god i’m so normal about them

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Pedido pessoal - Posso te dar um beijinho?
teehee kissy
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Now we have Suuh! They will be contributing an art piece to the zine. Follow them on instagram with the username 🌼noessuuh🌼 .
Ontem eu quis você. Pode parecer bizarro depois de um término daqueles, mas eu te quis desesperadamente. Quis te abraçar e deixar todo o orgulho de lado, deixar as besteiras que dissemos um ao outro e seguir em frente. Quis imensamente o teu abraço que me esquenta a alma. Eu quis, quis e quis mesmo. Dane-se sabe? Eu te quis.
Só que o fracasso sempre vem depois de você nunca vir.
O lastimável é que as mágoas, as noites em claro, as bebedeiras sem fim, os choros de dias inteiros, a vontade de te matar, a decepção de te ver tão rápido com outra, a droga da tua toalha, o teu perfume em outros, o rompimento de promessas, as juras mal sucedidas, as revoltas, o costume, a cama vazia, os beijos não dados, aquelas malditas músicas, desejos não consumados, vontades não realizadas… Nada doe tanto do que assumir que te amo. Amo mesmo, infelizmente amo e já não me importo mais. Já aceitei minhas condições, espero que seja feliz com as suas.
S. Oliveira - Pode rir, já não me importo, meu bem.
Hoje pensei nos dias que passaram, nos que deixei e até nos que me deixaram. Naqueles que a rotina nos tira de uma vez sem nos dar “porquês” e também em alguns que a vida nos tira por simplesmente não estarem no mesmo caminho. Tudo varia de acordo com o tempo, com o caos, com a bagagem, com amores, desamores, vontades, paciência, trabalho, persistência, interesse… É, meus caros, tudo tem seu preço. Mas eu nada mudaria se o passado batesse em minha porta, por mais que, de vez em quando, ele ande batendo em mim. Se eu voltasse agora, não seria eu, eu não andaria reto, eu não amadureceria, não enxergaria os amigos, não teria independência, ficaria presa a pessoas sem expectativas, seria submissa do meu próprio fracasso, não teria dado passos longos e não estaria feliz com o que venho me tornando. Tem dias que eu só preciso me encontrar, mas quando me encontro, continuo firme com os pés no chão. Mesmo que sozinha, sem ajuda ou válvulas de escape. Mas desistir é loucura. Só precisamos tomar o rumo certo, pegar nas mãos certas e andar com passos possíveis de dar. Enfim, só pra constar, eu ando me saindo bem.
S. Oliveira
Lembro-me bem daquela manhã de sábado do dia 24 de janeiro de 2015. Era para ser um dia de trabalho como outro qualquer, no entanto, você apareceu. Engraçado que aquele dia eu deveria ter saído mais cedo, mas acabei ficando pra receber tua turma por um acaso qualquer. Me direcionei até a porta e meus olhos logo te encontraram no meio daquelas 30 pessoas apavoradas para o 1° dia de trabalho. Claro que tentei olhar para todo mundo enquanto explicava todo aquele contexto, quase que rotineiro, de como não ficar nervoso no atendimento ao cliente. Você me olhava com aquele sorriso de quem estava nervosa, porém, feliz de não estar passando por aquilo sozinha. É, meu bem, seria cômico se não fosse trágico. Concorda? Daquele dia em diante comecei ficar até mais tarde no trabalho para ajudar “sua turma” melhor se desenvolver. Tudo mentira! Acha mesmo que com você ali no meio chamando atenção até dos últimos fios de meus cabelos eu iria me importar com o resto? Lembra a forma sorrateira com que peguei tua mão te explicando um procedimento qualquer? Pois é... Daquele dia em diante algo mudou em mim e eu sabia que era para melhor. Você despertou o mesmo interesse que eu e passamos a nos permitir mais. Você veio falar, me convidou pra sair e saímos. Fomos ao nosso primeiro encontro e duvido você lembrar o nome do filme, pois estava mais preocupada em traçar um plano de ação de como segurar minha mão e me beijar sem que eu te rejeitasse. Acabei me entregando ao teu beijo tímido, acabei ficando nervosa, acabei que nunca mais te esqueci. Os dias foram passando, lhe convidei para ir até minha casa, você me convidou para ir a sua, nos