uisoo aterrissa com os dois pés no chão por pura sorte. ele tropeça para frente e quase enterra a cara no cimento queimado, desgastado, se não pela mão que o puxa de volta num tranco, na direção contrária. uma risada curta, aérea, ressoa por cima do seu ombro e então os dedos em torno do seu pulso finalmente se abrem, o deixando livre. uisoo toma um tapa no meio das costas, o incentivando a avançar.
“mi casa es su casa,” a voz de fox soa distante, como se eles estivessem debaixo d’água. “acho que eu tenho gaze e água oxigenada no banheiro, é logo ali. você tem que limpar isso,” ele o aperta pelo braço, abaixo do ferimento, perto do cotovelo. ainda desorientado pelo teletransporte, uisoo mal reluta quando é arrastado até jongha. “você toma conta daqui, né? ele ‘tá meio pálido.”
se uisoo não estivesse à beira de uma crise de pânico com um leve toque de surto nervoso, ele provavelmente prestaria mais atenção nas instruções que fox passa, ou na maneira reminiscente como ele olha para jongha antes de desaparecer de novo numa nuvem de poeira.
sem reação, os seus olhos correm em volta sem rumo, tentando absorver o máximo de informação possível. é um lugar de um cômodo só, amplo e aberto, anexado a um menor que uisoo supõe ser o banheiro. as paredes são todas de tijolo vermelho, sem nenhuma janela além do painel grande de vidro que reflete uma paisagem diferente de seul — construções antigas de fábricas abandonadas ao invés das torres de prédios comerciais, árvores e mato crescendo dos entulhos ao invés da poluição e caos da cidade grande.
o mais estranho é a falta de portas, tanto no banheiro quanto a principal, de entrada, o que faz sentido em questão de segurança, porque, bom, fox não precisa delas. ele pode simplesmente se materializar no meio da sala sem nenhum problema. o que funciona perfeitamente para o propósito de uisoo e jongha agora — se esconder de possíveis ataques extremistas —, mas com um contraponto assustador: eles estão presos ali dentro.
a respiração cortante no peito faz uisoo cambalear, hiperventilando.