— Como é que vai ser agora? — Agora você vai ficar bem. — Mas como? Se eu só fico bem ao seu lado.
Ele camuflou o "adeus". E desta vez doeu bem mais. Thandara M.
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— Como é que vai ser agora? — Agora você vai ficar bem. — Mas como? Se eu só fico bem ao seu lado.
Ele camuflou o "adeus". E desta vez doeu bem mais. Thandara M.
[…] E fica tudo tão diferente, meio difícil de reconhecer. Meu erro, sempre foi o mesmo, que droga. Esperar algo de você. Não existe algo mais tolo, mas inútil que isso. Você nunca me amou e eu sempre te quis. Sou sempre tão platônica, tão sozinha, que pelo menos mais uma vez, pensei em tentar te ter. Mas, espere. Deixe-me pensar. Você de fato nunca me amou. E aquelas palavras, que tanto me faziam sorrir? Não eram verdadeiras. Como doí ouvir isto, ainda mais por saber que é verdade. Já guardei tanta coisa dentro de mim, tanto você em mim que agora, de tanto te guardar, acabei de te perdendo. Se quem sabe fosse eu que te achasse, não te deixaria partir, querido. Não mais, nunca mais. Eu sofro por isso todo dia, já virou rotina, deitar, e despejar sequência de lágrimas em meu travesseiro, por um tolo que não merece. Me perdi em tais pensamentos, que me fizeram mudar. Tentar ser forte. De qualquer maneira, esses sentimentos sempre iram me assombrar, tentaria fugir novamente e voltaria para meu velho colchão. Tal que era o único que estava comigo, na hora das lágrimas, que por um momento, pensei que fossem infinitas. Não tão como meu amor por você, querido. Porém, fizeram meu coração pulsar prazeirosamente, como na primeira vez que pude ter um cruzar de olhares com você. E como são perfeitos esses olhos que fizeram me apaixonar. Logo você.
Thandara M. (via 1maktub)
Acredita. Acredita no que sinto por você. Me ame, se não me ama, finja que me ama. Fica comigo pra sempre. Pare por um instante e me deixe admirar sua beleza rara. Me abrace diga que é eterno. Me beije intensamente, como nunca havia beijado antes. Deixa eu sentir o calor dos seus lábios. Eu deixo você bagunçar meu cabelo, deixo você me fazer cocegas. Deixo você fazer o que quiser de mim. Deixa-me delirar no seu olhar? Faz-me sentir amada? Me chame de "minha" e diga que nunca vai me deixar. Diga-me que sou teu amor. Diga-me que sou tua vida, que sou tua preferida. Vem que já é noite. Esquenta-me com teu calor, aquece-me com teu amor. Deixa-me parar e contemplar o brilho do seu olhar? Vem ver as estrelas estão a brilhar na imensidão azul. Vamos admirar o brilho da lua juntos. Eu quero você aqui, por completo. Quero te chamar de meu. Meu bobo, meu amor. Faça-me rir. Eu quero te fazer sorrir quando tudo parecer perdido. Eu quero te fazer sentir, o que eu sinto por você. Eu imagino tantas coisas, eu e você. Quem sabe, algum dia você não estará ao meu lado quando o dia amanhecer. Eu tenho essas ilusões. Mas, a maior de todas elas, é quem um dia ela se tornem reais. Sabe, que um dia você também irá precisar de mim, como eu preciso de você. Diga-me como foi seu dia, senta aqui. Faça-me um cafuné. Deixa eu sentir o cheiro do teu perfume. Diga-me que me ama. E por favor, não se vá jamais.
