Essa parte da história, talvez seja a mais bonita, não fica no inicio de tudo, e não sei exatamente o quão distante do final está.
Essa parte, inclui um nome, um rosto, um sentimento, e ah claro um olhar.
Quando nos cruzamos sem querer, eu tinha 13 ou 14 anos, e um sonho, que hoje estacionado, na época era o mais forte desejo de ser melhor ... A musica. Nas canções, em cada nota,pelo que me lembro, cada cifra, e linha, tornava complicado tudo aquilo que pensei ser simples, bom o som, a melodia... Não segui em frente...
Assim como, não disse a ele em palavras toda a verdade, não cantei aquela canção, não toquei, não fiz melodia, apenas me restringi.
Sobre ele, foi a melhor sintonia da época, e uma trilha sonora de fundo a minha mente inocente, tocava toda vez que eu o via, ouvia, abraçava.
A beleza do ser puro sabe?
Era um sentimento novo. E continua sendo.
Não, não é amor. É algo melhor.
Semelhante ao cheiro de ervas frescas colhidas, ao barulho de água de cachoeira.
Feito descanso após uma corrida... é aquela tomada de fôlego, uma coisa necessária.
Feito pitada de sal em salada.
Uma colher de açúcar no chá.
Aquela coisa que se não parar e olhar com cuidado e prestar atenção, passa sem ser notada.
Quase como o oxigênio, o qual respiro sem pensar. É semelhante, mas nada igual.
Nosso reencontro foi, surpresa.
Pra mim. Necessário.
A pureza da história, estende -se a melodias ouvidas somente na minha sala secreta da mente.
Tão distantes. Tão perto.
Talvez sua diferença se faça pelo fato de eu nunca me auto sabotar a seu respeito sobre o futuro, sempre fui feliz pela sua presença no momento de agora.
Os 'agora' passados.Passando.
Essa parte da história tem uma canção silenciosa, uma musica sem nome.
Uma pausa no tempo. E um olhar que pode ser mil coisas, e pode também nada ser.
Uma constelação de estrelas embutidas nos olhos, distantes calmos e tranquilos.
Que talvez por ser intocável e indefinido, seja eterno.
E pra mim é bonito.
E leve.
E também passageiro.
Porque a vida segue.
Mas o que foi bonito fica com toda a Intensidade.
Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga.
E a gente lembra.
E dá saudade.
Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona a parte da história, que o coração vive tentando deixar pra trás.