Nome: Lee Seojoon
Faceclaim: @Siiiido (Instagrammer)
Data de nascimento: 06 de março 1995
Gênero: masculino
Nacionalidade e etnia: Sul-coreano, coreano
Ocupação: Fotógrafo no Frame by Frame
Moradia: Noksapyeong-daero 40-gil, apto. 303, 3º andar
Seojoon nasceu em uma família de classe média alta, longe de ser rico, mas nada faltava e conseguia se aproveitar de vários “privilégios”. Sua mãe era uma violinista famosa enquanto o seu pai trabalhava como gerente em uma empresa, essa facilidade econômica fez com que Seojoon fosse ousado na hora de percorrer seus sonhos e, por isso, escolheu se especializar em fotografia.
Mais que um hobby, fotografar profissionalmente era o sonho de Seojoon. Chegou a fazer um curso na Europa, após se formar em administração por exigência de seus pais, o que fez visando um futuro feliz fazendo o que amava.
O que menos esperava era um acidente destruir a sua família, seu pai havia traído a sua mãe que, completamente desgostosa com a vida, começou a definhar psicologicamente. Era muito pesado lidar com a fragilidade da pessoa forte e expansiva que era a sua mãe, e nessa fase da vida começou a beber mais do que o normal para lidar com a dor. No momento trabalhava como fotógrafo da Frame by Frame e vivia em Noksapyeong-daero. Tentava levar a vida da forma mais desapegada e fútil possível, esperando esquecer das feridas e preocupações que rondavam a sua mente sem descanso.
OOC
TW: N/A
Temas de interesse: angst, crack, fluffy, friendship, hostility, romance, smut, violence
Conflitos: sim, mas me comunique com antecedência
Disponibilidade: tarde e noite
Tulipe Toujours, mil novecentos e noventa. Mesmo que fosse outono, o frio já se aproximava no início de novembro quando nasceram os gêmeos Moon. Honggi se assemelha a uma rosa. Lindo aos olhos, mas com espinhos que não devem ser ignorados. Combinado com sua personalidade magnética, era quase impossível não querer se aproximar do garoto. Escorpiano com ascendente em áries, sempre teve a superfície calma e o interior intenso. Adorado pelos amigos e familiares, era possível ver a determinação do garoto desde a tenra idade, com olhos tão profundos e a calma que tranquilizava qualquer um. Honggi veio de uma família comum, mas planejavam ter filhos e os receberam com todo o amor.
Cresceram em Tulipe Toujours, os pais sonhavam em ser reconhecidos pela comida boa que faziam no pequeno restaurante que tinham na época. Diferente de Honggi que questionava tudo e queria conversar com todos os clientes do restaurante de comida caseira, Baekho era mais quieto e reservado. O motivo era o bullying que a criança sofria por ser “esquisito”. Era frequente as vezes que os gêmeos chegavam em casa com machucados e o mais novo não hesitava em defender o seu irmão.
Até os onze anos, a única coisa que podia reclamar da sua vida era o bullying que o irmão sofria. Honggi tentava constantemente inserir o seu espelho ambulante no seu grupo de amigos, mas ele se negava. Por isso, quando saíram para brincar no dia 27/08/2001, ele não quis pular corda com o irmão e acabou ficando de lado. Em apenas alguns minutos que o garoto se distraiu, Baekho desapareceu.
Com cartazes espalhados por todos os cantos da vila, foi algo que mobilizou o pessoal por semanas. O desaparecimento de uma criança não era algo costumeiro, o local era conhecido por ser um lugar pacato. Alguns nomes foram levantados e até suspeitos foram interrogados, mas só. Ninguém foi preso e o corpo de Moon Baekho nunca foi encontrado.
Mesmo com a incompetência da polícia na época, os comentários ofensivos foram todos direcionados a Honggi e seus pais. Cada ano que passava, o garoto se culpava mais e os pais ficavam menos esperançosos de achar Baekho, com ou sem vida. Seis anos após o desaparecimento do filho, eles resolveram se mudar para Seul na esperança de fugir da memória constante daquele que nunca pode crescer.
Se tem uma coisa que Honggi aprendeu ao longo dos anos era que certas manchas nunca saíam. Aquilo que falam sobre cada dia doer menos é verdade, mas nunca some. Principalmente quando a maior lembrança é o próprio reflexo no espelho.
