k fez de novo ── .✦
personagens: ryu su-yeol/k x fem!leitor
sinopse: após uma noite caótica orquestrada por K, suyeol acorda num quarto barato ao lado da policial que mais odeia.
gênero: comédia / enemies-to-lovers
palavras: 1000+
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suyeol abriu lentamente os olhos, a claridade da manhã penetrando através das cortinas entreabertas. uma dor de cabeça pulsava ferozmente em suas têmporas enquanto ele levava uma das mãos à testa, tentando lembrar o que havia acontecido na noite anterior. tudo estava borrado, uma confusão de luzes, risadas e a voz familiar e irritante de K ecoando em sua mente.
— “ah, inferno... K, o que você aprontou dessa vez?” resmungou, esfregando os olhos e se sentando lentamente na cama. ele pisca devagar, sentindo o cheiro estranho de perfume floral misturado a... álcool? suor? uma mistura que sugere que a noite anterior foi, no mínimo, problemática.
foi então que ele percebeu: o ambiente não era o seu quarto. alarmado, suyeol virou-se rapidamente, congelando imediatamente ao ver quem estava dormindo pacificamente ao seu lado.
ali, deitada com as costas expostas sob o lençol embolado, está ninguém menos que você, a policial da divisão de narcóticos que ele detesta com fervor... e que o detesta com ainda mais intensidade. a mulher que o acusou de ser corrupto, que jogou café no terno dele em plena delegacia. "ah não... ela não" pensou, engolindo seco. a mulher que, há apenas três dias, jurou que quebraria os dentes dele se ele a chamasse de "princesa da lei" mais uma vez. sua adversária constante, aquela que sempre insistia em desafiá-lo, estava ali, dormindo tranquilamente, cabelos bagunçados e o rosto sereno demais para alguém que passava metade do tempo tirando sua paciência.
— “não. não. NÃO!” ele balbucia, quase tropeçando nos próprios pés ao se arrastar para fora da cama, cobrindo suas vergonhas com um dos lençois da cama. – “K!” suyeol sussurra em tom ameaçador, tentando não acordar você. — “o que diabos você fez comigo?”.
e antes mesmo que ele possa considerar fugir, se jogar pela janela ou simplesmente implodir de vergonha, a porta do banheiro se abre com um rangido preguiçoso… e lá está ele. K. a desgraça em forma humana.
— “bom dia, raio de sol~” — K canta com um sorriso largo, encostado no batente da porta, usando apenas uma toalha frouxamente amarrada na cintura e com os cabelos molhados escorrendo pingos no peito nu, parecendo perigosamente satisfeito com a própria existência, sorrindo de forma insolente.
suyeol apertou os olhos como se a cena diante dele fosse um delírio febril causado por intoxicação alcoólica, ou talvez por puro azar cósmico. ele virou o rosto devagar para K, o olhar carregado de promessas silenciosas de homicídio.
— “você... não. você não fez isso. diga que não fez isso…” sussurrou entre os dentes, os olhos arregalados, gesticulando freneticamente na direção da cama. — “por tudo que é mais sagrado, K, me diz que a gente não… que eu não… com ELA?! logo ELA?!” ele engole seco, tentando procurar as palavras certas. — “o que você fez?!” suyeol grita — literalmente grita — para o nada.
— “eu? eu só libertei seus desejos reprimidos. você devia me agradecer, cara. ela é linda, inteligente, te desafia... vocês dois estavam quase se comendo vivos há meses. eu só tirei o ‘quase’ da equação.“ K divaga despreocupado enquanto suyeol enfia as mãos nos cabelos, tentando processar enquanto caminha pelo quarto — que claramente é um hotel barato.
— “meu deus. eu dormi com ela?” suyeol murmura, sentindo o gosto do álcool ainda na língua.
— “não sei se posso chamar aquilo de dormir, heh... mas foi memorável.” K responde, sem nenhum pingo de arrependimento.
— “CALA A BOCA!” suyeol grita, atirando em K uma das peças de roupas que estavam jogadas no chão.
— “tá gritando por quê? acordar a bela adormecida não vai apagar as marcas que você deixou no pescoço dela, não…” K argumenta com um sorriso cínico enquanto desvia de suyeol.
ele olha para você. por um segundo, a adrenalina é engolida por outra coisa: um leve tremor de... nervosismo? curiosidade? parecendo tão tranquila dormindo. nada a ver com a mulher que o ameaçou com um taser uma vez só porque ele entrou na sua sala sem bater.
mas então você se mexe. geme baixo. vira de lado.
— “merda, merda, merda…” suyeol tropeça até o banheiro, agarrando K pelo braço e o puxando junto, esquecendo por um momento que apenas ele o via.
— “eu vou morrer… ela vai me matar com as próprias mãos.” ele tropeça até o banheiro, se apoiando na pia. encarando o próprio reflexo, suyeol tenta respira fundo.
— “ou…” K sorri, teatral. — “ela pode querer repetir a dose. vocês estavam bem sincronizados, se é que me entende…” ele sussurra para suyeol, aparecendo atrás dele no espelho, com aquele ar debochado dele. antes que suyeol consiga responder (ou socar o próprio reflexo), a porta do banheiro se abre. você está ali. cabelo bagunçado, a camisa branca dele, agora cobrindo seu corpo antes nu, olhos semicerrados. e uma expressão que passa lentamente da confusão... para o horror... e então para o mais puro ódio assassino.
— “você.” silêncio mortal. até K engole seco. suyeol levanta as mãos como se estivesse diante de um criminoso armado. — “eu posso explicar!” ele tropeça nas palavras. — “NÃO. DIGA. UMA. PALAVRA.” você passa por ele, indo até a pia para jogar um pouco de água sobre os olhos. você ergue lentamente o rosto, encarando suyeol através do reflexo com olhos inflamados de fúria.
– “olha, eu posso explicar…” ele começa, mas você se vira abruptamente, segurando uma escova de cabelo prestes a jogar nele. seus olhos desviam por um momento para a figura nu dele, coberta apenas pelo lençol branco. suas bochechas avermelhando-se rapidamente.
— “isso não aconteceu. eu vou apagar da minha memória. e se você ousar abrir a boca sobre isso pra qualquer pessoa, eu juro que te coloco na lista de desaparecidos…“ você diz, enquanto pega suas coisas do chão, dando um último olhar de cima a baixo no corpo dele e saindo enquanto bate a porta.
o silêncio retorna. suyeol cai sentado na cama, ainda atordoado. K surge ao lado dele, rindo de novo. — “você sabe... ela gosta de você, só que odeia admitir. e você... é um desastre ambulante, mas bem charmoso às vezes. talvez isso não tenha sido um erro…”
— “vai embora. some da minha cabeça.”
obrigada por ler. eloh.
















