it's a magic night ┋ ❪conan&eunji❫
kxngeunji:
Os olhos de Eunji seguiram até o primogênito ao seu lado: o garotinho mexia-se animado para sair, não era sempre que ambos conseguiam um privilégio assim em suas agendas e muito menos uma companhia como a de Conan. Kang permanecia tão ansioso quanto o filho enquanto arrumava-o, sempre fazia tudo com muito cuidado para que o pequeno não ficasse confuso com toda aquela situação – era um homem que evitava qualquer tipo de contato mais íntimo com pessoas de fora, mas tudo isso mudava completamente quando tratava-se de Conan. Eram amigos a certo tempo e o mesmo agia de forma tão pura e única, era como uma criança e Eunji não conseguiria ficar longe do mesmo, nem mesmo se tentasse. Logo após terminar toda a arrumação, Kang deixou a casa com Dylan, que perguntava se estavam chegando a cada minuto enquanto olhava pela janela interessado com as imagens fora da janela. — Está ansioso para ver o tio Conan? — Falava rindo, chegando em poucos minutos no lugar marcado, e era difícil assumir, mas também se encontrava animado para isso. Quando parou o carro e saiu fez questão de olhar em volta para certificar-se de que Conan não estaria ali, então depois de tirar Dylan do carro e suas coisas, entrou no lugar ansiando pelo momento. Ambos cumprimentaram as pessoas que estavam ali, parando um minuto para ver o aquário do lugar, depois de minutos achando um lugar para sentar perto da janela. “Podemos ver os peixinhos depois, papai?” Falava o pequeno um tanto agitado no banco. — Depois do jantar, se você comer tudo direitinho, nós vamos ver todos eles de novo e quem sabe não compro um pra você? — Eunji mal terminou a fala quando foi surpreendido por um abraço do pequeno, causando em si risos. No entanto a sua atenção foi tomada por uma voz conhecida chamando seu nome, olhou para frente dando de cara com a imagem de Conan sorrindo para ambos. Deixou o filho no banco para receber o mais novo, surpreendendo-se ao receber um abraço mais carinhoso do que o normal, passando a sorrir nervoso envolvendo os braços na cintura do mesmo, soltando segundos depois. Para Eunji duas coisas poderiam ser consideradas as mais lindas do mundo: a primeira era seu filho, a segunda era Conan junto a seu filho. O coreano mais velho ficava extremamente feliz com a forma que ambos se davam bem, ou como Dylan parecia feliz com o mesmo. — Ele pediu para vir com essa porque achou que você gostaria — Ajeitou o filho, logo depois sentando-se de frente para Conan. — Como você está? Passou o dia bem? — Perguntava alterando o olhar entre ambos os garotos. — Nós chegamos a pouco também, e eu disse isso, mas é só se o pequeninho aqui comer tudo do jantar! E você também, Conan, não pode viver a base de pudim — Falou, logo depois presenciando a cena mais adorável do mundo: ambos os garotos com um bico nos lábios, o que fez o mais velho daquela mesa passar a sorrir. — Podemos pedir um bolo, o que acha? Eu e o Dylan vamos tomar sopa — Passou a mão nos cabelos do filho. — E depois podemos pedir um bolo de sorvete, e um pudim pra cada.
Era impossível conter o sorriso singelo que apenas crescia nos lábios naturalmente róseos do coreano. Sentia-se disposto o suficiente para enfrentar qualquer medo enquanto o mais velho encontrava-se presente ao seu lado e, há meses pensamentos incomuns rondavam a mente do jovem em relação a Eunji. A primeira observação fora imediatamente para o sorriso que tanto amava apreciar e, necessitou desviar a atenção para a criança ao seu lado, assim permanecia distraído com a fofura em excesso daquela pessoa ainda tão pequena e pura. Apoiou o cotovelo sobre a mesa, deitando o queixo na palma da mão enquanto escutava as vozes com cautela, assim não deixaria qualquer mínima palavra escapar. — Pois ele estava mais que certo! Eu até pediria emprestado, mas infelizmente não é do meu tamanho. — Tombou a cabeça para o lado, um tanto decepcionado e ergueu o rosto timidamente ao encarar profundamente o par de olhos brilhantes e intensos que o mais velho carregava. — O meu dia foi normal, hyung. Vendi algumas flores, desenhei paisagens no meu tempo livre e finalmente estou aqui! Morrendo de fome, aliás. Minha última refeição foi no café da manhã. — Arrependeu-se profundamente após lançar aquela última informação, afinal possuía conhecimento do cuidado excessivo que o coreano tinha consigo. Era capaz de começar a alimentá-lo na boca se soubesse que estava há tanto tempos sem comer. — Quero comer hambúrguer! — O sorriso fora imediatamente substituído por um bico nos lábios quando escutou a chantagem do homem, fazendo-o cruzar os braços acima do peitoral e juntar as sobrancelhas, desfazendo a expressão infantil quando notou a imaturidade. Não queria isso, muito pelo contrário, queria provar a Kang que já havia crescido e era um homem feio, afinal. — É uma ótima ideia. Não vejo a hora de chegar a sobremesa! — Falou animado, observando os movimentos do coreano ao chamar o garçom com facilidade, o homem logo anotou os pedidos e abandonou a mesa, deixando-os sozinhos novamente. — Dy, o seu pai me contou que você fez uma surpresa para mim na escola! E sabia que eu também tenho um presente para você? Mas não está aqui comigo agora! — Falou sorridente ao lembrar-se do carrinho de controle remeto que havia comprado com o salário que guardava, alargou ainda mais o sorriso ao enxergar a animação no rosto adorável e com características marcantes que lembravam o pai. Os três passaram a conversar naturalmente e, quando o jantar fora servido, a criança já indicava indícios de sono, o que a deixava ainda mais adorável: vez ou outra, Dylan levava os pequenos dígitos para coçar os olhos sonolentos, tornando-o mais admirável que o comum. Respirou fundo, terminando o hambúrguer no mesmo instante que a família havia acabado com a sopa. — Agora vem a melhor parte. — Falava Conan, sem conter a animação presente no tom de voz, apanhando o prato de pudim e saboreando o doce aos poucos. Porém, o olhar desviou para o pedaço de torta de morango que Eunji ingeria com tanto cuidado. — Hyunggie... — Chamou manhoso, os olhos orientais brilhavam e até deixou a colher dentro do prato com o doce inacabado. — Eu quero um morango. Por favooor. — Afastou os lábios e passou a encará-lo com uma expressão pidona, aguardando ansiosamente para sentir o sabor de sua fruta favorita dentro da boca.

