Eu preciso de você como nunca havia precisado de ninguém antes. Thandara Mendes, 1Maktub
Ontem, após tanto tempo, eu consegui olhar no fundo dos seus olhos. Cruzamos olhares. Fixamente. Pela primeira vez desde que tudo aconteceu eu consegui te olhar profundamente e dizer tudo que eu senti quando você me deixou, pela primeira vez, você não tinha que ficar a metros de distância de mim. Você não tinha mais ela pra se sentir insegura com a minha presença. Mas e quanto a minha insegurança? E sobre minhas pernas trêmulas, meu coração acelerado e minhas mãos que suavam naquele momento? E eu fiz de tudo pra não transparecer. Por que, olha só pra você, que sempre foi esse tipo 'homem conquistador', sempre teve as palavras doces na ponta da língua para ter nas mãos a mulher que quisesse. Mas ainda bem que eu já te conheço. Eu demorei pra sacar essa sua jogada. Eu caí uma, duas, três, quatro... bom, até perdi as contas de quantas vezes me deixei levar por essa sua conversa mole. Mas dessa vez não, ontem não. Eu tentei me mostrar fria, eu quis transparecer a menina que eu era antes de você chegar na minha vida e bagunçar tudo por aqui. Quis mostrar que eu havia construído outro escudo no lugar daquele que você rompeu. Eu quis passar a você a imagem de que eu havia me recuperado bem sozinha. Mas olha só garoto, confesso, que quando te vi, tremi. Pois veja, após tanto tempo, não é mesmo? Você ainda faz alguma coisa. Alguma não, talvez várias, mas talvez, nenhuma. Eu só tive medo. Eu sempre tive medo. Quando se trata de você esse sentimento sempre me domina. Acho que tudo que está relacionado a você me retém. Meu medo talvez foi de você novamente querer apenas provar de meus beijos e de nossas carícias e não do meu amor. Talvez, medo de que o seu coração ainda esteja cheio dela e não sobre nem um espacinho pra mim, nem um pedaço lá no cantinho que eu possa ocupar. Eu sabia, que no fundo da sua alma só tem ela, que você só me procurou por que não pode mais tê-la nas mãos. Durante todos esses meses desde que nos separamos eu esperei por este dia, eu sonhei com ele, eu detalhei ele várias vezes na minha mente. E em todas estas vezes eu imaginei que quando ele chegasse eu não me aguentaria e rapidamente aceitaria sua proposta, correria para seus braços, te beijaria loucamente até o dia amanhecer. Como naquela noite. Mas não querido, não foi tão simples assim. Enquanto você me olhava fixamente num olhar perdido, ou até mesmo, que me chamava, eu não escutei. Eu apenas disse um pouco daquilo que se prendeu em mim durante todo esse tempo. Eu soltei pra fora toda mágoa que você me fez, toda dor que você me causou. Talvez, numa vã tentativa de fazer com que você sentisse a minha dor também, com que você sofresse uma gota daquele oceano de mágoas que sofri. Não consigo entender o que aconteceu, minha atitude que contrariou totalmente a todos os planos que já havia feito. Nada faz sentido. Está tudo tão perdido, que nem eu sei se me acho mais. Ainda estou tentando me entender e te entender. Entender aquele seu olhar que me cuidava, as poucas palavras que saíram da sua boca enquanto eu desabafava sobre a paixão que senti um dia por você. Sim, foi apenas paixão. Pois se fosse realmente amor, ontem eu não te negaria assim. Em nosso tempo, era você quem dizia que me amava. Será que você se lembra das vezes que em que você implorava que minhas palavras correspondessem as suas? Mas não, eu nunca citei aquelas três palavras a você. E engraçado, no começo, quem costumava sentir menos era eu, e de repente o dono da situação se tornou você. Mas olha só. Essa foi minha vez de estar no comando, minha vez de dizer um não a você. Ainda tenho a chave da sua casa, talvez um dia eu passe por ai e aceite sua proposta. Porém ontem, hoje, essa semana, esse mês e por esse tempo... não. Não vale a pena dizer um sim tão rápido a alguém que por tanto tempo me negou. Mas desculpe garoto, se algum dia eu senti, ou ainda sinto. Não ainda, talvez eu não possa, talvez eu esteja presa num passado ou até mesmo, num futuro incerto.
Me desculpe garoto, se senti, mas isso não é o suficiente para fazer eu voltar. Não ainda. Thandara Mendes, 1Maktub
Se eu não penso, faço merda. Se eu penso demais não faço merda nenhuma. Bom, vale arriscar né.
Faz frio lá fora, o clima está tão gelado quanto o que se encontra aqui dentro. Chuva forte, ruas vazias, tudo tão semelhante a mim. Lágrimas, incontáveis lágrimas de um vazio tão imenso em meu coração. Aliás, que coração? Um que fica guardado, trancado as minhas sete chaves, em um lugar obscuro onde tu e a paixão não vivem mais? Bem, este é o único que me restou, tu o destruiu, será que lembras? (…) Algumas vezes tu chegou a me perguntar por que me tornei assim, como esse tempo que eu sempre adorei. Meu bem, tu me tornastes assim, tu foste a minha espécie de “freezer", me congelando. Culpado! Na verdade, eu nunca fui boa em mostrar o que sinto, o medo sempre tomou conta de mim, eu sempre tive meu “escudo", mas meu querido, tu quebraste ele e eu tive que construí-lo novamente e desta vez mais forte. (…) Não é orgulho, não é falta de amor próprio, talvez seja o excesso dele. Foi o tempo, certas decepções, talvez não só tu mas as outras pessoas também. E claro, eu mesma. Agora mantenho meus pés no chão, apenas fugindo, apenas me guiando para o caminho certo, caminho em que ando, sem ilusões, com menos corações partidos.
Apenas o vazio. Gelado. (Thandara Mendes, 1maktub)