Perdi a conta das últimas vezes,
cada encontro fico com um…
Gosto na boca, gosto de quero mais
E nesse saber, o instante se acende
mais selvagem, mais doce, cada vez.
Meus olhos te devoram antes do toque,
e tu, quieta, recebes o meu ver.
Começo sempre nos teus seios
meu fraco antigo, meu primeiro prato.
Desço em teu mapa de olhos fechados,
virando-te de bruços sob meus dedos.
Massageio teus caminhos tortuosos,
até que gemas baixos e discretos.
Te viro e busco o mel entre tuas pernas,
não paro até que rendas teus orgasmos.
Até as nuvens leves te levarem,
Te puxo de volta, insaciado.
Mas nos lábios que beijo, já não meus,
moram as manhãs que não compartilhamos.
A culpa que carreguei por meses
— por tempos pedidos, por não ceder morada —
era doença que hoje me liberto.
Reconheço: eu menino, errante,
tu, mulher mandona tentando consertar
o que só o diálogo sanaria.
que mais te beije, que melhor te apoie,
Minhas últimas palavras talvez doam,
mas não me terás sempre à tua Perdi a conta das últimas vezes,
cada encontro um fim que se anuncia.
E nesse saber, o instante se acende:
mais selvagem, mais doce, cada vez
Enquanto lhe dispo, a ponho sobre minha mesa
De quatro, lhe fodo com força e amor
Enquanto seus cabelos ruivos como o sol
E nos entrelaçamos de alma
Rendidos ao prazer e amor
Misturado entre desejo e paixão
Durmo anestesiado pelo seu cheiro