Nostalgia secat — non ob absentiam, sed propter id quod adhuc in me manet.
Vale… domui quae fuit, et discedere recusat.

seen from United States

seen from Azerbaijan
seen from Uzbekistan
seen from United States

seen from Türkiye

seen from Indonesia
seen from Brazil
seen from Kosovo

seen from Indonesia

seen from Netherlands
seen from United Kingdom
seen from United Kingdom
seen from Saudi Arabia
seen from United Kingdom

seen from United States
seen from China

seen from United States
seen from Japan
seen from United Kingdom

seen from Poland
Nostalgia secat — non ob absentiam, sed propter id quod adhuc in me manet.
Vale… domui quae fuit, et discedere recusat.
Café
Entre o silêncio do teu nome e o rumor lento da minha respiração, acende-se um fogo antigo.
Não te toco — mas em mim todas as portas se abrem para ti.
Há um vinho secreto no encontro das nossas ausências, e bebemos dele sem mãos.
Se me pensas, já me tens. Se te penso, ardes comigo.
Porque o amor, às vezes, não é possuir — é incendiar o invisível entre dois.
"Você assim e eu, por final, sem meu lugar" LH
Faltou luz, adormeci embalado por todo ruído possível, como quem se rende não ao descanso, mas à exaustão. Dei por mim quando eles voltaram a me chamar — os sons, os estalos do mundo — já eram 4h45 da manhã, e outra vez me tomavam sem pedir licença. Antes mesmo de abrir os olhos, vem a consciência de mim. Vem o reconhecimento bruto dos meus limites carnais. É sempre assim: o corpo acorda antes da vontade. Ainda de olhos fechados, o canto dos pássaros me traz você — não como lembrança, mas como presença latente, insistente. Abro os olhos à força, levanto de súbito, como se pudesse emudecer o mundo só com o gesto. Queria calar os pássaros, calar você, calar tudo. Peço à Alexa, sem destino, sem escolha, que toque alguma coisa. Enquanto coloco a água no fogo, percebo: ela começou a tocar Vander Lee. Sorrio. Um sorriso pequeno, quase um pedido de desculpa a mim mesmo. Olho para o pó de café, balanço a cabeça e penso, com uma honestidade cruel, o quanto eu estou fodido. O quanto eu sou um fodido. Não por falta, mas por excesso — de sentir, de lembrar, de permanecer. Quando despejo a água — que já não ferve mais — vejo a mágica acontecer. O que era só aroma ganha corpo. O que era promessa vira amargor. E o amargo é forte, verdadeiro, necessário. Minhas papilas agradecem como quem reconhece algo familiar.
Então me sento.
Tomo meu café.
Ouço Vander Lee.
E deixo que os pássaros fiquem.
Porque há dias em que resistir cansa mais do que aceitar.
E há silêncios que só fazem sentido quando acompanhados de som.
O amor permanece no corpo, no pulso, no tremor, na ferida.
Antes das palavras, a carne ama.