Alguns anos após o desaparecimento do filho, em meados de 2008, o pai de Honggi saiu por aí em busca de Baekho e a mãe se afundou em uma depressão profunda. Isso só fez com que o garoto tivesse que amadurecer mais cedo para cuidar da mãe e de si mesmo, não dando abertura para que sentisse qualquer coisa além de culpa. Adotou uma faceta diferente da sua antiga (a mãe costumava falar que ele era como o sol) e se blindou para que ninguém se aproximasse. Afinal, não se pode sofrer quando não tem ninguém pra perder, certo?
Começou a cozinhar e cuidar da casa, já que sua mãe simplesmente parou no tempo depois que o filho desapareceu. Ela foi emagrecendo e Honggi se viu tentando fazer pratos diferentes do dia-a-dia para alimentá-la. Encontrou na cozinha a paz que precisava para a sua mente, era o momento que conseguia parar de pensar e só focar em suas ações. Podia ter se tornado um chef de cozinha, mas era algo que amava fazer quando precisava dispersar os pensamentos intrusivos e não para a vida. Para Honggi, cozinhar para alguém é um ato de amor e preocupação. É a sua forma de demonstrar o quanto se importa com aquela pessoa. E ele não se importava com estranhos, pelo menos é o que dizia mentalmente e torcia para que se tornasse a sua realidade.
Infelizmente o desaparecimento foi a cruz que a família Moon era obrigada a carregar. A mãe da sua forma dolorida, o pai desesperado em busca de alguma pista que lhe aproximasse do filho (abandonando o filho e a mãe, andando por aí sem rumo e voltando para casa raramente) e Honggi com seu medo e culpa constante. Mas se viu obrigado a se movimentar e pensar em algo pra vida quando chegou na época de fazer faculdade. E por mais que não confiasse nem um pouco na polícia, era a forma que podia ajudar pessoas na mesma situação a não ficarem sem uma resposta pro resto da vida. Queria se esforçar para que outras crianças como Baekho tivessem a oportunidade de crescer (ou de descansar em paz).
Se formou na academia de polícia em Seul e não demorou para conseguir um trabalho na delegacia local com vinte e quatro anos. Sempre foi muito dedicado ao seu trabalho e não negava horas extras. Era a forma que encontrava de fugir da sua realidade. Na verdade, Honggi estava em constante busca de coisas que lhe distraísse de seus pensamentos. Tais como leitura, yoga, dança, fotografia e cozinhar. No trabalho, se controlava para não surtar (e mostrar o seu pior lado) quando tinha casos envolvendo crianças e só parava quando conseguia uma solução ou quando era obrigado a se afastar por estar envolvido demais. Os anos foram passando, mas o medo e a tristeza continuavam ali.
Então, quando recebeu uma proposta irrecusável de trabalho na vila onde cresceu, viu uma oportunidade de talvez, só talvez, entender o que aconteceu com seu irmão e achar o seu pai que não dava notícias há meses. Em busca de respostas, mudou-se para Or Kinablue e parecia que todas as memórias do seu passado lhe atingiram como uma onda, daquelas gigantes que te derrubam. Mas seu semblante continua impassível e sereno, tentando firmar os pés no chão para não cair.
Morando com sua mãe e a gatinha de estimação, está tentando lidar com os recentes sentimentos que antes estavam anestesiados. Honggi acabou criando uma barreira quase que impenetrável, às vezes soando um pouco indiferente em relação a tudo, mas no fundo ele se importa de verdade. Tem dificuldade em verbalizar seus sentimentos, então pode soar um pouco sincero e grosseiro demais às vezes.
Às vezes gostaria de não afundar, mas não consegue. Mal dá pra ver que ele é cheio de abismos, que por dentro ainda existe alguma coisa que não o deixa sossegar e continua se puxando para baixo. Se vê preso em uma tempestade que não tem fim e continua nadando em busca de terra firme. Vai no fundo do oceano e não prende o ar, não precisa disso. Se mistura com as ondas e vem de forma violenta. Te acerta ainda na praia e toda a tranquilidade de antes se transforma num turbilhão.
Quem tenta violar suas regras encontra placas de aviso na surdina, na calada da noite, em toda janela que deixa aberta. Algumas setas, alguns alvos. Ele não quer que você chegue perto, não quer que você entre. Melhor se afastar, melhor deixar pra lá. Ele parece frágil feito líquido, transparente feito água, mas você já conseguiu enxergar as profundezas de qualquer mar? Não, nem vai enxergar as dele. Talvez porque essas coisas estejam dentro dele, dentro dos tesouros perdidos num naufrágio submerso, e não nas coisas que você jura que vê na superfície.