Costumo falar bastante sobre o amor aqui
Hoje gostaria de falar sobre a solidão
Vivemos numa geração que desaprendeu a fazer vínculos eu mesmo nunca soube para ser sincero
Não por me achar superior a ninguém
Apenas por ter minha auto estima baixa
Apesar que hoje, me considero mais sociável e fácil de lidar
Mas desaprendemos a viver o ócio
A sentir o vento e fechar os olhos
A sentar é somente ver o tempo passar
A admirar o próximo e observa-lo
A se sentir bem consigo mesmo
Desfrutar da própria companhia
Posso dizer facilmente que perdi 8 em jogos
Tempo que poderia dedicar a me tornar melhor para o próximo
Não somente ao próximo, quanto a mim mesmo
Compreendo que debaixo do sol em tudo há um processo
Não controlo minhas paixões
Mas tento não me deixar dominar por ela
Sinto ciúmes como qualquer um
Gosto de atenção como qualquer um
Mas vivi minha vida toda sem alimentar tais emoções
Por me distrair o suficiente para não perceber minhas falhas e vontades
Cada vontade, desejo, pecado, anseio
Mantenho o controle, pois preciso ser lúcido
Todavia,” não sejais demasiadamente santo, nem ímpio
Porque estarias buscando a própria morte?”
Em minha própria natureza busco a santidade sem mesmo querer
Mas em ti, vejo meu equilíbrio
Em sua voz habita o que acalma a fera que vive dentro
As vozes que gritam e eu as ignoro
Nesse sorriso eu vejo meu controle em ir embora
Que tu precisas se reconstruir sozinha dessa vez
E prometi a mim mesmo que não ficaria no mesmo lugar em que estive
Pois não busco ser carregado, ou carregar esse amor sozinho
Não se entregar por inteiro resulta na falha
Estou fora do meu limite, 110%
A ti me doaria e ainda sobraria em mim amor para mim mesmo
Um jarro completamente novo
Alguém que busca companhia para olhar ao lado
Não para trás ou para frente
Pois a vida foi feita para ser vivida