Sou Eu o egoísta da historia. Aquele que cria e espera demais da outra pessoa sem saber se realmente vai ser retribuído. Mas afinal se é amor, se é reciproco, por que esperamos ser retribuídos? Por carência, por desejo, por amor? E amor, o que é ou como se define?
Já li em livros que amor não se define, amor só cresce, as vezes se entristece, as vezes cai em alguns buracos, que não gosto nem de imaginar, mas imagino.
Ler o que os outros escrevem tem se tornado uma forma para evitar remédios, drogas ou qualquer outro tipo dessas psicologias que tentam enfiar por goela abaixo. Só que é triste estar assim, sem saber por onde recomeçar, para onde olhar, o que dizer sem demostrar que está sendo egoísta, ouvir a outra pessoa, demostrar segurança sendo que toda vez que algum assunto surge, parece que um vendaval vem e tenta arrancar qualquer tipo de raiz que existe dentro do seu coração.
A angustia de pensar em estar sozinho trazem a tona todo passado, meu, seu, todo. E sem conseguir colocar ponto nisso, vou escrevendo reticencias em minha vida. Deixo por ser, para vê se assim aprendo a relevar. Crio medos mas ao mesmo tempo tento esquece-los...porém:
As crises são como ondas, que batem com toda força sobre a pedras.
E sentir que está sendo alguém que cobra, que só olha para si, que espera e faz demais, me torna alguém mais triste ainda por não sair dessas pedras que se chocam com as ondas.
Inevitável ou viável? Será mesmo que isso não vai ter fim, essa angustia, esse filmes de passados que passam sobre minha mente, que me fazem pensar em tudo, tudo que passou.