nossos muses montarem um boneco de neve juntos; ( BÔNUS se der muito errado porque nenhum dele sabe mexer com neve ) \\ thomas e gustavia
𝚜𝚎𝚡𝚝𝚊 𝚌𝚘𝚛𝚝𝚎 — 𝟷𝟺:𝟻𝟹𝑭𝒓𝒐𝒔𝒕𝒚, 𝒕𝒉𝒆 𝒔𝒏𝒐𝒘𝒎𝒂𝒏 ( ☃ ) .
Não era exatamente a primeira vez que a alada via neve na vida. No entanto, era a primeira vez que via neve daquele jeito. Na terceira corte a neve nunca era forte o suficiente para se acumular pelo gramado, e logo a fina película de gela se transformava em uma poça lamacenta, nada divertida, principalmente quando se tinha a tendência de enfiar a cara na terra ao treinar. Ser levada para a sexta corte pelo amigo havia sido um privilégio, ela sabia. Ser amigo da realeza tinha desses benefícios. O luminoso fazia questão da sua futura guardiã, tarefa que a feérica levava muito a sério, e durante todo o percurso os olhos de águia de rapina não se desviavam de possíveis perigos. Uma copa de árvores, uma curva sinuosa, sombras ou animais passando rápido demais. Nada lhe escapava. Quando finalmente entraram no castelo negro dos filhos de Hela, o comandante disse as palavras que tiraram da Holgersen dez quilos de seus ombros. “Estão dispensados”. Obviamente, Thomas tinha algo, ou tudo, a ver com isso, já que os olhos do loiro estava curiosos para saber o que a opinião da amiga sobre nevasca. Gustavia ignorou a pergunta não dita do amigo, abrindo a boca e colocando a língua vermelha para fora, sentindo o gosto dos flocos de neve em sua boca, percebendo que tinha gosto de… bem… água. Não devia ser tão surpreendente, mas até então neve parecia bem menos mágico do que as pessoas faziam parecer. A careta da alada deve ter denunciado seus pensamentos, já que o Autumnsolis estava aguardando com um sorriso presunçoso quando ela abriu os olhos verdes. — — Venha. — — Ele disse, e como uma boa soldada, Gustavia estava há três passos dele numa batida de coração. Assim que chegaram num campo extenso, eles passaram a fazer todo tipo de coisa que se podia fazer na neve. Como duas crianças, fizeram guerra de bolas de neve, sentiram as meias molhadas com a neve derretida que se embrenhava em suas meias, e fizeram, ou tentaram fazer, um boneco de neve. Veja, ao passo que Thomas era bastante romântico, e via a coisa toda como uma experiência, Gustavia era bruta demais para o serviço. Os dois discordavam sobre como enrolar a bola até engordá-la, sobre como levantar o pequeno tronco sem que ele desmorona-se e um graveto era deveras simplório para um nariz, na visão do príncipe. Quando terminaram, a parte gordinha onde deveria ser a base estava bem mais magricela que a parte de cima e a cabeça era largamente desproporcional. Os olhos, feitos dos botões da roupa da alada, eram visto como uma atrocidade pelo garoto, mas o echarpe caro dele fazia com que até aquela criatura pitoresca se tornasse interessante. Gustavia sorria satisfeita e Thomas encarava sua obra com o mesmo olhar crítico que tinha com suas composições. — — Ora, não ficou tão ruim. Se quer saber, acho que ele tem personalidade! — — Disse a garota, cruzando os braços, animada com a visão a sua frente. — — Você devia dar um nome a ele. — — Sugeriu apenas para fazer o príncipe engasgar. — — Um nome?! — — Era absurdo, era apenas um boneco de neve e ela gargalhou com a reação dele. — — Se não for dar um nome pra ele então vamos levar seu trazeiro real para dentro do castelo, eu estou congelando e diferente de Frosty, ali, eu estou congelando e isso não me deixa bem humorada! — — Ela puxou o gorro de sua cabeça para mais baixo , ainda que aquilo fizesse nenhum efeito sobre o frio que sentia e começou a se afastar em direção ao castelo, mas Thomas ficou para trás, encarando o boneco de neve. Frosty. Ele gostava do nome. Frosty, o Boneco de neve.












