Ideias e Teorias de Alan Turing
Alan Turing foi simplesmente o criador da Teoria da Computação, com uma mente brilhante no raciocínio lógico, ele conseguiu através da Matemática vencer as Bombas de Hitler. Turing sempre foi um garoto tímido e sem muito talento para o convívio social, era uma pessoa tão estranha que no futebol ele gostava de ser o bandeirinha.
Seu interesse pela ciência começou cedo, logo que aprendeu a ler e escrever distraía-se fatorando números de hinos religiosos e desenhando bicicletas anfíbias. A maior parte do seu trabalho foi desenvolvida no serviço de espionagem, durante a II Grande Guerra, levando-o somente por volta de 1975 a ser reconhecido como um dos grandes pioneiros no campo da computação.
Em 1928, Alan começou a estudar a Teoria da Relatividade, conhecendo Christopher Morcom, que o influenciou profundamente. Morcom morreu em 1930 e Alan se motivou a fazer o que o amigo não teve tempo, durante anos trocou correspondências com a mãe de Morcom a respeito das idéias do amigo e se maravilhou com a possibilidade de resolver problemas com a teoria mecânica quântica.
Chegou inclusive a escrever sobre a possibilidade de o espirito sobreviver após a morte. Após concluir o seu mestrado em King's College, em 1935 e receber o Smith's prize em 1936, com um trabalho sobre a Teoria das Probabilidades, Turing se aprofundou na área da informática, Turing queria saber ate aonde um computador poderia ir, às respostas vieram sob a forma teórica, de uma máquina conhecida como Turing Universal Machine, que possibilitava calcular qualquer número e função, de acordo com instruções apropriadas.
A respeito da máquina que Turing criou consta-se diversas características de funcionamento, entre elas, temos que existia uma fita que podia ser infinita para a esquerda ou para a direita, dividida em células adjacentes que contém símbolos do alfabeto; um cabeçote que pode ler e escrever símbolos na fita e move-se para esquerda ou para a direita; um registrador de estados que armazena o estado da maquina; uma tabela com as funções de transição, que nos diz que símbolo escrever e qual será o novo estado, dependendo do símbolo que se está lendo e do estado em que se encontra.
Turing sempre considerava uma expressão muito usada por ele: “Eu proponho considerar a questão ‘Máquinas podem pensar?’.” e através disso ele propôs o conhecido Teste de Turing onde consiste numa pessoa que faz diversas perguntas para um interlocutor desconhecido, todas essas perguntas são escritas. O objetivo da pessoa que pergunta é descobrir se quem a respondeu é um humano ou uma máquina. Se ela não souber distinguir quem é a máquina e quem é o homem, significa que, de acordo com Turing, essa máquina supostamente possui inteligência. Esses estudos que Alan fez foram de fundamental importância mesmo sendo astutos demais para a época. Hoje em dia é comum encontrarem-se salas de “chat” em muitos websites, de forma que os visitantes possam conversar entre eles, ou esclarecer dúvidas com a equipa técnica da empresa ou instituição que mantém o website. Mas aí surge um problema: é que se ninguém estiver disponível para conversar, a sala está vazia e o cliente ou visitante não pode conversar sozinho. Para isso, muitos técnicos optaram por uma solução simples e barata: colocar um programa informático sempre na sala. Um programa não tem de se ausentar, não se cansa, pode estar disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, não se zanga com os interlocutores. Está disponível, com um nome atribuído pelo técnico que o lá coloca, e responde sempre que alguém aparece para conversar. Obviamente, com as limitações inerentes a qualquer programa informático.
Na 2ª Guerra Turing foi trabalhar no Departamento de Comunicações da Gran Bretanha (Government Code and Cypher School) em Buckinghamshire, com o intuito de quebrar o código das comunicações alemãs, produzido por um tipo de computador.










