What the hell are you doing? ♜ Matt&Claire
Fazer plantão na cidade em que crescera e paralelo a isso, o mesmo lugar ao qual não voltara a basicamente uma década, estava na lista das coisas mais estranhas que Matthew havia feito, sem dúvidas. Cada consulta, cada atendimento, cada chance de ter uma pausa para o café, era uma nova pessoa fazendo perguntas para Matt. Desvantagens de ser filho de quem ele era. O agora médico crescera sobre os olhos da cidade desde que a adorável Lizzie resolvera, por algum tempo, se envolver na política. Então só Deus sabe o alívio que o rapaz sentiu ao adentrar na segurança da nova casa de sua mãe, mesmo que tivesse acabado de trabalhar por 32 horas seguidas e estivesse parecendo que um caminhão o havia atropelado.
Entretanto, mesmo que ainda fossem quase quatro horas da manhã e ele tivesse acabado de chegar, ainda se sentia disposto o bastante para correr uma maratona. Ou com café o bastante no sangue para isso. Por isso, subiu as escadas e foi para seu quarto, começando a despir-se assim que passou pela porta e rumo ao banheiro: precisava urgentemente de um banho para se sentir pronto pra outra. Um bilhete da mãe no espelho do banheiro anunciava que Michael tinha feito sua famosa macarronada para aquela noite, e que eles haviam deixado um prato no forno para ele, certos de que aquele seria o dia em que ele finalmente retornaria do hospital. E isso o fez pensar que, mesmo que sua mãe não tivesse hesitado em deixar a antiga casa deles e mudar para a casa de Michael, levando o quarto de Matthew junto, ainda assim ela tinha o mesmo cuidado de antigamente com ele.
Quarenta minutos depois, um Matthew de calça de moletom e sueter de lã se encontrava sentado em frente a lareira da sala da casa de sua mãe, pensando sobre como deveria ligar para Jules e avisar que o plantão havia acabado. Quer dizer, ele deveria? O barulho da chave girando no trinco da porta chamou a atenção do médico, que prontamente se levantou e olhou para a entrada enquanto segurava com um pouco de força além do normal, o copo de bourbon em sua mão. Um suspiro de alívio tomou conta de seu peito ao ver que se tratava unicamente de Claire e ele até mesmo abriu um pequeno sorriso, apesar das sobrancelhas arqueadas. Sua meia irmã certinha estava mesmo chegando as 4 horas da manhã em casa? Matthew passou a mão na barba mal feita e abriu um sorriso debochado. “Eu posso estar muito errado, irmãzinha, mas acho que o Michael não vai gostar de saber que você está chegando as...”, fez uma pausa enquanto checava o relógio no pulso, “Quatro e vinte da manhã. Onde você estava?”
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