Bae Saeroyi
@wgs_saeroyi FACECLAIM: Park Seonghwa (ATEEZ). DATA DE NASCIMENTO E IDADE: 15 de janeiro de 1998 / 23 anos. NACIONALIDADE: Coreia do Sul. ETNIA: Coreano. GÊNERO: Masculino. ORIENTAÇÃO SEXUAL: Pansexual. ATIVIDADE: DJ no Petticoat Lane. LOCALIZAÇÃO: Songwon. TEMAS DE INTERESSE: Angst; Crack; Fluff; General; Romance; Smut. TRIGGERS: N/A. OOC: Ela/dela.
PERSONALIDADE: Dono de uma aparência difícil de ser ignorada, basta alguns segundos de conversa para descobrir que o rosto não é a única coisa agradável em Saeroyi. Fácil de conversar e com sorrisos de sobra para distribuir, fazer amizade é algo tão natural quanto respirar para si, apreciando companhias igualmente agradáveis. Há quem diga que possui instintos paternais ao que age feito um pai com seus amigos e acaba tomando para si a responsabilidade de cuidar daqueles por quem cria certa afeição. Já em seu ambiente de trabalho, pouca coisa muda, seu olhar ganha um brilho específico enquanto é tomado por uma confiança invejável ao se sentir inteiramente completo fazendo do palco seu playground e cumprindo a promessa que seu pseudônimo carrega de levar as pessoas para uma experiência musical de outro planeta.
Porém é fora dos palcos e entre pessoas que confia que mostra o quão desajeitado e bobalhão pode ser por trás de tanta extroversão. Saeroyi é péssimo na cozinha mas nunca desiste de tentar cozinhar algo mesmo que isso envolva quase colocar fogo na casa, gosta de gastar horas com vídeos de filhotes, ruboriza com facilidade quando é lembrado de momentos de vergonha alheia e ri até do ar caso abuse de bebidas alcoólicas (três garrafas de soju é seu limite antes da desgraça acontecer). Dificilmente visto em seu estado de estresse mas ainda assim existente, muita das vezes causado por sua deficiência, Saeroyi diferentemente do normal acaba mostrando o quão boca suja pode ser quando irritado ou contrariado. Nesses momentos prefere o isolamento para colocar em ordem os pensamentos, caso contrário pode dizer coisas das quais irá se arrepender e se tem algo na qual é bom e não se orgulha, isso é machucar as pessoas com palavras duras.
JUSTIFICATIVA: Saeroyi sempre teve a audição sensível, reagindo a sons de forma diferente que os demais ao seu redor. Esse fato nunca recebeu a atenção devida por parte de seus pais que julgavam ser apenas birra infantil, sendo deixado de lado até que os sintomas refletissem em seu desempenho escolar, dificultando sua capacidade de concentração e fazendo com que o rapaz criasse o hábito de evitar multidões e ter dias em que precisou se render à analgésicos para lidar com fortes dores de cabeça e tonturas. Tal descaso não podia trazer retorno positivo, não quando Saeroyi foi informado que estava perdendo a audição de seu ouvido esquerdo pelo desgaste do trato auditivo e as terapias sugeridas pelo otorrinolaringologista não foram capazes de reverter o quadro por completo, ganhando assim uma perda moderada da audição aos seus 16 anos.
A adaptação a sua nova condição não foi fácil, o aparelho auditivo que precisava usar chamava mais atenção do que gostaria e muita das vezes desviava do assunto quando lhe perguntavam sobre ou simplesmente escondia o aparelho no momento que colocava os pés fora de casa. Por precaução, deu continuidade ao tratamento para sua sensibilidade que consistia em geradores de ruído branco e terapia sonora enquanto dormia. O restante de sua trajetória na escola foi quase um borrão enquanto tentava passar despercebido e sem muitas emoções, com exceção de sua entrada na rádio da escola que levantou muitas dúvidas se ele deveria estar ali por não passar de um “garoto surdo” como descobriu ser chamado por outros e que no fim mostrou que sua disfunção não era sinônimo de péssimo gosto musical, nem de que não tentaria fazer seus próprios arranjos amadores nas músicas pedidas pelos colegas no programa que lutou para conseguir. Fazer isso era um desafio e ao mesmo tempo um alívio para os zumbidos que sempre o atormentavam, o silêncio só piorava seu desconforto e preencher o “vazio” com música era, no fim das contas, uma opção prazerosa para o Bae.
Quando chegou o momento de dar o próximo passo em sua vida acadêmica, Saeroyi foi contra a vontade de seus pais, optando por não entrar em nenhuma universidade e apostar toda sua fé na música. Claro que nenhum deles ficou feliz com a escolha, gerando discussões corriqueiras sobre o assunto. Em contrapartida o rapaz estava dando seus primeiros passos como DJ em festas universitárias dadas por seus antigos colegas de turma - a quem seria eternamente grato pelo apoio - e conhecidos de conhecidos que se interessavam por seu trabalho. Levou alguns meses para que obtivesse o sucesso que tanto queria, o que já era esperado assim como todo o estresse que precisou lidar e a constante implicância dos pais até que fosse convidado a se retirar da casa onde cresceu após afirmar pela milésima vez que não seria o “doutor” que esperavam que fosse.
