessoa tão incrível, parece que o meu coraçãodói quando não estamos juntos, eu só consigo pensar em você toda santa hora dodia, te tirar da minha mente é impossível. Toda hora eu lembro do seu sorriso epenso em como gostaria de ver ele pelo resto da minha vida, como eu queria semprete fazer sorrir...” Anthony não conseguiu terminar de falar, sentindo um nóse formar em sua garganta. Ela era tão especial para si, tão única, seriaimpossível realmente conseguir deixa-la agora que já a tinha em sua mente emtodos os momentos e seu coração já parecia pertencer a ela. “Eu...” Deuum passo para a frente, se aproximando mais da garota ao que a mão destra iaaté sua face, pousando sobre sua bochecha carinhosamente apesar da clara hesitaçãopor estar prestes a jogar pelo ar tudo o que havia dito. De jogar para o ar achance de levarem vidas normais e não precisarem se preocupar se não estavamcometendo um erro ao insistirem em estar juntos. “Só esqueça o que eu falei.Por favor. Não quero ficar sem você. Vamos dar um jeito, certo?” Céus, sóesperava estar fazendo a coisa certa. “Não importa o que for preciso, vamosfazer isso funcionar. Nós vamos funcionar.”









