Finding the bright side of life [FLASH BACK] - @Steinfelds
Era um belo dia de verão, o sol brilhava o céu quase não possuía nuvens, mas o vento evitava que o calor e o mormaço tomassem conta daquele dia. Era um momento perfeito para ficar ao ar livre; andar de bicicleta, ir à praia, correr ou apenas ficar em baixo de uma árvore lendo um livro qualquer. Muitas crianças estavam fazendo alguma coisa ao ar livre, menos uma. Gregg abriu um pedaço da lona de “sua tenda” e pôde observar certo grupo de jovens conversarem próximo a uma árvore. Sua irmã estava entre eles e, por alguns instantes, Gregory a observou. Ela conversava e sorria; parecia estar feliz. Ele pensou que se sua mãe o visse ali, mandaria parar de se esconder dentro “de casa” e ir interagir com os outros jovens. Ele até pensou em sair, sem que ninguém o obrigasse, se aproximar no grupo e engatar alguma conversa com eles, ou quem sabe apenas ouvi-los falar; mas, de algum modo participar. Ele realmente cogitou essa ideia a te deu um passo em direção à saída, mas deu meia volta e fechou a tenda.
Gregory tinha 16 anos, mas muitos diziam que ele parecia ter quarenta. Não por causa da aparência, Gregg era muito bonito, o tipo de garoto que chamava a atenção de muitas meninas (e mesmo não admitindo, ele gostava disso). O fato de sempre compararem ele com um velho é que Gregg trocava a companhia de pessoas pela companhia das máquinas, em geral máquinas velhas. Ele gostava de juntar as peças e tentar consertá-las. Ele não se saia muito bem, mas era interessante tentar. E era exatamente isso que ele estava fazendo naquele dia. Aquele era um local abandonado, ou quase, algumas pessoas sempre iam ali depositar coisas quebradas, em geral aparelhos eletrônicos. Será que ali era algum tipo de depósito e ele era o único que sabia? Apesar de desconfiar disso, ele nunca chegou a perguntar, pois desde que descobriu o lugar, Gregory tinha transformado-o em algo seu. O que antes era algo totalmente abandonado, com coisas quebradas espalhadas por todos os lugares o qual era impossível andar sem pisar em algo, hoje era algo parecido com uma oficina. Tinha uma mesa, com algumas ferramentas e os objetos quebrados estavam classificados por tamanho. Era um pouco abafado e nenhum foco de luz entrava ali, mas ele estava muito bem com a luz da lâmpada, obrigado.
Ele se aproximou da mesa e se sentou num banco que tinha próxima à mesma. Estava olhando para um notebook um pouco velho, mas conservado; pelo menos por fora, porque por dentro estava tudo acabado. Gregory estava tentando dar um jeito nele há dias, mas não conseguia descobrir exatamente o que estava errado. Ele sentia que estava chegando perto e decidiu que só iria sair dali quando descobrisse o que era. Poderia não consertar, mas iria descobrir o motivo do aparelho estar daquele modo. Fazia cerca de duas horas que ele estava ali e o computador estava todo aberto em cima da mesa. Gregory se levantou e andou um pouco pelo local. Queria andar mais do que os pequenos metros daquele local, mas não se atrevera a ir lá fora. Ele parou e observou atentamente o computador desmontado em cima da mesa. Ele analisou cada peça apenas com o olhar. Ele continuou fixando seu olhar e em nas peças e viu algo como se um delas estivesse se movendo. Ele achou que estivesse ficando louco e esfregou os olhos. Talvez fosse o cansaço e ele talvez devesse parar com suas atividades. Deu às costas a mesa e mais uma vez pensou em ir lá fora. Mas, como se algo desse um “clique” em sua mente, ele se virou para a mesa e olhou novamente as peças. Algo estava faltando, mas ele não se aproximou para procurar, afinal ele não sabia o que procurar; apenas ficou olhando em busca do que era. Nos minutos seguintes, aconteceram coisas que o jovem achou que jamais poderia explicar a alguém. Ele encontrou a peça que faltava, e montou o notebook fazendo o mesmo ligar e funcionar. Tudo isso em poucos minutos e, o mais incrível de tudo, ele Havia feito isso sem tocar em nada. Ele apenas havia imaginado, pensado em fazer e... Tinha acontecido.
Gregory olhou ao redor e começou a sorrir. Ele tinha realmente feito aquilo? No instante seguinte ele já estava gargalhando. – Minha nossa! – ele começou a gritar maravilhado. Aquilo era incrível. E sem pensar duas vezes e saiu e foi em busca da irmã. – Marlie! – ele gritava enquanto caminhava na direção dela que ainda conversava com um grupo de amigos. – Você não vai acreditar! – Foi tudo que ele disse antes de puxá-la pelo braço para um lugar distante. Ele precisava contar para alguém, ele precisava compartilhar aquilo, mas não seria com seu pai ignorante e usurpador ou com sua mãe de cérebro pequeno. Se ele iria contar para alguém, que fosse para sua irmã, com certeza ela entenderia.