encontramos, ficamos, fizemos amor ás pressas e outras inúmeras vezes bem devagar sem pensar em tempo ou se existia vida fora daquele quarto quente. O nosso sentimento aumentou, a necessidade de estarmos juntas era maior que nossa razão e então, de repente, você me pediu em namoro naquela tarde de sábado do dia 07 de março. Quando assisti ao vídeo de pedido de namoro com a música do Cícero – “Ensaio Sobre Ela” não tinha como negar, não poderia, não faria isso com meu coração que já te queria e que já te abrigava. Rápido não foi? Também me assustei e logo fiquei com receio de tudo estar fugindo do meu controle. Você bem sabe o quanto sou controladora ou tento controlar as coisas, não é? No entanto, tudo fugiu de mim quando você falou estar me amando. Falou timidamente com aquela boca pequena o quanto tudo aquilo era importante pra você. Alguns dias depois desabei em choro nos teus braços falando que te amava e que era para tudo ser muito sério, pois eu já estava vindo de um histórico não tão bom e que tinha receio que tudo voltasse a ocorrer. Logo nos prometemos uma à outra. Isso me deixou plena! Fizemos amigos em comum, passamos a compartilhar músicas, segredos, fotos, passeios, festas, danças, noites, filmes, viagens, cama, comida, escova de dente, lençol, toalha... Fizemos promessas e eu me sentia infinita! Adorava teu corpo nu e a forma com que minhas mãos passavam por ele, o teu cheiro era tão bom que me condicionava a nunca ficar sem, você logo se arrepiava e respirava fundo. O meu corpo nem mais me respondia, quando vinha o raciocínio já estávamos nos amando intensamente. Passar as mãos nas minhas costas ou fazer aquelas massagens era golpe baixo. Você me tinha rápido demais no seu controle, e cá entre nós, eu amava ser controlada por você nessas horas. Você era meu melhor amor e sexo. Você me completava. Claro que não tão diferente dos outros relacionamentos, com o tempo, vêm os descuidos, a droga da rotina e várias outras dificuldades particulares relacionadas às nossas famílias que, infelizmente, não conseguimos lidar tão bem. Mas aí também vieram as diferenças, a sua forma de ver a vida tão livremente e a minha forma tão conservadora. Começamos os desentendimentos, as brigas, os choros, o cansaço, as promessas de que iriamos mudar... Mas não mudamos. Acabamos nos entregando aquela fase difícil onde poucos casais se sobressaem. Você sempre falava que eu não te aceitava da forma que você era, que eu te limitava e que você queria ser você mesma. Eu sempre lhe dizia que você não me entendia, que não se importava e que não era romântica. Claro que você tinha suas razões, pois sou uma controladora meio que impulsiva e cabeça dura. Só que, meu bem, nunca fiz nada para o teu mal, por mais que não acredite, eu pensava em nós, em um futuro, e quis que você mergulhasse nas mesmas ideias que as minhas. Acabei errando em não ir devagar, mas nada entre a gente nesse um ano e meio foi. Recordo ter falado em meio à discursões que já não te amava mais. Você chorou e aquilo me desmoronou por inteira. Quer saber a verdade? Foi puro medo misturado com impulso e raiva. Eu só quis chamar atenção, te dar um choque, te trazer mais pra perto... Coisa de gente insegura. Você deve estar pensando o porquê deu sentir medo não é? Pois bem, eu senti porque você sempre teve o dom de me tirar do sério, de me fazer chorar, espernear, perder todo o controle que eu achava que tinha. Isso me fazia ficar alienada, pois onde já se viu uma moça me tirar do sério assim tão fácil? Logo eu que sou cheia de mim, cheia das razões e dos quereres. Nos desgastamos, choramos, tentamos, mas não conseguimos nos manter de pé. Por ego meu e seu, por culpa nossa, por falhas que compartilhamos, por egoísmos, por orgulho, receios. Perdemos nossa essência, nossa cumplicidade, nossa intimidade. Confesso que nem as noites em claro e muito menos as garrafas de vinho me fizeram esquecer teus beijos e tuas caras de choro que tanto me derrubavam dos pedestais que meu ego construía. Nessas horas eu nem sabia mais o que era orgulho. Parecia mais o Manuel Bandeira atrás de sua “Estrela da Manhã”, como