envolta em camadas de peles e pêlos dentro das fronteiras que me permitem os sentidos os estrangeiros me soam espécies indesvendáveis são como bichos de olhos quadruplicados vidrados flagrados em pequenos escapes de luz por entre o amontoado de pedras disformes empilhadas como se lacradas com cola indestrutível a luz externa ao mesmo passo que deidade progenitora mãe e protetora (contentora) do sal essencial, se faz sentir como ponta de faca envenenada cada olhar que avista o meu decifra o que à mim é escondido, camuflado de verdades espelhadas em lugar nenhum no breu de uma casa sem vidros sem vista, trancafiada sob sete cadeados de prata casa protegida e privada desde a propriedade até o refém do cativeiro construído pelas próprias paredes, seu próprios cílios. sua própria pele sangue do meu sangue caminhos das marcas cicatrizadas nos espaços vazios do que me constitui.
ultrapassar a si antes que quebrem seus muros antes que os terremotos dos esbarrões desgovernados de continentes desconhecidos deixem ruir a geografia












