8: Sex on the bed, couch or the floor?
Na cama, no sofá, no chão, no banheiro... em qualquer lugar pra mim é ótimo. Menos no laboratório, talvez. Digamos que não dá muito certo ser interrompido em todo o momento.


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8: Sex on the bed, couch or the floor?
Na cama, no sofá, no chão, no banheiro... em qualquer lugar pra mim é ótimo. Menos no laboratório, talvez. Digamos que não dá muito certo ser interrompido em todo o momento.
A falta de magia em Montrose deixava a cidade vazia. Não importava se haviam pessoas passando por ali, Leviathan não gostava mesmo era da falta de itens flutuando, da fonte no centro correndo água, dos animais na rua... até dos adolescentes arteiros brincando com os doces explosivos da Dedos de Mel. Não tinha nada disso. E estava melancólico. Nem sequer tinha mais um emprego, provavelmente! Afinal, sua matéria era feitiços e magias avançada. Como então dar aula de algo que não existia mais? Quando angustiado, tendia a se transformar em sua forma felina e vagar pela cidade em busca de carinhos de bruxos aleatórios... ou procurava por Sorem. Mas fazia um tempo que não via o jovem bruxo, fosse em sua forma felina ou na humana. Ao avistá-lo, seus olhos se arregalaram. E se nunca mais pudesse virar o gato? Sorem estaria sem o amigo peludo. Se aquela maldita realidade não fosse um sonho ou um delírio, estava enlouquecendo. Pois os passos que deu em direção ao bruxo? Foi com a intenção de contá-lo a verdade. ' —— Então essa é a cor natural do seu cabelo?'
Após o acontecimento da boate, Levi não estava apenas paranóico, mas também com um certo receio. Não por si, mas sim pela sua filha. A menina podia não ser nascida trouxa mas também não era pura. Além do mais, alguns alunos também demonstravam insegurança durante as aulas, parecendo alarmados com qualquer barulho inesperado. Sua obrigação era protegê-los então ao iniciar a aula, enchia a sala com feitiços de proteção tentando criar um ambiente seguro e confortável para todos; mas quando saíam dali, não tinha muito o que pudesse fazer. Embora não admitisse — e negasse se perguntassem — se preocupava com eles. Se preocupava com as pessoas e em especial com aquelas que tinha uma ligação. Foi por isso que, atualmente em sua forma felina, Levi marchou para a casa de @ssxrem. Fazia um tempo que não via a criança e queria checar se ele estava bem. Entrou pelo local que sempre fazia, a janela do quarto do jovem bruxo; os olhos verdes do gato parando na figura amontoada em cima da cama. Hm, algo está errado. Pensou consigo mesmo antes de, pomposo como sempre, se dirigir à cama alheia. Levi subiu no colchão, a cabecinha já procurando esbarrar na coluna alheia antes de o pular para poder encará-lo de frente. O animago ronronava, passando a cabeça no braço alheio para chamar sua atenção.
Do you have a Band-Aid? Because I just scraped my knee falling for you.
Essa foi realmente boa.
“Oh my god, just pet my hair already.”
Podia arriscar dizer que sabia o motivo de Sorem declarar aquilo ali do nada enquanto relaxavam no sofá. Cassie estava triste, seu desânimo era claro no rosto e o bruxo não conseguia esconder isso do rapaz mais jovem. Depois que voltara da Amazônia, tinha se sentido tão idiota que mal conseguia disfarçar isso na frente dos amigos. Não encontrava os olhos, não tinha o tagarelar incessante para quebrar o silêncio da sala. Nada. Só Cassie mexendo o chá com uma colher e o olhar entristecido fitando o líquido marrom claro. Deu um gole no conteúdo mas ainda estava quente então apenas o deixou de lado e se moveu para mais perto do mais novo, seus dígitos rapidamente indo de encontro com as madeixas macias. Era reconfortante acariciar o cabelo de alguém, lhe dava a certeza de que não estava sozinha na vida como a ansiedade tanto apontava. ' —— Obrigada, kiddo.'
everlasting daisy; what’s the last dream you remember having?
Eu geralmente não lembro muito dos meus sonhos, mas teve um ontem que eu jurava que estava sendo real. Mas eu acho que não devl traumatizar seus ouvidos de criança e inocentes, Sorem. Já deve imaginar o que foi então eu vou guardar esse assunto para mim.
Lily: “okay, could you relax, because you’re not helping.”
Se seu olhar pudesse transmitir o que sentia, Lilian certamente iria experimentar a sua raiva ali no momento. O bruxo lutou para ficar quieto… mas gritou. A dor da cera quente puxando todos os fios de cabelo de seu peito — ou pelo menos uma tira deles — foi agoniante. ’ —— Como eu posso ficar calmo, Lilian? Isso dói!’ reclamou, indignado. Para seu desespero, aquelas palavras não foram as mais indicadas pois a ruiva puxou outra camada e lhe fez gritar de novo. Nunca mais iria apostar nada com a Potter, toda vez acabava perdendo e parecia que nunca aprendia. Mas depois dessa? Teria mais cuidado.
❛ You’re not in any kind of trouble, are you? ❜
’ —— Uh, bem? Talvez? É que… Olha, aconteceram umas coisas loucas essas semanas.’ respirou fundo antes de soltar o ar meio frustrado. Os dígitos passaram nas madeixas escuras, bagunçando um pouco. ’ —— Eu passei sete anos e meio achando que era viúvo, Sorem. Sete anos e meio!’ a feição conturbada era o que predominava em sua face. O bruxo sentia-se culpado por tudo o que fez enquanto a esposa estava desaparecida. Ninguém poderia culpá-lo, é claro, mas aquele sentimento ruim habitava em seu peito sim. ’ —— Mas ela está viva e eu… cara, isso quer dizer que eu ainda sou casado? Eu a trai esse tempo todo, então?’ Realmente confuso, deixou a pergunta finalmente escapar. Era isso que lhe incomodava, essa dúvida. Talvez não devesse ter soltado tudo assim em Sorem, mas, bem, ele quem perguntou.