a small chapter because i have to explain a lot in the next
by nxsuper
-Scar landed on Undyne who was leaving the house-
Good day Scar...-said the fish on the floor-
- Scar- Good morning Undyne!!! A new day has come!! How is your amnesia?
Undyne sighed and pulled herself up from the ground.
- Nothing new, my memory is the same- Undyne noticed Scar's worried face- don't worry, don't worry! I'm fine. Now let's do your patrol of that thing, ok?
- Scar started walking- ok ...
- Undyne was bored seeing that face- you know what!!! We are going to make an awesome work today and Asgore is going to promote us!!! what do you think !!??
-YESS LET'S GO !!! -the little bird started running around Snowdin, but the fish sto
- Bom, na realidade, elas são nossas vizinhas – comentei
- Novas vizinhas – Jay me corrigiu e eu sorri assim como ele.
- TA BRINCANDO? – Max gritou e Siva o repreendeu, fazendo nos rirmos mais ainda.
- Não mate! São elas sim... – eu disse e a gente começou a tomar nosso café da manhã conversando sobre elas.
- Sabe, a gente podia fazer uma surpresa pra elas, já que a loirinha é fã nossa. – Jay comentou e começou a contar seus planos, todos nos concordamos.
Lilian’s POV:
- Nossa casa é linda – disse Gabi depois que nós vimos toda a casa, guardamos nossas roupas e estávamos no sofá conversando e fazendo planos, mais sonhos, mas tudo bem, para nosso futuro.
- Nossa casa é a melhor – comentei e ela riu
- To com fome... – Reclamou, eu bufei e fui ver na cozinha, tinha guardado algumas coisas logo que chegamos. Peguei um pacote biscoito e joguei nela, ela riu e começou a comer. – Na real que, eu acho que vou dormir. O voo foi tão cansativo que agora eu to mortinha.
Eu ri e disse que iria ficar um pouco no twitter, respondendo algumas pessoas, alguns fã clubes nos desejando boa sorte para tentar conhecer o garotos. Eu agradeci todos e fiquei stalkeando os meninos e também alguns fã clubes. Quando a Gabi subiu ouvi a porta do seu quarto batendo e eu sentei no meu piano.
Sim, nossa casa estava toda mobiliada, e eu tinha mandado meu piano para lá umas duas semanas antes de viajar, sentia falta de tocá-lo. Fazia aulas, mas parei pois iria vir para cá. Sentei e comecei a tocar. Não era uma musica conhecida, era a minha musica. A que eu havia escrito quanto era menor, a única que me via a cabeça. Comecei a cantar baixinho, deixando em levar pelo momento, pela musica que me descrevia como nunca.
“And my arm still hurting
I feel like i have 100 knifes on my heart
like there’s something inside of me
telling me to keep with this thing
and this is killing me”
Cantei esse pedaço com algumas lágrimas nos olhos, me lembrando do passado, e pensando no presente. Como seria agora, sem a minha família por perto, apenas eu e minha amiga em outro país. Não posso deixar de falar que eu estou com certo receio, que eu fugi dos meus problemas no Brasil. Que eu tentei deixar tudo e todos para começar uma nova vida, com apenas 18 anos. Mas, sinceramente? Isso não vai funcionar, porque você pode fugir, mas seus problemas continuarão te perseguindo.
Eu continuei tocando e cantando, deixando-me levar pelo momento novamente. Alguns segundos depois de eu parar de chorar e tocar, fui limpar meu rosto e a campainha tocou.
- Mas que... – comecei resmungando, não queria visitas com essa cara. Mas, espera ai, que visitas? Chegamos hoje!
Eu desci com a toalha molhada nas minhas mãos, soltei ela por um instante enquanto a campainha tocava novamente, eu gritei que já estava indo e a Gabi me mandou calar a boca, eu ri e prendi meu cabelo. Peguei a toalha novamente e abri a porta.
- MAS QUE PORRA É ESSA?! – Foi a única coisa que eu consegui falar antes de deixar a toalha cair, e começar a tremer e sentir lágrimas tomando conta dos meus olhos. Consegui ouvir a Gabi gritando novamente e as pessoas na minha porta rindo. – Respira, respira – comecei a murmurar.
- Mas... Mas... Mas... – comecei a falar e senti braços quentes me enrolando. Pude sentir seu cheiro enquanto ele me levantava do chão, e sem a minha permissão, foi entrando na minha casa acompanhado de seus amigos. Seu rosto estava enfiado delicadamente no meu pescoço me deixando arrepiada enquanto seus braços me apertavam contra seu corpo. Eu não conseguia parar de sorrir.
- Só pra esclarecer antes que você ache que nós somos intrusos – uma voz conhecida começou – o baby aqui viu uma foto sua e da sua amiga ruivinha no twitter.
- É, depois de ele babar por vocês duas – Tom comentou e ele corou tanto que conseguiu ficar mais vermelho do que eu. O Jay me colocou no chão e eu sorri para eles, ainda tremendo com meu coração disparado.
- Não consigo acreditar. – falei com a voz falhada. Todos riram, não sei como a Gabi estava conseguindo dormir com esses barulhos, vai entender né.
- Muito menos o Nathan! – Tom exclamou e o Nathan bateu nele.
- Tom faz soar como se eu realmente estivesse babando por você – Nathan comentou e eu arregalei meus olhos.
- Bom saber que eu não sou suficiente para você – comentei com a voz já melhor, tinha me acostumado um pouco com a presença deles, embora continuasse tremendo.
