O custo é barato... Pois, me compra com um sorriso. Sim, o peso é leve... Pois, livra-me das dores da vida. E sim, carrego ainda muita coisa... Amor para dar e vender, por exemplo, Mas, apenas a ele dedico.
Laryssa Casvine, humor amor.

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O custo é barato... Pois, me compra com um sorriso. Sim, o peso é leve... Pois, livra-me das dores da vida. E sim, carrego ainda muita coisa... Amor para dar e vender, por exemplo, Mas, apenas a ele dedico.
Laryssa Casvine, humor amor.
Ele dorme tão sereno que é quase impossível não respirar seus sonhos. Sinto o sabor do algodão doce em forma de poesia quando solta o ar levemente. E me deixo levar pela sua tranquilidade de lei, fazendo de mim refém de suas noites, onde estar ao seu sono é o meu descansar.
Laryssa Casvine, fogo brando.
Às vezes eu me sinto só do nada, mesmo estando ao lado das pessoas. Eu me curvo sobre meu umbigo e enxergo um abismo de desamparo. Me sinto protegida, sim, pelos que me amam e são momentos efêmeros. Eu nasci de um individualismo, de um deserto de compreensão. Afundo em uma depressão inventada por mim e logo, me encho de alegria. Oh, Deus! Eu sinto tantas coisas pra uma cabeça e um coração. Acho também que parte do tempo me deixo levar pelo medo, e creio que este é o causador da minha falta de entrega à vida.
Laryssa Casvine, Origem.
Eu não peço muito. Me elevaria a um sorriso pelo simples espaço de acomodar meus livros, se não for pedir muito um cantinho para encaixar um colchonete e ao lado uma vitrola. Um lugarzinho desses meia boca para morar meus dramas e meu amor, um vinho barato também é uma boa pedida. Ah! Claro... Meu violão de segunda mão e minha guitarra de poucos acordes. Apenas um cômodo me servia para deixar minha imaginação rolar solta e uma janela para deixar o luar me banhar com seus resíduos de sabedoria. Nada demais. Só um ambiente para chamar de meu e fazer viver minhas polaridades. Um lugar para chamar de meu. É bem assim que se fala!
Laryssa Casvine, meu lar ideal.
Quando ele sorriu, a semente foi plantada. Quando ele segurou minha mão... Bom, estranho seria se o amor não florescesse.
Laryssa Casvine, cheiro de lavanda.
No vento, na cor e em tudo no mundo. Canto teu choro ao gozo do amanhecer. Na brisa, na valsa e em lágrimas. Sonho teus planos ao tilintar dos cristais ao chão. No suor, na neblina e em gentilezas. Enxugo teus desalentos ao surgir das estrelas. Na crise, na alma e em substancial querer. Na tua pele me deito em entrelaço como quem respira lar.
Casa, Laryssa Casvine.
O medo é natural. A insegurança, não. O medo é necessário, afinal o que é novo assusta. Mas, a insegurança não precisa aparecer. O medo é a chave do equilíbrio, é a razão pra não se meter a besta. Mas, a insegurança é como andar em cordas bambas prestes a partir. O medo é o tempero, é o frio na barriga. Mas, a insegurança é a ausência da fome, é a ausência do sono. O medo é amigo, cuida pra que você não chegue perto do abismo. A insegurança, não... Te faz pensar se no abismo pode ser tranquilo também. O medo te segura firme. A insegurança, não... Essa te empurra sem nem te dar o direito de se defender.
Laryssa Casvine, A saúde do medo.