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@desatino-s
Donyale Luna by Harri Peccinotti, November 1968
@wilma_arts
‘cosmo’
Rio de Janeiro, Brasil
envolta em camadas de peles e pêlos dentro das fronteiras que me permitem os sentidos os estrangeiros me soam espécies indesvendáveis são como bichos de olhos quadruplicados vidrados flagrados em pequenos escapes de luz por entre o amontoado de pedras disformes empilhadas como se lacradas com cola indestrutível a luz externa ao mesmo passo que deidade progenitora mãe e protetora (contentora) do sal essencial, se faz sentir como ponta de faca envenenada cada olhar que avista o meu decifra o que à mim é escondido, camuflado de verdades espelhadas em lugar nenhum no breu de uma casa sem vidros sem vista, trancafiada sob sete cadeados de prata casa protegida e privada desde a propriedade até o refém do cativeiro construído pelas próprias paredes, seu próprios cílios. sua própria pele sangue do meu sangue caminhos das marcas cicatrizadas nos espaços vazios do que me constitui.
ultrapassar a si antes que quebrem seus muros antes que os terremotos dos esbarrões desgovernados de continentes desconhecidos deixem ruir a geografia
o que que acontece aqui? que horas que ficou tudo diferente? eu tropecei numa das pedras das calçadas fatais de Lisboa, devo ter batido forte com a cabeça. olhei pra trás e não reconheci a rua e nem o passado. os motivos, as cordinhas que me puxaram (ou que foram meu corrimão) até aqui. o corrimão é pra deixar claro que muito provavelmente quem me puxou até aqui fui eu mesma. olhei pra frente, não entendi a vista, não percebi se era o ápice do morro, o início da descida derradeira, ou se era só mais uns bocados de escadas infinitas. não entendi o futuro. aquela coisa né, se estamos em algum lugar, pra alguma direção temos de seguir.
pois foi bem aí, nesse 0,5 segundo em que parei. ainda estou lá. alguns milhões de segundos já devem ter passados, ou não. a sensação é que não. no final das contas, preferimos acreditar no ferimento cuja sequela ainda não sabemos ao certo a dimensão. acredito que ando sofrendo com algum galo na cabeça por uma infinidade temporal que na atual conjuntura se assemelha mais com o borrão da vista míope sem seu aparato corretor não natural. o tempo, não o galo.
agora me lembrei do porquê de estar há tempos sem escrever. nada faz sentido nessa porra, quem dirá minha linguagem escrita.
vai tomá no cu eu tô cansada de ser perdida em/de mim mesma.
1. The Birth of Venus, 1852, by Henry Courtney Selous. | 2. The Birth of Venus, by @3rdeyechakra - IG: @bbychakra92
C. P. Silver
discodaydream
2/100 • threads
Two women lighting each others’ cigarettes, Westeinde, The Netherlands, 1932.
Source: Nationaal Archief
Kyungwoo Chun Versus, 2007 4 C-prints, 66 x 90 cm.