Recentemente me perguntaram quando foi a última vez
A última vez que meu coração acelerou
Que senti “frio na barriga”
Sorrindo levantei a cabeça
Dostoiévski disse certa vez que:
“O preço por amar demais, é nunca mais amar de novo”
Não expressam de forma normativa
Não falam enchendo a boca de palavras doces, não agem como se tudo fosse um teatro
Tatuamos seu nome na parte externa do coração
Para que só quem ama consiga ver aquela imagem
Sentimos em demasia no nosso interior
Sonhamos e desejamos a pessoa a cada segundo
Mesmo quando ela está ao nosso lado
Aquela tatuagem ainda está lá,
Coberta por um casaco longo
Nossa expressão não muda drasticamente
Apesar dos sorrisos serem escassos
E faltar um pouco de magia talvez
E que o excesso é a sina do homem triste,
que ama até que o amor se desassiste.
Pois carrego no peito a cicatriz viva,
que não se vê, mas que arde e desafia.
E mesmo só, no frio da razão,
prefira dor que teve coração
do que o nada que nunca amou.