- UUUUUUUUUUH – Jay e Tom fizeram um coro e eu ri. Nathan ficou envergonhado.
- Não, não foi isso que eu quis dizer – ele disse eu ri.
- Sei – falei sarcasticamente, Tom se jogou no meu sofá e eu me joguei do lado dele, fazendo todos rirem.
- Então, qual é seu nome mesmo? – Jay perguntou.
- Aé, me esqueci de dizer – comentei e eles riram – É Lilian.
- Que bonito o nome. – Siva me abraçou e eu sorri, sentindo arrepios.
- Obrigada seu altão – disse e ele riu beijando minha bochecha.
Todos se sentaram na sala não tão grande para dez pessoas, mas o suficiente para seis.
- Mas conta mais da sua vida – Jay pediu e eu olhei para eles encantada.
- Bom, eu sou do Brasil.
- AHÁ! SABIA QUE VOCÊ NÃO ERA DAQUI, PODE ME PASSANDO SUAS 30 LIBRAS SENHOR MCGUINESS. – Nathan gritou e eu comecei a rir.
- Então é verdade que você ficou me espionando pela janela da casa de vocês? Quanta maturidade Nathan.
- Até você? Já não basta esses quatro idiotas.
Nós começamos a rir e eu continuei:
- Então, desde os quinze anos eu venho planejando com a minha melhor amiga, que no caso está dormindo e vocês nem pensem em acordá-la – logo acrescentei quando percebi a troca de olhares entre Tom e Max – Ela fica louca quando alguém acorda ela. Mas enfim, desde os quinze anos nós estávamos planejando vir para Londres para morar aqui. Esse era meu sonho na realidade, vir para cá, fazer faculdade aqui, me formar e então voltar para o Brasil. Minha faculdade começa em três meses. E é isso, resumidamente.
Eles sorriam e eu fiquei um pouco envergonhada.
- Isso é tão legal – Siva concluiu.
- O que? – perguntei confusa e ele riu discretamente.
- Você conseguir realizar seu sonho. Seus dois sonhos. Percebi pelos seus tweets que nós estávamos lendo, você é realmente uma grande fã.
- É... Eu tento né – disse e fiz eles rirem. – Eu até ofereceria alguma coisa para comer, mas sabe, cheguei agora de viagem e não fiz as compras ainda.
- Aaaaaaaaah, queria comida – Tom disse e eu bati nele de leve, ele me abraçou pelo lado e eu sorri.
- Você já veio pra Londres alguma vez? – Nathan perguntou.
- Já... Quando eu tinha dezesseis, mas agora tenho dezoito, e foi uma passagem rápida, nem conhecer o Big Ben eu conheci. – Disse em voz manhosa e eles riram.
- Ah, quem sabe amanhã a gente possa sair pra te mostrar Londres. – Jay comentou e eu olhei para ele com meus olhos brilhando, ele sorriu.
- Vocês realmente fariam isso? Vocês não tem trabalho?! – perguntei meio confusa e sem nem tentar conter a ansiedade na minha voz.
- Temos, mas isso é o de menos agora – Nathan disse e me olhou profundamente, eu neguei o olhar dele e me direcionei para o Jay. Não sei o que esse garoto tinha, mas não conseguia manter o olhar dele por muito tempo, parece que alguma coisa tinha que ser resolvida entre nós. Alguma coisa do nosso passado... Mas que passado?
- Por mim tá fechado – Max disse e piscou para mim, eu sorri e olhei para o Siva.
- Por mim também, ligamos para o Scooter para falar que não vamos amanhã. Temos coisas mais importantes para fazer.
Eu sorri ainda mais.
- Não acredito que realmente vocês estão fazendo isso para uma estranha. – comentei abobada.
- Você não é exatamente uma estranha. Sabemos seu nome, o lugar onde mora e de onde você é. – Jay comentou puxando risadas de todos.
- É, já podemos te sequestrar – Max disse todo mundo riu mais ainda.
- Se você me der comida amanhã, eu vou – Tom disse e eu ri, beijei sua bochecha e concordei. Nós olhamos para o Nathan, mas eu não consegui sustentar seu olhar por muito tempo.
- Não vai dar... Tenho muita coisa pra fazer amanhã e, Scooter vai ficar irritado com a gente se a gente desmarcar com ele.
Todo mundo ficou calado.
- Mas então – Tom disse quebrando o silêncio – que musica era aquela que você estava tocando?
Eu corei violentamente e pude ver Jay sorrindo por causa disso.
- Você que escreveu? – Jay perguntou e eu sorri envergonhada e concordei com a cabeça.
- Awwww – Siva disse acompanhado de Max.
- Parem! – disse mais envergonhada ainda.
- Mas é sério isso? – Nathan perguntou e eu assenti.
- Sim, eu escrevi essa musica quando tinha treze anos, faz tempo já.
- Sobre o que fala? – Tom perguntou e eu gelei.
- Deixa isso pra lá – Jay comentou percebendo que eu tinha ficado estranha, todos olharam pra ele desconfiados, mas trocamos logo de assunto.
Alguns minutos depois o Jay me passou seu celular e nós tiramos uma foto juntos. Eles foram embora e eu subi para meu quarto, mas antes passei no quarto da Gabi e contei tudo para ela. Depois ela caiu no sono e eu fui para meu quarto imaginando o quão bom meu dia tinha sido. Adormeci e fui acordar só perto das 16h da tarde, esse fuzo horário ainda me mata um dia.