No começo do nosso namoro, eu te disse que me deixasse acostumar com tudo, menos com tua ausência. A verdade é que no fundo, isso não era um conselho e sim um pedido. Um pedido para que você nunca me deixasse e você deixou. É verdade, ainda estamos namorando... Mas você lá e eu cá. Ás vezes costumo dizer que você é mais namorado de outras pessoas que meu. Ou será que você ainda é meu? Você não responde mais minhas mensagens, não tem mais tempo de ficar comigo e quando vem até mim é jogando aquelas sete pedrinhas clássicas. A primeira pedra é dizendo o quanto sou chata, a segunda fala que você cansou de tudo, a terceira é que você não é mais nada meu, na quinta você me ignora, na sexta você explode e na sétima diz que vai embora. Mas por algum motivo, você não vai de fato. O seu corpo e sua mente já foram procurar outras paixões, mas o coração ainda te faz ter esse “relacionamento” comigo. Juro que não entendo o motivo de você errar e me desprezar tanto, mas ainda querer continuar. E eu também não entendo o motivo que me faz querer ficar, porque eu sei que é burrada esperar que você volte para mim e traga de brinde nosso namoro. Eu queria que você entendesse que por mais que você diga “eu ainda namoro contigo”, suas atitudes dizem que você está solteiro e desapegado. E agora, eu me acostumei. Me acostumei com as mensagens não respondidas, com os furos na hora de sair, com as ligações não dadas, com os sentimentos engolidos amargamente. Hoje você tinha prometido de vim aqui, mas furou pela milésima vez. Eu botei em um copinho a unha feita, a roupa de sair, o cabelo arrumado, a maquiagem e bebi tudo para ver se dou uma dose a mais de amor próprio para mim. E olha, tem funcionado. Hoje a sua ausência é apenas mais uma parte do meu dia e não o meu dia inteiro, porque agora o meu dia sou eu. E dessa forma, passei a chorar menos e quem sabe voltarei a sorrir mais. Eu não estou desistindo de você, apenas não estou desistindo de mim por você.












