Era tarde de domingo quando ouvi o seu sim, estávamos na sala da sua casa sentada naquele sofá de frente pra porta. Você não queria muito, mas eu insiste e consegui. Eu na minha grande timidez, você tentando disfarçar a sua. Naquele dia eu achei que seria feliz por muito tempo, era o que seus olhos me diziam, esses mesmos olhos que fechavam com aquele seu sorriso tão doce, que ainda hoje consigo fechar os meus olhos e vê-lo, por muito tempo era o que me levava ao céu. Naquele dia eu planejei como seria todos os outros dias, eu não conseguia querer mais ninguém, tudo que eu queria era o cheiro da tua pele, aquele abraço apertado e encaixado que você sabia dá, o seu jeito de me beijar e me empresar na parede. Você era doce e feroz em momentos tão diferentes e sabia ser assim com maestria, e eu só conseguia pensar na sorte que eu tinha. Naquele dia eu achava que seria feliz por muito tempo, mas muito tempo não dá pra ser medido. E nós fomos felizes por muito tempo, o muito tempo que nós decidimos que seria. Já parou pra pensar o quão incrível é por consegui fazer alguém feliz por muito tempo? Você fez. Guardei minha saudade no bolso e caminhei, e ela é tão grande que pesa. Saudade do beijo, do abraço, do colo, do sorriso doce. AH! O sorriso! Era tarde de domingo quando tudo que eu queria era você e eu a tive, e era uma tarde de domingo quando tudo que eu achava era que não tinha mais nada, quando nos deixamos. Mas essa parte a gente deixa atrás da porta, já não quero lembrar. Me permito lembrar apenas daquela tarde de domingo em que você era o meu mundo, o no meu mundo ainda tem você.
August, 03.

















