Li uma vez em um texto: "Amor algum é eterno". Pensei. Repensei. Trepensei. Amor é eterno? Me lembrei da minha tia: foi casada com o mesmo homem por 22 anos, tinham uma vida feliz, dois filhos e um cachorro. Era aquele casal que você olhava e dizia "Bléh, quanta melosidade!". Eram aquele típico casal-perfeito-feito-um-para-o-outro. Até que um dia eles brigaram. E pimba! Foi por água a baixo um relacionamento de vinte e dois anos. E ela estava tão bem, que dava até raiva. Dava vontade de ir lá bater na cara dela e dizer: "Porra, para de sorrir, teu casamento acabou, você devia estar triste!!!!". Ô se dava. Ela estava bem. Super bem, por sinal. Resolvi puxar papo com ela. Perguntei como ela podia estar tão bem, tão sorridente, sendo que eu, quando terminava com meus namoradinhos de final de semana, ficava na fossa. Ela olhou nos meus olhos e sorriu. Eu fiquei nervosa. Como pode um amor assim acabar? Ela deu uma risada e disse "Amor não acaba, bobinha. Amor nasce e morre''. E sabe de uma coisa? Foi a coisa mais verdadeira que já ouvi na vida. Amor nasce e morre. É como se fosse uma florzinha, sabe? Você tem que regar. Mas só regar não é suficiente. Você tem que dar amor à ela. Dar cuidado. Ou então ela morre. O amor também é assim. Sem cuidado, ele morre. Mas sabe o pior de tudo? Muitas vezes não dá pra plantar o amor novamente. Muitas vezes o solo já está tão mal-cuidado, que não dá para replantar. Então cuide do teu amor. Regue-o com coisas boas. Dê atenção. E o mais importante: não o deixe morrer.
Thalia R.