Seul era e é uma loucura, a vida noturna sendo uma tentação e ruína para os mais fracos, Saeroyi jurava não fazer parte desse último grupo mas o universo lhe provou o contrário quando se viu apaixonado pela primeira vez na vida. Devia ser só mais uma noite onde passaria a madrugada trabalhando na casa noturna onde, com muito esforço, conseguiu ser empregado, só mais uma noite onde seu olhar passaria pelos corpos se movendo ao som da música ao invés de se prender na silhueta feminina e graciosa que o olhava com tanta intensidade. Se lhe dissessem que esse hábito se repetiria por mais noites até criar coragem de cumprimentar a jovem, cair ainda mais em seus encantos e terminar nos fundos da casa noturna com ela em seu colo provavelmente responderia que faria tudo de novo sem pensar duas vezes, a paixão lhe cegando e deixando de lado sua racionalidade só para ter o prazer de tê-la nos braços. Mas não é de um conto de fadas que estamos falando e o universo parece gostar de puxar o tapete de Saeroyi, a prova disso foi descobrir que o alvo de sua adoração era na verdade uma grande dissimulada e desleal, não era nenhuma universitária aliviando o estresse da rotina e que por sorte conheceu o seu príncipe encantado, e sim, a esposa do proprietário da casa noturna onde trabalhava e que não hesitou em acabar com a vida do rapaz quando este se recusou a continuar com o caso. E em quem seu patrão iria acreditar? Na esposa ou em um de seus empregados que conhecia a poucas semanas e que supostamente estava assediando sua companheira? Saeroyi estava arrasado com o desfecho de sua primeira paixão e ainda mais por ter deixado afetar sua carreira, na certa fofocas se espalhariam e dificilmente conseguiria trabalhar com o que tanto amava, tendo assim que decidir o que fazer para melhorar sua situação antes de suas economias esgotarem.
Com muitos protestos por parte de seus amigos que juravam não terem ouvido nada sobre o ocorrido em seu antigo emprego, Saeroyi tomou a decisão de deixar Seul até que as coisas se acalmassem após ser dispensado por outras casas noturnas, o próximo destino sendo indicação de um colega de profissão que só era elogios ao local no qual nasceu e que afirmava já ter trabalhado nas casas noturnas locais, lhe dando dicas de onde ir e não ir procurar por emprego.
PRESENTE: Dizer que sofreu um choque de realidade ao pisar em Wangshu não era de forma alguma um exagero, para alguém acostumado com a loucura da cidade grande dar de cara com a tranquilidade que a ilha oferece deixou o queixo do rapaz no chão em seus primeiros dias. Deslumbrado pela beleza natural e desbravando cada ponto turístico, encontrou o incentivo que precisava para tentar recomeçar ainda que estivesse sozinho em um lugar novo, fixando moradia em Songwon com o que lhe restava na conta bancária enquanto usava sua lábia e carisma para conseguir um novo emprego, seja dentro ou fora de sua zona de conforto. E sim, finalmente o universo pareceu dar uma trégua quando Saeroyi foi contratado por um dos clubes noturnos mais frequentados da ilha, voltando a usar com orgulho seu pseudônimo “MARS” ao enfrentar com muito gosto o desafio de fazer de noites insones sua rotina. Isso sem deixar de lado a própria saúde, pois a sensibilidade auditiva ainda lhe causa desconforto mesmo que mínimo, mais ainda assim maior do que meses atrás antes de passar por toda a situação estressante e frustrante de demissão e mudança.
Voltar para Seul não faz mais parte de seus planos. Mesmo que esteja há pouco tempo em Wangshu, o sentimento de “casa” é forte o suficiente para não ser ignorado e enquanto ele existir dificilmente vai voltar para sua vida antiga, o que não impede de sempre que possível convidar seus amigos a virem visitá-lo. E nem é preciso dizer que depois da sua última decepção Saeroyi se tornou ainda mais desconfiado quando se trata de aproximações com segundas intenções por mais que tente relaxar, afinal, não é feito de ferro e possui suas necessidades. Mas a promessa que fez a si mesmo prevalece, não irá deixar que ninguém destrua o que tanto luta para construir e nem que ponha em risco sua integridade física, afirmando que nunca mais vai permitir que emoções o dominem e se torne tão vulnerável nas mãos de alguém. Na teoria parece fácil, mas se na prática irá funcionar é outra história.
DESEJOS: Apesar de nunca ter tido como objetivo um diploma em mãos, Saeroyi pensa em entrar na universidade em um futuro não tão distante, consciente que sua carreira como DJ tem uma duração relativamente curta. O curso em questão ainda não foi decidido, sendo essa dúvida o maior empecilho no momento. Quanto a família, apesar de ter perdido completamente o contato com todos, pensa em visitá-los quando estiver financeiramente estabilizado e com uma vida da qual se orgulhe. Já no quesito relacionamento, não é surpresa nenhuma dizer que está indisponível, a insegurança e o medo de se machucar falando mais alto em um contraste com a voz no fundo de sua mente que alimenta esperanças de que encontre alguém que o faça mudar de ideia sobre.









