Estava aqui pensando...
Desnecessário ser feminista e pensar em como a vida de uma mulher é dura..
Mas passo horas olhando pro meu filho e me questionando o que as pessoas insistem em me dizer diariamente: cadê o pai? Nossa tadinha de você... Mas como assim você não quis o pai perto? E quando seu filho perguntar do pai?
O machismo intrínseco em nós, nos faz cobrar de alguém um padrão que definitivamente não nos cabe opinar, algo que é pessoal e intransferível a quem sente.
É aceitável que eu seja a vítima de um homem que escolheu não ter um filho? Devo ser... Mas porque eu deveria implorar atenção dele? Pensão alimentícia?
Realmente, são diteitos do meu filho, eu sei, mas não sou obrigada a expor meu filho às consequências de cobrar esses direitos.
Eu acho mesmo que a sociedade deveria pressionar o pai como a mae é apedrejada.
Mas porque a mulher deveria posicionar-se como vítima para que a situação de ser mãe solo seja aceitável?
Não sei se estou me fazendo entender, mas eu não acredito que meu filho seja um fardo, não gostaria de que a justiça obrigasse o "doador de esperma" ( uma amiga o chamou assim hoje e eu amei) a pegar meu filho de 15 em 15 dias, eu detesto essa frase "hoje é o meu dia de ficar com meu filho".
Será mesmo que a criança precisa disso? Será mesmo que privar meu filho da companhia de um homem que não quer ele é estar errando como mãe? Será que eu deveria implorar pensão no lugar de buscar uma melhor colocação profissional?
Quais são as regras para ser mãe solo? Afinal Quais as regras para ser mãe? Porque observo o sofrimento das minhas amigas casadas e agradeço não ter que passar por isso.
Sei lá sociedade, hoje eu sou mãe solo porque vivia perigosamente entre as trincheiras do que era aceito nessa sociedade nefasta e "moralista". Não me arrependo, meu filho é a minha luz e não um erro, mas eu go
staria de ser livre para cria-lo sem ódio do pai que preferiu se afastar (principalmente porque eu nunca pedi que ele ficasse, penso ate que não permitiria), com maturidade para ser um homem diferente do pai, e principalmente, autônomo para que jamais aceite ser moeda de troca ou dependa de pensão alimentícia arrancada pela justiça.
Gostaria de compreender o que de tão perigoso há na prática da maternidade que a mulher precisa de um homem ao seu lado para diminui-la, sobrecarrega-la e magoa-la durante os anos a fio em que ela vai se reconstruir e se reconhecer.
Eu sei que nem todos os homens são assim, mas acho que cada um faz suas escolhas.. Então, seria pedir muito poder escolher ser mãe solo? Escolher ser ou não a vítima?
Minha advogada me fez ler sobre a solidão da mulher negra, é interessante como desde os primórdios carregamos o fardo de ser a guerreira. Realmente essa realidade precisa mudar. Mas não as custas da sanidade mental das crianças...