ele, eu queria a minha estrela de qualquer jeito. Nessas horas eu te aceitava até com os teus antigos e novos defeitos. Por que fazia isso comigo, moça? No fundo, quem me manipulava muito bem era você. Eu nunca fui dona de mim e você sabia disso. Tem dias que me arrependo de ter lhe deixado ir quando me falou sobre suas dúvidas em relação a me amar. Tem dias que acho que foi o melhor pra nós, que merecemos coisa melhor do que uma a outra. Tem dias que acordo achando que lhe esqueci, outros tendo a plena certeza e dias falhos que vejo que te amo ainda mais. Complicado não é? Imagine eu sabendo que está muito bem sem mim, ou melhor, sem nós. Que está beijando outra boca sem ser a minha e que deve estar aplicando seus golpes baixos que sempre me tiravam o foco de tudo. Imagine eu ter que conviver com essa teoria de “dar a volta por cima”, de ouvir aquelas frases clichês de que “vai dar tudo certo”, “o tempo cura”, “você precisa de um novo amor”, entre outras mil. Mas imagine agora eu ter que justificar para os nossos amigos em comum a sua saída de minha vida. Cansei, sabe? Hoje em dia quando perguntam de você, respondo o que sei... “Ela está muito bem.” É difícil aceitar isso de que está tudo bem. É difícil porque o ser humano é complicado mesmo, na verdade, o ser humano é um ser, por diversas vezes, inútil diante essas situações e eu não sou diferente de ninguém. Eu queria que você caísse logo no meu esquecimento e que meu coração e minha cabeça pensante em você se tranquilizem. Vivo cansada de tentar prever como vou acordar, se é tendo a certeza que te esqueci ou fracassando outra vez. Só que iria mentir se eu te dissesse que essa angustia ainda está forte aqui dentro, não hoje, pois até consegui escrever para você sem que as lágrimas não pifassem meu computador. Eu entendo todo nosso enredo por mais que às vezes não aceite o final dele. Pelo menos está feliz com outro alguém, imagine se estivesse no meu lugar... Com sua mente fraca já teria feito bobagem, como de costume. Você sempre dava trabalho e eu sempre adorei trabalhar em você. Eu admiti meu erro, mas ainda não me desculpei por eles. Eu sei que eu poderia ter lhe ouvido mais, ter lhe entendido, ter lhe deixado tomar algumas decisões, ter me estressado menos com bobagens, ter lhe feito mais feliz, não ter lhe cobrado coisas que não eram de seu perfil fazer, ter lhe julgado inúmeras vezes na tentativa de chamar sua atenção, por ter feito algumas bobagens de gente insegura, por ter tido alguns lapsos e ter voltado ao passado. Desculpa! Eu poderia ter feito melhor, você poderia ter feito melhor, nós poderíamos estar felizes, poderíamos estar na minha cama de bolinhas escolhendo o próximo item a ser comprado para o nosso quarto, poderíamos apenas estar lembrando o nosso primeiro encontro ou planejando alguma coisa para o futuro. Poderíamos estar nos beijando agora ou trocando mensagens de amor. No entanto só estou escrevendo esse texto para não transbordar tudo o que está passando aqui dentro. Não é um pedido de volta, ou um pedido de perdão para nos reconciliar... É apenas mais um desabafo de quem amou de verdade. Talvez nos encontremos por aí, talvez sejamos boas amigas, talvez a gente nunca mais se fale ou que nada vai passar disso. Eu não quero mais pensar em você ou sobre as consequências de tudo o que causamos a nós. Só quero me dedicar a mim sem que você me venha na cabeça, sem que teu sorriso venha de repente, que eu me lembre de você toda vez que vou ao trabalho, que eu pare de encontrar coisas tuas no meu quarto, que eu tenha coragem de parar de tomar banho com tua toalha ou pare de vestir a droga do teu short. Que as pessoas parem de usar teu perfume, que minhas amigas não falem mais teu nome... Eu só quero que meu coração pare de abrigar você, pois já tentei pedir e de nada adianta. Meus sentimentos já não me obedecem e eu sinto muito por eles. Mas de um jeito ou de outro você vai sair aos poucos de dentro de mim e, assim como você, serei feliz com outro alguém.
- S. Oliveira “O nosso mundo, Maria, destruímos juntas, se o fim não dá, apaga ou muda. 12h07min”.