Tem alguma coisa me incomodando, vou escrever sobre/pra alguém.
(Não, não é isso que tá me incomodando. Mas eu vou escrever até sentir que descobri, ou que o sono venceu minha curiosidade.)
Você disse que seu maior receio era não marcar a vida das pessoas, e eu lhe respondi que meu maior medo era como eu ia marcá-las.
Queria te dizer que finalmente entendi por que eu tenho esse dom de marcar (quase) todos que se aproximam ou me permitem fazê-lo. Acho que é porque, mesmo que eu demore um tanto por conta da timidez, eu realmente me importo. Eu olho os detalhes da vida pessoa, me preocupo com cada pequeno problema e comemoro até as menores vitórias.
Eu posso estar errado, e talvez você me olhe com uma cara cética. Desculpa se não foi assim com você, eu realmente demoro pra me sentir "à vontade" o suficiente pra me preocupar tanto.
Como sagitariano, eu entro e saio da tristeza com frequência relativamente alta, e tô bem acostumado com isso - o caos é parte de mim e eu já aceitei isso faz um tempinho. Mas você é diferente, não é? Você sente tudo - talvez até demais - e por muito mais tempo.
Nossa lua compartilhada, em peixes, tornou nossas conversas algo bem interessante, múltiplas viagens dentro de um mesmo assunto. Acho que foi o que mais me marcou, além da certeza que eu tenho que se eu tivesse dado mais tempo ao tempo essa amizade teria crescido bem além de muito do que eu já tenho ou tive.
O que eu nunca te contei foi que meu grande medo - e eu sempre tive a sensação de que era o seu, também - era entrarmos nos campos da tristeza, eu sair e você não. E me conhecendo, eu tenho quase certeza que isso seria frequente e recorrente, se é que já não tinha acontecido.
Faz um tempo que não conversamos. Talvez seja melhor assim. Mas vou fazer o que faço desde que comecei a me entender: seguir o fluxo do universo.
Se a gente tropeçar um no outro, eu te pago um café ou coisa do tipo.













